domingo, junho 25, 2006

Estratégia


O nome dela é Andréa, e a conheci neste fim de semana. Amiga de amigas. Cara séria, achei que não tinha gostado de mim. Era impressão, e era o jeito dela. Através dela, redescobri a roda...
Era sexta, véspera de São João. Arcoverde fazendo um frio tremendo, a mulherada no hotel se preparando pra gandaia. Me vesti e revesti três vezes, porque uma não gostou da roupa, a outra achou que eu estava mal agasalhada, a terceira implicou com o laranja da blusa. Adoro que brinquem de boneca comigo, me sinto criança outra vez, hehehe.
Andréa olhou pra mim e soltou um 'prenda seu cabelo'. Achei graça, fui ao quarto, fiz um rabo-de-cavalo. 'Assim, não. Vá buscar uma escova'. Fui. Ela fez um 'pitó-pedrita' no topo da minha cabeça (e eu só olhava, aterrada). Depois, teceu duas tranças de raiz, puxou daqui e de acolá, e no final fiquei parecendo uma espanhola de filme. Terminou me abençoando, dizem que a danada é meio bruxa!
Sei é que fui toda graciosa assistir ao show do Coco de Raízes e do Cordel do Fogo Encantado. E a primeira coisa que me aconteceu foi encontrar um menino conhecido que passou a mão na minha trança e destruiu o penteado. Andréa soube e riu, misteriosa. 'Seu rosto combina mais com cabelo preso, deixe ele em evidência', insistiu.
No dia seguinte, ela repetiu a dose: mais hair styling, desta vez arrematando com fivelinhas em forma de borboleta, que sumiram todas nas mãos de três rapazes diferentes. O último encheu minha paciência, dizendo que meu cabelo é lindo e que eu jamais devo prendê-lo.
Aí eu cheguei junto da minha nova gurua e contei o que ele tinha dito. E entre risadas, ela me deu a luz: "Mariana, cabelo preso é fetiche. Você tem que prender justamente para que eles soltem"...

4 comentários:

Telejornalismo Fabico disse...

*


bingo!
tua guru acertou na mosca.
cabelo é puro fetiche.



*

Mariana Mesquita disse...

;.)

E apois...

Anônimo disse...

ei essa menina você foi passar o São João na minha terra.
beijão
matuta

Mariana Mesquita disse...

Eta, matuta!, adoro aquilo lá, ano que vem vou de novo... beijo.