
A dançar o meu carimbó
Carimbó que remexe, mexe
Carimbó da minha vovó
Vai dançando Sinhá Pureza
Remexendo, pode requebrar
Carimbó, sirimbó é gostoso
É gostoso em Belém do Pará
Este é meu sítio, onde espero plantar e colher coisas boas. Desde abril de 2005, tenho postado minhas besteirinhas aqui, sem ordem cronológica nem temática - mais ou menos um baú de quinquilharias. Fique à vontade e me dê um alô... PS- Os posts são arquivados por semana. Se quiser olhar os antigos, tem os links lá embaixo, mês a mês.

Sábado eu resolvi cuidar de mim: primeiro fui à rua Santa Clara, comprar roupas – mas acordei tarde e aqui no Rio, essa terra provinciana (hehehe, os cariocas vão comer meu fígado!), o comércio fecha à uma da tarde. Então fui no Catete olhar uma escola de corte e costura (sim!, a maluca aqui está cogitando aprender o básico, mas ainda não decidiu se surta mesmo) e aproveitei pra fazer as unhas e a sobrancelha num salão mais baratinho (lá perto de casa é R$ 22 só pé e mão, mais R$ 10 da sobrancelha; no salão que eu fui é R$ 12 pé e mão, e R$ 5 a sobrancelha).
A manicure se chamava Paula, era negra, gordíssima, cabelo cheio de dreadlocks, com uma cara linda e um sorrisão aberto. Me diverti demais com ela, que conversa abobrinha como poucas. Me chamou pra sair, pra conhecer uma boate que só toca música angolana que fica lá na Tijuca. Vibrou quando soube que eu sou jornalista. “Você trabalha na Globo?”
Não quis destroçar o sonho dela dizendo que televisão não é minha praia, então falei que ainda tou me ambientando no Rio, etc e tal. “Ah, você tem que escrever uma carta pro Luciano Huck, mandar seu currículo pra alguém muito influente”, me explicou ela, e passou meia hora ‘traçando planos’. No final, arrematou com os olhos brilhando: “é tão bom ver as pessoas crescerem!” Fui embora feliz, com as unhas pintadas de renda e pérola, e com o beijão que ela me deu estampado na cara. “Gostei de você”, falou ao se despedir. Eu também gostei dela.
Ps- Esta foto é do meu "batizado", não por acaso com Nininho (meu padrinho que me apresentou ao grupo!, saquem só a delicadeza dele, jogando cachaça na minha boca!) e Thatá, "Doutora Cabrocha Sambeira", eterna presidenta dos Sambamantes (que na época eu não conhecia muito, mas hoje não hesitaria em escolher como madrinha).




Fá, saudade da sua presença por aqui no blogue!
Um cheiro. Bom ver uma 'prova material' da sua existência!

Eu tinha sete anos e reinava absoluta – ou quase – quando ela nasceu. Filha de um tio que eu adorava, primeira menina a disputar o título de queridinha na família. Ainda por cima, mal aprendeu a falar ela me botou logo o apelido de maria gordinha. Claro que eu odiava Dioninha! Acho até que foi um pouco por isso que, aos doze anos, tio Vadico me fez madrinha dela: pra eu achar aquela pirralha menos chata, menos encrenqueira.
O apaixonado não deixa seu par terminar de falar. Ele interrompe e vive pedindo desculpas.












(Estes não são alunos dela - espero que tenham a sorte de ter uma professora parecida)
de Beatriz, filhota de Juscélio, lá em Fortaleza;
de Thiago, filho de Dudah, lá em Salvador;
e de Pedro, filho de Aline e Marco, que já fez três meses e mora aqui pertinho - mas eu, desnaturada, ainda não fui visitar!
Eles cantaram de tudo, até minhas favoritas - Pedrinha, Os Oim do Meu Amor, Poeira e Na Veia - mas quando começaram Chover, foi demais pra mim: no meio do povo pulando, de repente lá tinha uma nordestina chorando, desmamada da vida... Da lágrima rolar, sem controle.
O sabiá no sertão
Acima, a entrada da minha casa. Não dá pra ver porque não tenho ângulo pra fotografar, mas à esquerda ficam as portas da cozinha, logo que abro a casa, e em seguida a do banheiro. A cozinha é tão mínima que mal dá uma pessoa em pé dentro, logo, a geladeira fica na sala, como vocês podem ver. Esse quadro do corredor foi meu primo Pepê quem me deu de presente.
Esta é minha cama. Não se enganem: é mínima, mas se abre e multiplica e dá lugar para até três pessoas dormirem superconfortavelmente. Atentem para as caixinhas porta-cd que trouxe de Recife. Aquele 'troço' colorido à direita é um origami de borboletas "brancas, azuis, amarelas e pretas" que Eva fez pra mim.
Talismã 1: ursinho que Virgínia me deu de presente.
Outra visão do quarto-sala: minha cama, geladeira, tv e som. Ao fundo, armário com uma fantasia de carnaval no topo. Eitcha!!!
Meu computador, onde estou escrevendo. Este espelho vermelho lindo-lindo, com moldura de rosas, foi presente de Bettina. Um luxo!, me sinto a dona do cabaré.
Mais à esquerda, estante com um mínimo de livros e minha coleção de tatus.
Mais talismãs: bruxinha que tia Cristina deu, gordinha que pertenceu a Antonio Carlos e, abaixo, minha boneca Emília, que está comigo desde que tenho cinco anos e cuja história merece ser contada, qualquer dia desses...
Os livros são poucos, não pude trazer muita coisa. A maioria está encaixotada, em Recife, junto com móveis e outros cacarecos.
Minha imprescindível máquina de lavar quase toma o banheiro inteiro! Trouxe de Recife, junto com a geladeira. Tive que comprar transformador, uó. O varal é suspenso, armado dentro do box do chuveiro. Na porta, não dá pra ver, mas tem uma tábua de passar pendurada.
Detalhe da minha pia, com a cortininha de banheiro de florzinhas ao fundo. Andei que só pelo Saara, até achar uma que gostasse! Em cima da pia, vocês não vêem, mas tem uma saboneteira em forma de sapo. Ô, mulher brega. E minha colônia Johnson de que gosto tanto.
Minha cozinha, minúscula e interditada. Em cima do meu saudoso fogãozinho bege, o forninho elétrico que minha amiga Ticia emprestou. Aí não cabe nem pensamento, a gente entra de banda no cubículo! Abaixo, só na vontade: porta-temperinhos que comprei, pensando que poderia cozinhar. O gás continua cortado, só em janeiro deve acabar a obra.