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segunda-feira, dezembro 11, 2006

Mais um domingo feliz

Eta, que este sítio cada vez me rende mais momentos de alegria. Depois de encontrar Cida, ontem foi a vez de eu conhecer ao vivo Fabiana, recém-chegada da Inglaterra. A sensação de sabê-la real foi muito, muito boa. E a tiracolo ela trouxe Tiger, o filhotinho que não fala português e vai vestido de homem-aranha para qualquer evento social, da sorveteria ao casamento da rainha. Ao verem essa coisa linda de quatro anos correndo fantasiada pelo Bairro do Recife, a reação das pessoas todas era sorrir.

Pra completar a farra, junto comigo foram Gil e Alice, filhotes de quatro e cinco anos de Guida, minha amiga de todas as horas. Diante do muito que podiam ter aprontado, a criançada se comportou e eu me diverti pra caramba. E ri mais ainda ao descobrir que Fabiana estudou com Isaar, que foi minha cunhada e dividiu casa com Guida por mais de ano.

É, Recife é um ovo. De codorna.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Registro da farra


Dona Cida, que conheci aqui neste blog e virou amiga 'real', esteve comigo domingo passado, no show de Isaar. E mandou hoje as fotos que provam a tarde feliz que tivemos, e que quero compartilhar com vocês...
Eu e Guga, só alegria...
As risadas de Guida (à esquerda) e Cida (à direita), ladeando meu risinho sem graça (não sei porque).

domingo, dezembro 03, 2006

Domingo feliz

Porque amanhã faz um ano que Leo entrou na minha vida.
Porque hoje é show da Nega, em Olinda.
Porque tou agorinha saindo de casa, desdobrar minhas asinhas ao sol...
"Borboleta amarelinha pousou
Na janela da cozinha, pra avisar que meu amor
apontou lá na avenida, tá pra chegar...
Perguntei pra borboleta amarelinha
Porque passei tanto tempo tão sozinha,
E ela sorriu e pousou na janela da cozinha..."

(Isaar de França)

sábado, novembro 11, 2006

Mercado persa

Um dia arrumo dinheiro e compro um carrinho. Mas enquanto isso, vou me divertindo nos ônibus.
Acabo de voltar de Camaragibe (nos sábados de manhã tenho dentista, ninguém merece). É uma cidade da região metropolitana, a caminho dos municípios da Mata Sul onde tem maracatu, cavalo marinho, coco. É também uma espécie de 'portal de integração', você paga só uma passagem do menor valor (R$ 1,60) e sai baldeando pra outros ônibus ou pro metrô. Ir pra Camaragibe dia de hoje é aventura, o buzu tá sempre entupido, a partir do Terminal da Macaxeira (ponto de troca de ônibus). Mas tem cada figura, que vou te contar!
Tem dias em que vem um pastor evangélico, pregar a Bíblia e berrar hinos. No outro, um vendedor de sabonete de aroeira e banha de peixe elétrico. Minha amiga
Isaar uma vez pegou uma briga, porque os dois se encontraram no mesmo ônibus, e foi o embate da faca guinzo com a meia vivarina: apesar do vendedor ter entrado antes, o pregador se achou no direito de ocupar o espaço, como bom fariseu proprietário da palavra divina - inclusive, destratando o rapaz. Ela tomou as dores do injustiçado, e foi um pega pra capar.
Mas o que eu gosto mais é quando entram os cantadores.
Aqui em Recife sempre tem gente cantando nos ônibus - a começar por mim, como vocês devem lembrar. Alguns fazem disso meio de vida. Tem umas figuras lendárias, como um cara que "tocava saxofone" numa palha de coqueiro (juro, o som era igualzinho e ele se achava o próprio Kenny G) e foi parar em Jô Soares. E tem sempre os meninos que sobem, desfiando a ladainha "eu podia estar roubando carteira de mãe de família", mas antes dão sempre a palhinha invariavelmente desafinada. TÃO desafinada, que um dia um amigo interrompeu o garoto na primeira frase e falou: dou dez reais pra tu calar a boca. O moleque titubeou, mas o outro amigo mala-sem-alça que estava conosco começou a dar corda, você é artista ou não é?, e o resultado é que o cantor caprichou nos berros e ficou quase todo mundo insatisfeito - principalmente o amigo que tem ouvidos sensíveis e o menino-cantor, que ao passar a sacolinha não arrecadou nem cinco mangos - mas eu ri de quase chorar.
Pois hoje indo para Camaragibe, subiram dois emboladores, daquelas duplas tipo
Caju e Castanha. A gente é sempre meio obrigada a dar dinheiro a eles, porque senão tiram onda pesada. Tenho quase certeza de que um desses dois de hoje lembrou de mim lá do interior, por causa das palestras que andei dando: fez um olhar de reconhecimento, lascou uma quadra me chamando de 'professora' e 'doutora' e dizendo que eu gosto da cultura popular e tenho "mais de duas faculdades". Morri em cinco pilas, mas feliz, ele mereceu mais que os dez centavos do troco que a galera costuma oferecer. E aproveitei pra rir das presepadas que ele aprontou com os demais passageiros: disse que vai namorar com o cobrador, "no dia em que virar viado". Disse que precisa do dinheiro pra ajudar a avó, que "tá buchuda". Cantou a menininha do meu lado, dizendo que parece com Xuxa. Chamou uma dona de pirangueira e ameaçou, dizendo que se não ajudasse, o marido ia trair ela com a vizinha. Quando viu que não tinha jeito, lascou essa: "A mulher que não der nada/ vai levar quatro topada / quando do ônibus descer".

quinta-feira, novembro 09, 2006

Completando o post anterior...


Eu não devia, mas em honra de Tárcio, que assim pediu, eu vou contar um pouco mais das presepadas pelas quais passei, vestida de Chapeuzinho Vermelho.

Escolher a roupa foi uma novela: pesquisei imagens no Google, comprei cetim pra capa e popeline pro vestidinho, corri atrás de costureira. O resultado saiu muito mais convincente que as outras quinze moçoilas trajando a mesma fantasia que vi perambulando pelas ladeiras de Olinda, sem despertar a menor comoção. Além das roupas delas parecerem estilizadas... bem, eu acho que elas não estavam na sintonia da fantasia, como eu estava.

E era muito engraçado: as pessoas iam se comunicando comigo, gritando na rua, tirando onda. E eu me sentindo e agindo como se fosse a própria Chapeuzinho, saltitando pelas ladeiras com uma cestinha cheia de balas ice kiss love de morango, com figurinhas de dizeres românticos encartadas.

A primeira providência divina foi me fazer perder de Eva, a amiga em cuja casa eu estava hospedada. Fiquei procurando em vão por ela, até cair a ficha de que as pessoas achavam que eu estava buscando... o lobo. Foi muito engraçado. Aí eu resolvi incorporar a personagem, de com força.

Os primeiros a não acreditarem na minha doidice foram os policiais de plantão. Passei em três delegacias móveis, procurando o lobo mau. Numa, disseram que não me preocupasse, que se ele aparecesse seria preso. Noutra, informaram que tinha sido levado pro Aníbal Bruno. O terceiro riu tanto que quase se engasga com a balinha que ofereci.

Saí feito uma maluca, pedindo informações a Deus e o mundo. Quase apanho de uma dona, no meio do Segurucu - só porque ao ouvir que o marido dela mora há mais de 20 anos em Olinda, resolvi candidamente perguntar se ele sabia onde era a casa da minha vovó. Arranjei vários candidatos a lobo: um bonitinho, declamou toda a música do disquinho de minha infância. Mas eu, magnânima, sem má intenção no meu coração, procurava por dentes, rabos e orelhas, e os rapazes não passavam no teste.

À noite corri pro Recife Antigo, em minha busca incessante pelo lobo mau. Emburaquei no banheiro masculino do Burburinho e espantei um francês que saía de lá. Expliquei por mímicas a minha intenção - saber se o lobo mau estava lá dentro - e um minuto depois, quando ele realizou o que eu estava perguntando, riu descontroladamente e me ensinou a cantar a musiquinha do país dele, falando em "Monsieur Le Loup".

O ápice da noite foi lá pelas 23h, na beira do cais, quando eu já tinha desistido completamente de encontrar quem eu buscava. Um lobo lindo, de olhos verdes, máscara amedrontadora, peito nu, veio uivando de longe, correndo em minha direção. Minha felicidade foi quase incontrolável. Pena que o lobo tinha uns doze anos e só se interessou em comer o resto dos bombons cor-de-rosa da minha cestinha.

terça-feira, novembro 07, 2006

Fantasias

... y que te acuerdes que eres un corderillo disfrazado de lobo (Mercedes Sosa)
Depois do post em que apareci com orelhas de gnomo, fiquei lembrando das fantasias que já vesti na vida. Nem foram muitas, minha mãe materialista e prática também não levava o carnaval a sério, e o resultado é que devo ter tido umas três roupinhas de festa na minha infância: índia, baiana e havaiana. E nem foto ela tirou, pra remédio!
Mas depois que cresci, e comecei a usar minhas próprias pernas e vontade pra rumar pra Olinda, eu mesma fui providenciando as fantasias. Um ano, aprendi a fazer máscaras de gesso e jornal, e moldei a cara da família inteira. Meu maior prazer sempre foi minhas próprias roupas, e em 2004 e 2005 juntei-me com Eva nessa missão. A casa dela virava nosso quartel-general, comandado pela mãe, Joanita, e suas mãos mágicas.
Em 2004 saí de borboleta amarela, envolvida de tule e lantejoulas. Ser borboleta sempre foi minha nem tão secreta vontade. O pai de Eva, João, tirou uma foto minha no meio de um canteiro de onze-horas que tem lá no quintal deles. E rumei feliz pra gandaia. Tá certo, não fiquei a mais delicada das criaturas, pela minha grandeza intríseca e falta de jeito explícito. Pra completar, misturei vodca e axé de fala, e deu problema. Entrei numa roda de pogo, num show de rock de uma banda de Peixinhos, lá na praça da Preguiça. Perdi uma das antenas no meio da dança, e seis meses depois fui apresentada ao vocalista da banda que fazia o show e ele lembrou imediatamente de mim (!). No fim de tudo, eu quis voar. E terminei o carnaval de pé torcido, botando gelo e rezando pra dor passar, na companhia de Evandro.
No ano seguinte, saí de Chapeuzinho Vermelho, fantasia postumamente registrada por meu irmão Gabriel num ensaio com o "lobo mau" Jink. Foi aí que definitivamente incorporei a tese que não basta inventar a fantasia (Eva adora coisas malucas, 'Origami Girl', 'Íris, a mensageira dos deuses', se inspira em carta de tarô e por aí vai). O bom mesmo é criar algo que os outros entendam e possam interagir.
Enchi minha cestinha de bombom, me perdi dos amigos e passei um dia antológico, sozinha, brincando em Olinda. Passei na frente de uma creche, e a criançada de olhos arregalados gritava por mim, explicando onde era a casa da vovó. Cantei a musiquinha da história aos pulos, saltando pelas ladeiras, de braços dados com um casal de gays alagoanos que viraram meus amigos de infância. Pedi informação em todos os pontos de apoio ao turista e delegacias móveis, e nenhum policial deixou de responder à pergunta "o lobo mau passou por aqui?" (as respostas foram antológicas). Falando em lobo, arrumei vários candidatos (e até briga com a mulher de um deles), mas atravessei o dia incólume porque sou, no fundo, uma menina boazinha - e tinha namorado. Enfim, ri muito e exercitei ao máximo meu lado lúdico - tudo o que a gente mais precisa e merece, nessa vida.

domingo, outubro 22, 2006

Jurandir da caipirosca


Eu o conheci no São João de 2003, quando choquei algumas amigas porque aceitei dançar forró com ele, sem problemas. Teve gente que torceu o nariz, dançar com o homem da barraquinha de caipirosca não pega bem!, mas eu não tava nem aí, tava era a fim de me remexer. Chovia muito, criou-se uma bolha d'água gigante e a lona do teto rompeu bem em cima das nossas cabeças. Ninguém mais se molhou: só eu e ele. Morri de frio a noite inteira, mas dei boas risadas e ele acho que ficou paquerando comigo, mas desconversei e ele, que é simpático e educadíssimo, não insistiu no assunto. Passou-se...
Depois eu fiquei encontrando com ele, sempre. Toda festa de rua que tinha, lá estava a barraquinha de bebidas montada e ele me cumprimentava, com um sorrisão no rosto, para gáudio da mundiça, todo mundo implicando, olha lá o teu paquera. E eu, além de achá-lo gente boa, sou meio mercenária e achava ótimo o fato dele sempre me dar um 'chorinho' de vodca, completando o copo mais de uma vez.
Aí, fui pro Rio. E voltei, mas nunca mais tinha saído pra farra... Hoje, mais de dois anos depois dessa presepada toda, fui pra um samba no Poço da Panela, com Marta e Kesinha. Chegando lá, vi o mesmo cara. Comentei com elas essa história, fui comprar uma caipifruta, e ele me encarou: cadê você, que sumiu? Me disse na lata qual tinha sido o último evento em que me encontrou. Me deu a dose extra de bebida, de praxe. E ficou tão feliz de me ver, que eu juro que não tenho como deixar de ficar alegre, também. Salve, Jurandir!

domingo, agosto 20, 2006

Diva


Acho que todo mundo tem um prazer ou talento pouco trabalhado. O meu, além de dançar, é cantar, cantar muito. Nunca cheguei a desenvolver de verdade essa tendência, apesar da vontade. Mas quando acho ocasião de soltar a franga, ah meu Deus, é bom demais. A última vez foi ontem à noite: me juntei com um pessoal em Olinda e cantei samba, afoxé, coco e ciranda até as 8h da manhã. Não, o prazer não é ver várias pessoas das outras mesas virem me cumprimentar pela voz bonita. É algo interno, fisiológico, transcendente. É uma felicidade que te recarrega por uma semana inteirinha.

segunda-feira, junho 26, 2006

Acende uma fogueira no meu coração

Minha tia Miriam odeia esta época, diz que “forró nunca prestou pra nada” e fica “à beira de uma crise de ‘neuvos’ de só ouvir essa bosta de música de sanfona xoteira, de ver gente com os dentes pretinhos fingindo banguelice, de ver chitão e chapéu de palha”. “Eu quero rock!”, me berrou ontem ao telefone.
Mas eu acho o São João um tempo mágico, que só quem é nordestino sabe o que significa.
Começa envolvendo os sentidos: cheiro de milho assado, pamonha e pé-de-moleque, bandeirinhas sendo penduradas aqui e acolá, música tocando em todo canto e eu com vontade de dançar em pleno supermercado. Desde pequenininha, quando meu irmão de três anos enfiou a faca de serrar pão na minha canela porque não deixaram ele participar da debulha do milho da canjica, a idéia de que é uma festa coletiva se enraizou no meu coração.
Vejo símbolos. É a festa da colheita, da abundância, da fartura, que existe em todas as culturas desde tempos imemoriais. Junta a mãe Deméter com o pai Xangô, kawó kabiyèsílé!, o poder transformador do fogo, o calor, a regeneração, a fecundidade, a vida.
As comidas elaboradas são verdadeiras oferendas, se não aos deuses, mas à família a quem amamos.
As crianças enlouquecem com os fogos de artifício, e embora tenha medo e conheça os dados sobre os altos índices de acidentes, devo me confessar uma fascinada pela pirotecnia.
O friozinho convida a ficar junto, a dançar agarradinho esse forró nos iguala, nos funde. Já tive namoro começado por culpa desse encontro, da simbiose que a dança estabelece, e por essas e outras minha amiga Eva diz que é como transar em pé e recusa convites para forrozar.
E quando rola uma quadrilha improvisada, volto a ser criança. E a alegria é tanto maior quando experimento o indiferenciado, quando pego na mão de um desconhecido numa dança de roda, e me sinto fazendo parte de um todo muito maior do que eu possa imaginar.

domingo, junho 25, 2006

Estratégia


O nome dela é Andréa, e a conheci neste fim de semana. Amiga de amigas. Cara séria, achei que não tinha gostado de mim. Era impressão, e era o jeito dela. Através dela, redescobri a roda...
Era sexta, véspera de São João. Arcoverde fazendo um frio tremendo, a mulherada no hotel se preparando pra gandaia. Me vesti e revesti três vezes, porque uma não gostou da roupa, a outra achou que eu estava mal agasalhada, a terceira implicou com o laranja da blusa. Adoro que brinquem de boneca comigo, me sinto criança outra vez, hehehe.
Andréa olhou pra mim e soltou um 'prenda seu cabelo'. Achei graça, fui ao quarto, fiz um rabo-de-cavalo. 'Assim, não. Vá buscar uma escova'. Fui. Ela fez um 'pitó-pedrita' no topo da minha cabeça (e eu só olhava, aterrada). Depois, teceu duas tranças de raiz, puxou daqui e de acolá, e no final fiquei parecendo uma espanhola de filme. Terminou me abençoando, dizem que a danada é meio bruxa!
Sei é que fui toda graciosa assistir ao show do Coco de Raízes e do Cordel do Fogo Encantado. E a primeira coisa que me aconteceu foi encontrar um menino conhecido que passou a mão na minha trança e destruiu o penteado. Andréa soube e riu, misteriosa. 'Seu rosto combina mais com cabelo preso, deixe ele em evidência', insistiu.
No dia seguinte, ela repetiu a dose: mais hair styling, desta vez arrematando com fivelinhas em forma de borboleta, que sumiram todas nas mãos de três rapazes diferentes. O último encheu minha paciência, dizendo que meu cabelo é lindo e que eu jamais devo prendê-lo.
Aí eu cheguei junto da minha nova gurua e contei o que ele tinha dito. E entre risadas, ela me deu a luz: "Mariana, cabelo preso é fetiche. Você tem que prender justamente para que eles soltem"...

quinta-feira, junho 22, 2006

Fotolog

Abaixo, imagens da festa de sábado, tiradas pelo fotógrafo Glauco Spíndola. São cinco, "pinçadas" entre 140 que estão expostas no sítio de Maciel Salu, mostrando como foi o Festejo do Samba, em Tracunhaém. Posto aqui com um beijo pra Sean, que andou visitando meu sítio e precisa vir aqui um dia conhecer estas riquezas.
Teve caboclinho...
Teve maracatu...
Teve samba de coco...
E teve ciranda.

Onde está Wally?


No meio da gandaia, lá estou eu. Vejam se me acham... Ê, vidão! ;.)

segunda-feira, junho 19, 2006

Sem noção

É, tou me superando. Quinta-feira perdi o celular, as chaves de casa, 70 pilas e uma bolsinha linda de estimação, feita pra mim por Joanita, mãe de Eva. Fui forrozar com os alunos em Caruaru e dei bobeira, carregaram tudo. Ainda dei o vexame de chorar e preocupar Marcinha e Gabi. Um galante cavalheiro caruaruense, Konny, me levou até em casa (eu não tinha dez centavos no bolso). A idéia era passar o findi lá, mas morguei e na sexta voltei pra casa. Perdi o contato da maior parte dos meus amigos...

Sábado a produtora de Maciel Salu, Carol Senna, me arranjou uma vaga na besta que ia levar a galera pra participar de uma sambada e lá fui eu de graça rumo a Tracunhaém, junto com os músicos e uma pessoal que ia fazer a filmagem. Puta programa de índio que eu AMEI! Saí pra ver a cidade com duas namoradas de músico (as únicas que, como eu, não tinham trabalho pra fazer), vimos a praça, as estrelas, e uma igrejinha linda, lá aberta... e entramos... e estava tendo um velório! Que vergonha! O produtor musical do grupo passou a noite zoando, dizendo que apagamos as velas e cantamos parabéns pra você! Cheguei em Recife de manhã, cansadíssima; mas feliz de tanta ciranda que dancei com as crianças e os bêbados locais (ninguém mais se atrevia, só eu, que apesar de não ter ingerido álcool tenho algo em comum com as duas categorias).
Ontem fui assistir ao jogo do Brasil com Tarta, que fazia aniversário. Lá fui, no meio de um monte de gente desconhecida, comi sarapatel, esbravejei contra Ronaldo... E aí de repente eu e Cecília notamos que eu tinha saído com a roupa pelo avesso. Meio roxa, fui no banheiro, desvirei... e Fred fez um gol. Acho bem provável que eu tenha tido alguma contribuição nisso! Hehehe.

quarta-feira, junho 07, 2006

Fotolog


Farra boa, sábado passado: Ju, eu, Claudinha, Martinha e Dudu no aniversário de Derick. Abaixo, o aniversariante e a mulher, minha amiga Dani.