
Passei a semana me adaptando à casinha número dois. Meu roommate Alan começou a mudança antes, e sozinho. Coitado, levou pai e mãe e carregou os trecos todos no fim de semana, e quando cheguei lá já estava tudo arrumadinho, o computador, a TV, a sala com cara de sala...
Bichinho, todo cavalheiro: me deu o único quarto que é suíte. Bichinho, todo solícito: separou um monte de livros para me ajudar nas aulas. Bichinho, todo cuidadoso: foi na hora do almoço comprar comigo bacia, pregador e outros apetrechos do nosso 'enxoval', e não quis deixar eu carregar nada pra casa - como resultado, levou um pacote enorme de cacarecos pra faculdade, porque não teve tempo de passar no apartamento após sair da agência. Bichinho, todo preocupado: perguntei a ele se precisava comprar copos e pratos e ele disse que não, que já tinha tudo... aí ficou meio sem-graça e disse, 'mas acho que você não vai gostar da cor'. Quando entrei na cozinha, caí na gargalhada: é tudo verde limão fosforecente, os pratos, os potes, até as esponjas de lavar. Exatamente a mesma cor da minha própria cozinha, famosa entre os amigos por esse motivo...
Tou descobrindo que a gente tem uma porção de coisas em comum e isso é muito legal. Por exemplo: anteontem ficamos assistindo a um programa péssimo do SBT, chamado "Rei Majestade", que reúne cantores que já fizeram sucesso e caíram no ostracismo. Somos dois venenosos, não temos compaixão: discutimos a tonalidade e/ou nome da tinta aplicada nos cabelos de Silvio Santos e Waldick Soriano, a qualidade da chapa (dentadura, para os sulistas) de uma cantora cujo nome esqueci, nos espantamos de conhecer grande partes das músicas interpretadas (é, eu sou brega)... E por fim, numa jogada publicitária genial, descobrimos que o programa tem que mudar de nome: deve se chamar "Faraó", pela quantidade de múmias que congrega. Bolamos a vinheta e tudo!
Alan tem um senso de humor cáustico, e a capacidade de rir é uma coisa que aprecio muitíssimo.
Eu não podia estar mais feliz após a primeira semana dividindo espaço com ele.
Agora só falta a gente arrumar uma geladeira!!!











A abertura foi na sexta passada, em Nazaré da Mata, e foi emocionante poder dialogar com essas pessoas e perceber, na platéia, a presença de vários mestres da cultura popular. Espero que nossos livros, e essas discussões, sirvam de subsídio para que o maracatu rural seja mais discutido e trabalhado dentro das escolas públicas locais, fortalecendo a identidade, a cultura, o turismo... Abaixo, a previsão dos encontros.
14 de julho - Nazaré da Mata















Teve maracatu...
Teve samba de coco...
E teve ciranda.











Uma vez, anos atrás, comprei um livro americano com ‘365 dicas de sexo’, que acabou virando motivo de piada e sendo folheado por todos os amigos que passaram lá por casa. Pode ser diferença cultural; mas nenhuma idéia me atraiu e uma das mais inúteis que apresentava era como xingar o parceiro. 
