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terça-feira, agosto 21, 2007

Matéria na Continente Multicultural


Nas bancas, o último exemplar da revista Continente Multicultural, que traz uma matéria sobre Mestre Salustiano - escrita por Samarone Lima e com duas páginas citando esta blogueira que vos fala.

domingo, janeiro 28, 2007

Notícias - 1


Esperei pra ver se conseguia as imagens da festa, mas ninguém me mandou e se demorar mais ainda, não vai ter mais nenhuma graça falar do evento Maracatu: Atualidade, Música e Memória. Foi em Brasília, dia 11, e cheguei lá no dia 10 para uma série interminável de entrevistas e ajustes. Valeu a pena: foram quase 500 pessoas se amontoando no auditório da Caixa Cultural. Meio nervosos, todos estávamos. Mas em cima do palco, sob holofotes, sem ver ninguém e olhando pro jeito gaiato do mestre Zé Duda, relaxei e até corinho pro maracatu eu fiz. Do lado de fora, o abraço emocionado do meu tio Vadico e a alegria de ver as pessoas se interessando por meu livro (esgotado!) e parabenizando pela palestra. Felicidade é um pouco isso...

sexta-feira, janeiro 05, 2007

segunda-feira, outubro 23, 2006

Experiências


Ontem Débora e Di me deram a primeira aula de abê (conhecido noutras plagas como xequerê). Eu nunca tinha pego no instrumento mas, pra minha surpresa, consegui tirar um sonzinho! E, enxerida, saí do maracatu direto prum afoxé no Bairro do Recife, onde infernizei quatro pessoas pra me ensinarem um pouquinho mais. Me diverti como nunca! E fiquei toda prosa de ouvir que tenho ritmo e jeito. Agora, falta comprar um pra mim...
E antes que me recriminem: frequentar esses grupos percussivos faz parte do meu projeto de pesquisa, ok?

domingo, setembro 24, 2006

Conhecimento, partilha, indignação


Hoje foi o fechamento da série de palestras que andamos fazendo pelo interior de Pernambuco. Ao invés de professores, o público-alvo desta vez foram os mestres de diversos maracatus, a quem entregamos um exemplar de cada um dos três livros da coleção. Pensando nos encontros anteriores, quando alguns desses mestres (desiludidos com a falta de apoio e outros problemas) aproveitaram a ocasião para pressionar e criar polêmica, fui preparada para ver o circo pegar fogo.
Nada. Sentados e atentos como crianças da escola que a maioria não chegou a freqüentar, esses homens rústicos, quase todos analfabetos, olhavam fascinados os três professores 'da cidade grande' falando sobre quem eles são e porque são importantes. Quando abrimos o espaço para as perguntas, ninguém quis reclamar da vida. Um dos mais velhos pegou o microfone simplesmente para falar do fato de que os livros não poderiam ser de alguém específico, mas dos grupos como um todo. Outro colocou que iria tirar xerox, para poder mostrar aos filhos. Um terceiro me confessou que é 'dono' de um maracatu há quase 40 anos, mas hoje descobriu coisas novas sobre si mesmo que nunca havia imaginado. Vi dois deles combinando de fazer encontros periódicos na sede do grupo, para lerem em conjunto os livros, em voz alta, para aqueles que não sabem. Meu coração ficou apertado de vê-los folhear com curiosidade o meu livro, que tem 260 páginas e poucas figuras.
O brilho no olhar de cada um deles e a forma reverente de tocarem nos livros - símbolos da história de todos eles, da memória que ficará para os netos, e também de um conhecimento que lhes foi negado por nosso sistema educacional tão injusto - me emocionou profundamente, mesclando dentro de mim ternura, vergonha, desilusão e esperança.
A foto é do falecido caboclo Zé de Rosa, do Engenho Cumbe, símbolo de tantos outros artistas da região. Conheci-o em 1998, dançando maracatu, e além de sua ótima forma física, me impressionou a profundidade de seu olhar.

terça-feira, julho 18, 2006

Nas terras do rei maracatu

Começou o projeto do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável da Zona da Mata de Pernambuco (Promata), através do qual estamos apresentando meu livro e os outros dois volumes da Coleção Maracatus e Maracatuzeiros a professores de primeiro grau de onze municípios diferentes da região.
A abertura foi na sexta passada, em Nazaré da Mata, e foi emocionante poder dialogar com essas pessoas e perceber, na platéia, a presença de vários mestres da cultura popular. Espero que nossos livros, e essas discussões, sirvam de subsídio para que o maracatu rural seja mais discutido e trabalhado dentro das escolas públicas locais, fortalecendo a identidade, a cultura, o turismo... Abaixo, a previsão dos encontros.
14 de julho - Nazaré da Mata
19 de julho - Aliança
21 de julho - Condado
28 de julho - Buenos Aires
02 de agosto - Vicência
04 de agosto - Itaquitinga
11 de agosto - Carpina
16 de agosto - Lagoa do Itaenga
18 de agosto - Paudalho
25 de agosto - Tracunhaém
30 de agosto - Goiana

quinta-feira, junho 22, 2006

Fotolog

Abaixo, imagens da festa de sábado, tiradas pelo fotógrafo Glauco Spíndola. São cinco, "pinçadas" entre 140 que estão expostas no sítio de Maciel Salu, mostrando como foi o Festejo do Samba, em Tracunhaém. Posto aqui com um beijo pra Sean, que andou visitando meu sítio e precisa vir aqui um dia conhecer estas riquezas.
Teve caboclinho...
Teve maracatu...
Teve samba de coco...
E teve ciranda.