sábado, agosto 05, 2006

Convívio


Passei a semana me adaptando à
casinha número dois. Meu roommate Alan começou a mudança antes, e sozinho. Coitado, levou pai e mãe e carregou os trecos todos no fim de semana, e quando cheguei lá já estava tudo arrumadinho, o computador, a TV, a sala com cara de sala...
Bichinho, todo cavalheiro: me deu o único quarto que é suíte. Bichinho, todo solícito: separou um monte de livros para me ajudar nas aulas. Bichinho, todo cuidadoso: foi na hora do almoço comprar comigo bacia, pregador e outros apetrechos do nosso 'enxoval', e não quis deixar eu carregar nada pra casa - como resultado, levou um pacote enorme de cacarecos pra faculdade, porque não teve tempo de passar no apartamento após sair da agência. Bichinho, todo preocupado: perguntei a ele se precisava comprar copos e pratos e ele disse que não, que já tinha tudo... aí ficou meio sem-graça e disse, 'mas acho que você não vai gostar da cor'. Quando entrei na cozinha, caí na gargalhada: é tudo verde limão fosforecente, os pratos, os potes, até as esponjas de lavar. Exatamente a mesma cor da minha própria cozinha, famosa entre os amigos por esse motivo...
Tou descobrindo que a gente tem uma porção de coisas em comum e isso é muito legal. Por exemplo: anteontem ficamos assistindo a um programa péssimo do SBT, chamado "
Rei Majestade", que reúne cantores que já fizeram sucesso e caíram no ostracismo. Somos dois venenosos, não temos compaixão: discutimos a tonalidade e/ou nome da tinta aplicada nos cabelos de Silvio Santos e Waldick Soriano, a qualidade da chapa (dentadura, para os sulistas) de uma cantora cujo nome esqueci, nos espantamos de conhecer grande partes das músicas interpretadas (é, eu sou brega)... E por fim, numa jogada publicitária genial, descobrimos que o programa tem que mudar de nome: deve se chamar "Faraó
", pela quantidade de múmias que congrega. Bolamos a vinheta e tudo!
Alan tem um senso de humor cáustico, e a capacidade de rir é uma coisa que aprecio muitíssimo.
Eu não podia estar mais feliz após a primeira semana dividindo espaço com ele.
Agora só falta a gente arrumar uma geladeira!!!

sexta-feira, agosto 04, 2006

Nirvana

(Posto esta foto que tirei de Ravi, filho de meus amigos Fá e Olímpio, quando ele era recém-nascido - 2001). É minha homenagem à Semana Mundial de Amamentação e ao movimento de Blogagem Coletiva que está sendo feito sobre o tema)
Derramado, pingado, apojado, cheio, entregue, repleto, macio, inteiro, pleno. Peito de mãe é amor que sacia e serena.

quarta-feira, agosto 02, 2006

Fotos fofas

Estive com Luiza no domingo, e aos 16 meses está falando muito, coisas que só ela entende. Continua desconfiada e arisca, mas linda. Adora a boneca preta que a titia deu. Adora coisinhas de abrir e fechar. E tá com o cabelo joãozinho, pois Gina mandou tosar os cachinhos da minha bela. Hoje, Gabi me mandou uma série de fotos do fim de semana que passaram em Gravatá, e eu posto aqui com um beijo pra Fabiana, pra Queops e pra Itaiguara que, entre tantos amigos, acompanham o crescimento de minha sobrinha através deste blogue.

segunda-feira, julho 31, 2006

No ônibus

Eu fui no blogue da minha fiada Dione e li um post que me relembrou um episódio memorável, entre os vários vexames que já protagonizei num ônibus...
Costumo ser mais ou menos calma, e respeitar todo tipo de crença. Mas tenho horror de crente pentecostal, justamente porque eles não respeitam as crenças dos outros. Isso posto, corta pra cena em questão: num domingo à tarde, lá estava eu indo como de praxe pra Olinda, quando subiu a mulher no ônibus. Devia ter seus sessenta anos, cabelo preso num coque, Bíblia meio ensebada debaixo do braço, provavelmente indo pro culto. Dois minutos depois começou a cantar, numa voz fininha que parecia uma muriçoca, os hinos lá da igreja dela. Um, dois, dez. Até que uma hora eu não aguentei e comecei a cantar alto, lá do fundo do ônibus: "elo ya, elo ya ô, elo ya, obá xirê, obá xirê, obá, elo ya ô"...
Cantei pra Xangô, pra Oxum, pra Iansã, pra tudo que é santo cuja saudação aprendi no afoxé, que eu não sou nada na vida, sou uma casca agnóstica que não consegue acreditar em nada, mas odeia os sepulcros caiados, os fariseus que se acham melhores que os outros.
A dona arregalou os olhos e tentou cantar mais alto, mas Deus quis que aquele ônibus estivesse justamente indo pra Olinda. Logo um rastafari começou a batucar mais adiante, uma doidinha inventou de rir e fazer coro, e de repente o ônibus parecia um terreiro festivo de candomblé. Ela desceu meio murcha, dois pontos depois. E eu juro que não me arrependi até hoje.

domingo, julho 30, 2006

Bibi e a dinda


Sim, me leva para sempre, Beatriz / Me ensina a não andar com os pés no chão / Para sempre é sempre por um triz / Ah, diz quantos desastres tem na minha mão / Diz se é perigoso a gente ser feliz...

quarta-feira, julho 26, 2006

Meus novos blogs


Eu já tinha dois; achei pouco e hoje criei mais dois blogs! Eles vão servir como suporte para as disciplinas que vou lecionar este semestre: Teoria da Comunicação e Mídia Digital.
Espero que os alunos freqüentem bastante e que ambos os espaços sejam úteis, particularmente o segundo. Estou aberta a sugestões e críticas!
E dizer que até ano passado eu nunca tinha experimentado esta ferramenta...

domingo, julho 23, 2006

"História Vivida"


Saiu mais uma besteirinha minha na GG Magazine. Confiram aqui.

sexta-feira, julho 21, 2006

Ana Beatriz


Preparem-se pra acompanhar o crescimento de mais uma sobrinha, aqui no sítio. Ela nasceu, finalmente, às 21h do dia 16 de julho. Vai fazer quase uma semana e eu tou toda derretida por Ana Beatriz. Tem carinha de joelho, olho zarolho, e é linda, tão linda, que eu fiquei toda boba diante do bercinho na maternidade. É minha sobrinha: não de sangue, mas de coração. Parentesco conquistado desde que os pais se tornaram meus irmãos, ao longo dos anos. Foi bater o olho nela, horas depois de nascida, e querer pegar no colo. Ninguém tinha feito isso: nem a avó, nem o pai, ninguém. Mas eu pedi licença e agarrei esse embrulhinho precioso e quentinho por mais de uma hora. Adoro bebês, e alguns, como ela, são especiais desde sempre. Bia é calminha, calminha, mas já encara a gente de frente e faz cara de quem está pensando bastante sobre esse bando de gente esquisita que habita o mundo. É canceriana com ascendente em peixes, o que significa uma menininha transbordante de compaixão e amor, de natureza sensível, emotiva, compreensiva, uma espécie de espelho onde a gente pode ver nossas almas refletidas - li isso quando fui traçar o mapa astral dela no Personare e prontamente concordei, afinal nunca encontro palavras doces demais pra me referir a quem eu gosto e eu já amo minha afilhada desde muito antes de eu poder olhar a carinha dela.

Mi casa, su casa

Decidi que preciso ter uma casa, um pouso fixo em Caruaru, pra ter tempo de escrever minha tese e não ficar indo e voltando quatro vezes por semana, diariamente, enfiada por quatro horas num micro-ônibus. Daí hoje conversei com um colega da faculdade e fui olhar o condomínio onde ele alugava um quitinete infame, por quase R$ 400. Achei o preço aburdo, me neguei a pagar - e de repente, como por milagre, na outra esquina tinha um apartamentinho de dois quartos, ventilado, bem legal, pelo mesmo preço. Na hora, dei a cantada: vamos dividir? E ele, maluco, topou. De maneira que agora vou brincar de casinha com Alan! Lá vai ter um quarto e um banheiro pra cada um, fica perto de uma academia onde quero fazer natação, e acho que minha vidinha vai ficar bem melhor, podendo contar com um ninho extra. Durante a semana estarei por lá, pessoal. Tou feliz, tou esperançosa.

terça-feira, julho 18, 2006

Nas terras do rei maracatu

Começou o projeto do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável da Zona da Mata de Pernambuco (Promata), através do qual estamos apresentando meu livro e os outros dois volumes da Coleção Maracatus e Maracatuzeiros a professores de primeiro grau de onze municípios diferentes da região.
A abertura foi na sexta passada, em Nazaré da Mata, e foi emocionante poder dialogar com essas pessoas e perceber, na platéia, a presença de vários mestres da cultura popular. Espero que nossos livros, e essas discussões, sirvam de subsídio para que o maracatu rural seja mais discutido e trabalhado dentro das escolas públicas locais, fortalecendo a identidade, a cultura, o turismo... Abaixo, a previsão dos encontros.
14 de julho - Nazaré da Mata
19 de julho - Aliança
21 de julho - Condado
28 de julho - Buenos Aires
02 de agosto - Vicência
04 de agosto - Itaquitinga
11 de agosto - Carpina
16 de agosto - Lagoa do Itaenga
18 de agosto - Paudalho
25 de agosto - Tracunhaém
30 de agosto - Goiana

sábado, julho 15, 2006

Felicidades

Hoje é aniversário dela, de Tati, minha baiana arretada, irmãzinha linda que vive no Rio.
Hoje chegam do Rio Thatá e Tomé, casal sambamante muito amado, pra fazer eu matar um tantinho da saudade.
E amanhã nasce minha sobrinha-afilhada Ana Beatriz, no Hospital Esperança.
A vida tá meio trapaiada, mas eu tou muito, muito feliz!

quinta-feira, julho 13, 2006

Ai se eu tivesse asas, inda hoje eu via Nana...


Fale mal da internet quem quiser, que eu defenderei até a morte as novas tecnologias. Hoje eu passei uma hora e meia fofocando com minha amiga Mariana de Almeida, que é chique e tá morando e estudando em Washington. Gosto tanto dessa menina que ela nem sabe, ou sabe, e retribui. Minha irmã, mais que amiga. Pois bem, pudemos falar abobrinha no Skype por esse tempo todo. De graça! Eu tava com tanta saudade, foi tão bom. Só não digo que uma oportunidade dessas não tem preço porque tem, sim. E eu não tenho condições de pagar o custo de ligações internacionais desse porte!

segunda-feira, julho 10, 2006

Auauau


Eu voltava tarde pra casa e, toda noite, lá estava o viralata na esquina. Eu sabia que era o mesmo pelo tamanho - era bem grande - e pela peculiaridade de ter um olho castanho e outro azul. Ele me farejava, meio cismado, mas, com o tempo, ficou meu amigo: latia, me cumprimentando, de longe, e me acompanhava até a porta do prédio, no fim da rua. Um dia comentei com meu irmão Gabriel a delicadeza do cachorro, como eu achava legal ele me fazer companhia. Aí Gabi virou pra mim bem sério e perguntou: e tu nunca dá nem um real pra ele?

sábado, julho 08, 2006

Grande encontro


Enfim se conheceram, Melguinha e Tatá, meus amigos queridos de quem sinto saudade. Soube que divertiram-se na balada e discorreram sobre a questão do approach dos cariocas em relação às pernambucanas. Notório problema, causa sempre estranhamento e rende uma tese. Cheiro pros dois!

quarta-feira, julho 05, 2006

Milton, pra Debinha

"Toda vida existe pra iluminar
o caminho de outras vidas que a gente encontrar
homem algum será deserto ou ilha
como não pode o rio negar o mar
seja lá em qualquer norte ou sul
seja lá na Dinamarca ou aqui
sonhe um sonho solidário
faz crescer o amor diário
faz um amigo em cada rua ou bar"

terça-feira, julho 04, 2006

GG Magazine


Estreei como colaboradora da revista virtual GG Magazine. Leiam aqui a crônica que fiz, falando de Ronaldinho... Ficou subitamente defasada, mas, fazer o quê.

sexta-feira, junho 30, 2006

Daiane


Eram cerca de dez crianças, moradoras da Ilha das Cobras, favela pertinho daqui. Quando vim morar em Casa Forte, em 1997, encontrava com eles sempre que ia a pé, fazer compras no supermercado. Me pediam dinheiro, 'uma pratinha só'. Nunca dava. Mas sorria e conversava sempre e, uma vez, para grande irritação do segurança do mercado, levei todos para a loja e comprei um pacote de biscoito para cada um. Pouco, mas o suficiente para morrer de susto, vergonha e alegria quando, uma vez em que me encontraram por acaso no ônibus, saíram gritando 'tiiiia', assobiando e batendo palmas e me abraçando, para horror e gáudio dos outros passageiros.
Deles todos, guardo a lembrança de Daiane, mestiça bonita de pele escura e cabelos claros, irmã ou prima da maioria dos mendiguinhos da região do Shopping Plaza. Tinha uns cinco ou seis anos nessa época, e um sorriso tímido devastador. Uma vez, encontrei-a mancando. "Que foi isso, menina?" "Ah, tia, eu ia passando e o cachorro me mordeu, tive até febre", falou, mostrando o pé machucado. Me preocupei. "Você tem que ir no médico, menina, tem que tomar remédio, cadê sua mãe?", disse eu, enquanto ela sorria, conformada, sabendo que doença de pobre tem que se virar sozinha. Tentou me tranquilizar. "Nem doeu muito, tia. E eu tive sorte, sabe por que? Essa chinela é da minha mãe e é novinha, ainda bem que ele mordeu meu pé". Fui embora quase chorando, pensando nessa menininha cujo pé valia menos que uma sandália havaiana: se danificasse o calçado, certamente ela apanharia da mãe, que só aparecia na rua de vez em quando, para verificar o apurado da filharada.
Pois ontem eu acho que vi Daiane. Ela sumiu desde esse tempo - também eu viajei, fui e voltei para esta casa onde vivo mais de uma vez. Nesses anos todos, acho que vi-a uma vez só de relance, os peitinhos de moça começando a despontar. A Daiane que vi ontem tinha nos braços uma criancinha de olhos grandes, que nem ela. Ela não me conheceu, ou não me viu: estava ocupada, alimentando o bebê. E eu não tive coragem de chegar junto para ter certeza, porque uma parte irracional de mim deseja muito que Daiane não faça parte desses índices horrendos que relatam nossa miséria e que matam o melhor da nossa alma, a cada dia.

terça-feira, junho 27, 2006

Inverno fashion em Gravatá



Ausência



Sinto a falta dele como se me faltasse um dente na frente.

segunda-feira, junho 26, 2006

Acende uma fogueira no meu coração

Minha tia Miriam odeia esta época, diz que “forró nunca prestou pra nada” e fica “à beira de uma crise de ‘neuvos’ de só ouvir essa bosta de música de sanfona xoteira, de ver gente com os dentes pretinhos fingindo banguelice, de ver chitão e chapéu de palha”. “Eu quero rock!”, me berrou ontem ao telefone.
Mas eu acho o São João um tempo mágico, que só quem é nordestino sabe o que significa.
Começa envolvendo os sentidos: cheiro de milho assado, pamonha e pé-de-moleque, bandeirinhas sendo penduradas aqui e acolá, música tocando em todo canto e eu com vontade de dançar em pleno supermercado. Desde pequenininha, quando meu irmão de três anos enfiou a faca de serrar pão na minha canela porque não deixaram ele participar da debulha do milho da canjica, a idéia de que é uma festa coletiva se enraizou no meu coração.
Vejo símbolos. É a festa da colheita, da abundância, da fartura, que existe em todas as culturas desde tempos imemoriais. Junta a mãe Deméter com o pai Xangô, kawó kabiyèsílé!, o poder transformador do fogo, o calor, a regeneração, a fecundidade, a vida.
As comidas elaboradas são verdadeiras oferendas, se não aos deuses, mas à família a quem amamos.
As crianças enlouquecem com os fogos de artifício, e embora tenha medo e conheça os dados sobre os altos índices de acidentes, devo me confessar uma fascinada pela pirotecnia.
O friozinho convida a ficar junto, a dançar agarradinho esse forró nos iguala, nos funde. Já tive namoro começado por culpa desse encontro, da simbiose que a dança estabelece, e por essas e outras minha amiga Eva diz que é como transar em pé e recusa convites para forrozar.
E quando rola uma quadrilha improvisada, volto a ser criança. E a alegria é tanto maior quando experimento o indiferenciado, quando pego na mão de um desconhecido numa dança de roda, e me sinto fazendo parte de um todo muito maior do que eu possa imaginar.

domingo, junho 25, 2006

Estratégia


O nome dela é Andréa, e a conheci neste fim de semana. Amiga de amigas. Cara séria, achei que não tinha gostado de mim. Era impressão, e era o jeito dela. Através dela, redescobri a roda...
Era sexta, véspera de São João. Arcoverde fazendo um frio tremendo, a mulherada no hotel se preparando pra gandaia. Me vesti e revesti três vezes, porque uma não gostou da roupa, a outra achou que eu estava mal agasalhada, a terceira implicou com o laranja da blusa. Adoro que brinquem de boneca comigo, me sinto criança outra vez, hehehe.
Andréa olhou pra mim e soltou um 'prenda seu cabelo'. Achei graça, fui ao quarto, fiz um rabo-de-cavalo. 'Assim, não. Vá buscar uma escova'. Fui. Ela fez um 'pitó-pedrita' no topo da minha cabeça (e eu só olhava, aterrada). Depois, teceu duas tranças de raiz, puxou daqui e de acolá, e no final fiquei parecendo uma espanhola de filme. Terminou me abençoando, dizem que a danada é meio bruxa!
Sei é que fui toda graciosa assistir ao show do Coco de Raízes e do Cordel do Fogo Encantado. E a primeira coisa que me aconteceu foi encontrar um menino conhecido que passou a mão na minha trança e destruiu o penteado. Andréa soube e riu, misteriosa. 'Seu rosto combina mais com cabelo preso, deixe ele em evidência', insistiu.
No dia seguinte, ela repetiu a dose: mais hair styling, desta vez arrematando com fivelinhas em forma de borboleta, que sumiram todas nas mãos de três rapazes diferentes. O último encheu minha paciência, dizendo que meu cabelo é lindo e que eu jamais devo prendê-lo.
Aí eu cheguei junto da minha nova gurua e contei o que ele tinha dito. E entre risadas, ela me deu a luz: "Mariana, cabelo preso é fetiche. Você tem que prender justamente para que eles soltem"...

quinta-feira, junho 22, 2006

Fotolog

Abaixo, imagens da festa de sábado, tiradas pelo fotógrafo Glauco Spíndola. São cinco, "pinçadas" entre 140 que estão expostas no sítio de Maciel Salu, mostrando como foi o Festejo do Samba, em Tracunhaém. Posto aqui com um beijo pra Sean, que andou visitando meu sítio e precisa vir aqui um dia conhecer estas riquezas.
Teve caboclinho...
Teve maracatu...
Teve samba de coco...
E teve ciranda.

Onde está Wally?


No meio da gandaia, lá estou eu. Vejam se me acham... Ê, vidão! ;.)

segunda-feira, junho 19, 2006

Sem noção

É, tou me superando. Quinta-feira perdi o celular, as chaves de casa, 70 pilas e uma bolsinha linda de estimação, feita pra mim por Joanita, mãe de Eva. Fui forrozar com os alunos em Caruaru e dei bobeira, carregaram tudo. Ainda dei o vexame de chorar e preocupar Marcinha e Gabi. Um galante cavalheiro caruaruense, Konny, me levou até em casa (eu não tinha dez centavos no bolso). A idéia era passar o findi lá, mas morguei e na sexta voltei pra casa. Perdi o contato da maior parte dos meus amigos...

Sábado a produtora de Maciel Salu, Carol Senna, me arranjou uma vaga na besta que ia levar a galera pra participar de uma sambada e lá fui eu de graça rumo a Tracunhaém, junto com os músicos e uma pessoal que ia fazer a filmagem. Puta programa de índio que eu AMEI! Saí pra ver a cidade com duas namoradas de músico (as únicas que, como eu, não tinham trabalho pra fazer), vimos a praça, as estrelas, e uma igrejinha linda, lá aberta... e entramos... e estava tendo um velório! Que vergonha! O produtor musical do grupo passou a noite zoando, dizendo que apagamos as velas e cantamos parabéns pra você! Cheguei em Recife de manhã, cansadíssima; mas feliz de tanta ciranda que dancei com as crianças e os bêbados locais (ninguém mais se atrevia, só eu, que apesar de não ter ingerido álcool tenho algo em comum com as duas categorias).
Ontem fui assistir ao jogo do Brasil com Tarta, que fazia aniversário. Lá fui, no meio de um monte de gente desconhecida, comi sarapatel, esbravejei contra Ronaldo... E aí de repente eu e Cecília notamos que eu tinha saído com a roupa pelo avesso. Meio roxa, fui no banheiro, desvirei... e Fred fez um gol. Acho bem provável que eu tenha tido alguma contribuição nisso! Hehehe.

quinta-feira, junho 15, 2006

Dança, Mariquinha


Dança, dança, Mariquinha
Para o povo apreciar
Essa boa mazurquinha
Que pra você vou cantar
Ouça, meu bem,
A sanfona tocar
Quitiribom, quitiribom,
Toca no baixo desse acordeom
Quitiribom, quitiribom,
Que mazurquinha
Que compasso bom
Quando pego na sanfona
A turma se levanta
E pede uma mazurca
Quando bato a mão no fole
Sei que a turma toda
Vai ficar maluca
Todo mundo se admira
Do fraseada que a sanfona diz
Quando acaba a contradança
O povo admirado ainda pede bis

Quintana revisitado


(Por Leandro Dóro)

terça-feira, junho 13, 2006

(Comecei terapia)


"É preciso a angústia de ser um caos para dali gerar uma estrela"
(Nietzsche)

segunda-feira, junho 12, 2006

Valei-me, Santo Antônio!

Pois hoje é 12 de junho e eu tou aqui mais uma vez sem namorado. Vou seguir o exemplo de minha amiga Thatá e 'emborcar' Santo Antônio, que até hoje tinha sido bem tratado e apesar de tudo fez a sacanagem de me deixar sem namorado neste dia por três anos seguidos. Então, agora, vai ficar de ponta-cabeça até arranjar alguém legal, que me complete - perfeição não existe, mas xô, malas na minha vida! E meu santo, pelamordedeus: namoro à distância não! Os dois últimos relacionamentos sérios que tive foram assim e, embora tenha um carinho imenso pelos dois rapazes, não dá pra dar beijinho e cafuné de longe! Quebra o galho, meu santinho; senão daqui a pouco, eu vou ser obrigada a arrancar lasca do seu pau...

*** NOTA: Hoje é 20 de outubro e resolvi 'desemborcar' o santinho porque a vida me fez enxergar que, apesar de estarmos longe um do outro, eu gosto mesmo é do menino que deixei no Rio, em janeiro, e com quem nunca deixei de namorar. Meu Santo, obrigada pela paciência. Querendo ajudar a gente a ficar realmente juntos, eu vou lhe agradecer encarecidamente! Hehehe.

quarta-feira, junho 07, 2006

Fotolog


Farra boa, sábado passado: Ju, eu, Claudinha, Martinha e Dudu no aniversário de Derick. Abaixo, o aniversariante e a mulher, minha amiga Dani.

sábado, junho 03, 2006

Da alegria

Uma vez, anos atrás, comprei um livro americano com ‘365 dicas de sexo’, que acabou virando motivo de piada e sendo folheado por todos os amigos que passaram lá por casa. Pode ser diferença cultural; mas nenhuma idéia me atraiu e uma das mais inúteis que apresentava era como xingar o parceiro.
Quem me conhece sabe: sou uma tremenda boca-suja. Mas aprender num livro como falar palavrão na hora h, sinceramente, me chocou, no sentido de não fazer o menor sentido. Bom, de acordo com os poucos filmes pornôs que me dignei a assistir até hoje, eles chamam por Deus e por Jesus na hora do orgasmo – definitivamente, uma lógica muito diferente da minha...
Sexo pra mim não é algo sujo – é lúdico. A coisa que mais gosto de fazer na cama é rir. Não rir de, mas rir com. Não rio porque é engraçado, mas porque é um sinal de cumplicidade. Eu realmente volto a ser criança nessas horas. Olho sem medo. Toco de um jeito esganado, querendo tudo. Me aconchego, fico feliz. E a risada que eu dou é a mesma que dava quando era menina, diante de um brinquedo bonito.

sexta-feira, junho 02, 2006

Amar


"Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso da loucura"
Guimarães Rosa

quinta-feira, junho 01, 2006

Adivinha


O que é, o que é? Que vem recomeçando depois de concluído, que aquece a alma e o coração, que me faz dar três interurbanos num dia só, que me faz rir feito boba vendo o celular tocar no meio da aula, que me faz sair correndo e quase chorando do supermercado ao ouvir tocar Frejat e Legião - seguidos, se é que existem coincidências? O que é que nunca se acaba, por mais que se termine? O que é que mexe com a gente, mesmo que a gente não queira? O que é que transforma as nuvens em travesseiros e derrama purpurina no ar? O que é que satura o mundo de cor e faz tudo mais bonito de se ver? O que é que dá vontade de fechar os olhos e mergulhar bem dentro de mim?