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segunda-feira, janeiro 29, 2007

Notícias - 2


Já fazem 15 dias que Leo chegou e, para desespero dos amigos, parei de postar aqui no Sítio (como disse Márcia, este não será um porn-blog, hehehe). Desculpem pela ausência de notícias; estamos bem.

O Preto chegou atrasado, da sexta 12 para o sábado 13, e de lá pra cá temos nos reacostumado um ao outro, tentado resolver questões de trabalho dele, e visto um pouco do que é o Recife.

Esse processo é complicado e exige um certo isolamento.

Pra começo de conversa, providenciei um mapa.

Rodei com ele por lugares estratégicos.

Mas o fato é que cada pessoa tem uma forma específica de ver e construir uma cidade, e embora queira partilhar a minha, ele precisa estabelecer a dele.

E é muito interessante, pra quem está de fora, perceber como se dá esse processo - o outro sempre dá acertos inesperados e erros deliciosos - aguardem, para breve, os relatos.

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Tu vens chegando, eu já escuto teus sinais...


É hoje.
Ele vem.
E eu tou com o coração na boca e o estômago nos pés.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Rotina


Eu e Leo ao telefone, falando de quando a gente se conheceu...
Lembramos que ele foi a quarta tentativa de um amigo comum me 'desencalhar' naquela noite, e eu já estava com tanta raiva de me sentir na prateleira e tão avessa a qualquer aproximação, que lhe dei um coice de cara... Depois, o corajoso me chamou pra dançar... Foram dez músicas seguidas, e diante da ausência de tentativas de abordagem, eu fui soltando a raiva que nem panela de pressão perde o gás... Aí sentamos, conversamos, e só dei um beijinho na hora de ir embora, de manhã, depois de conversarmos horas sentados num ponto de ônibus na Cinelândia... Ele pegou meu telefone e achou que nunca mais ia me ver... E ligou no mesmo dia, porque não sabe seguir as técnicas de não ligar imediatamente... E eu aceitei encontrar com ele no dia seguinte, porque não sei fazer doce e gostei mesmo do rapaz.
A segunda vez que eu o vi foi em Santa Teresa, num barzinho bonitinho do Largo das Neves, e eu fiquei com muita raiva porque, ao me cumprimentar, ele me deu dois beijinhos no rosto. "Quer ser amigo? Então vai ser", pensei comigo mesma. Ele não entendeu nada mas, por causa disso, não abri a guarda e a gente só ficou juntos no fim da noite, quando ele conseguiu quebrar a distância. No fim, foi bom, foi um beijo tão bom que no mesmo instante eu me arrependi de ter perdido tempo.
A terceira vez...
-Mari, eu lembro da tua roupa, eu lembro do que eu pensei da primeira e da segunda vez... Mas você sabe como foi a terceira vez que a gente se encontrou? - perguntou o Preto, todo desiludido.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Feliz aniversário


Mesmo tão longe, é bom sentir a gente assim perto.

terça-feira, novembro 14, 2006

Eternamente responsável

E foi então que apareceu a raposa:
- Bom-dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho. Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
(...)

- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo (...) Se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse mágica. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...


A raposa calou-se e considerou por muito tempo o prí­ncipe:
- Por favor... cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
-É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é um dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!


Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.

quinta-feira, novembro 02, 2006

Contagem regressiva


Faltam 45 dias pro meu pretinho chegar.

domingo, outubro 29, 2006

Djavan


Ai amor, miragem minha
/ Minha linha do horizonte / É monte atrás de monte, é monte / A fonte nunca mais que seca / Ai, saudade, inda sou moço / Aquele poço não tem fundo / É um mundo e dentro um mundo / E dentro um mundo e dentro um mundo / E dentro é o mundo que me leva...

quarta-feira, outubro 25, 2006

Mia Couto


"A saudade é uma ferrugem, raspa-se e por baixo, onde acreditamos limpar, estamos semeando nova ferrugem"

segunda-feira, outubro 23, 2006

Hum, hum, hum...


O preto é sinestésico que nem eu, e às vezes encasqueta com umas coisas engraçadas. Por exemplo: meu cheiro. Adora a mistura de Mariana com xampu seda guaraná e lavanda johnson. Diz que lembra do dia em que me conheceu, e a gente foi dançar forró juntos, e ele ficou se controlando pra não fungar no meu cangote. Diz que sente meu cheiro o tempo todo, em todo canto. E o pior é que ele sabe diferenciar mesmo: quando estive no Rio, esqueci o diabo do xampu em Recife e acabei usando os produtos de minha amiga Mari Melga pra tomar banho. Ele torceu o nariz: era bom, mas não era o 'meu' cheiro. Aguentam?
Hoje, me liga todo desapontado: foi no mercado comprar um potinho pra ele, pra tomar banho e lembrar de mim. Mas, segundo ele, falta 'eu' nessa história: a pele dele reage de forma completamente diferente, e o resultado fica longe do original.

quinta-feira, outubro 19, 2006

Mia Couto


"A saudade é um morcego cego que falhou o fruto e mordeu a noite"

terça-feira, outubro 17, 2006

As maldades de que eu sou capaz


Leo me liga.
Ele tem me ligado umas quinze vezes por dia, e eu acho que se juntássemos o que a gente anda gastando em telefone, dava pra um dos dois visitar o outro, no fim do mês.
Ele me fala mil coisinhas bonitinhas.
Ele se despede e diz baixinho que gosta de mim.
"Só 'gosta'?", provoco.
"Eu te amo", sussurra.
"Hein?"
"Eu te amo", diz meio sem graça.
"Fala mais alto que não tou escutando nada..."
"EU TE AMO!", berra.
E eu desligo morrendo de rir, depois de ter ouvido o corinho das risadas dos colegas de trabalho dele.

segunda-feira, outubro 09, 2006

Trilha sonora

Eu procuro um amor, uma razão para viver
e as feridas dessa vida eu quero esquecer
Procuro um amor que seja bom pra mim: vou procurar, eu vou até o fim
Pode ser que eu gagueje sem saber o que falar, mas eu disfarço e não saio sem ela de lá
E eu vou tratá-la bem, pra que ela não tenha medo quando começar a conhecer os meus segredos
*** Pouco tempo depois que eu conheci este menino, falei pra ele do monte de medos que tenho. E ele cantou rindo Frejat pra mim, sem saber que a vida logo ia separar a gente. Eu nem conhecia esta música, mas ela se tornou marcante: já por duas vezes, justamente quando eu estava deprimida, pensando no que quero da vida e se vale a pena ou não persistir nessa relação, os versos começaram a tocar do nada. No Bompreço, em Caruaru, há alguns meses. Na Casa e Vídeo, no Rio, no último sábado. Coincidências coincidentes demais...

segunda-feira, setembro 25, 2006

Contagem regressiva


Hoje ele me contou do frio na barriga, da coisa estranha que bate nele quando pensa que em poucos dias vai estar diante de mim. "Como é que vai ser? O que é que vou te dizer? O que é que eu vou sentir? Como vamos reagir?" Eu ri porque estou do mesmo jeito, agoniada. Passo e repasso diante do espelho, achando que estou mais feia, mais velha, mais gorda, mais isso ou mais aquilo, quando racionalmente sei que estou igualzinha e não deu pra mudar tanto assim, desde janeiro. Tanta coisa que eu não sei se é de verdade ou é só como me lembro; eu preciso tirar a prova ao vivo. "Preto, eu não sei se te conheço mais", confessei pra ele. "A gente vai ter que se reaprender", foi o que ele me disse. Botei um monte de roupas velhas, as que ele conhece e lembra, na mala. Vou carregada de saudade. É só disso que sei.

sábado, agosto 12, 2006

Pra um amor no Rio de Janeiro

E eis que aqui estou eu.
Eu, que sempre me entrego pela metade, virgem precavida da Bíblia, que só deita com um lampião por perto.
Que sou complicada, medrosa e relutante.
Que não tive peito pra mandar o mundo às favas e dizer - fico! - ou dizer - venha!- quando tudo o que você queria era poder me
amar com coragem.
Que sinto saudade, mas não dou o braço a torcer.
Que adoro falar contigo pelas madrugadas.
Que lembro de você diante de muitas e pequenas grandes coisas.
Que chorei hoje, quando você me contou que ia andando por Santa Teresa e sentiu minha presença e meu cheiro, no sereno da ladeira deserta.
Que sorri um dia, quando você me disse que abriu um vidro de xampu no supermercado só pra se lembrar do perfume do meu cabelo.
Que me admiro de como gostar pode ser simples e perene, por tudo, e apesar de tudo.
Que não entendo como você pode ser tão leve e tão presente em minha vida.
Que voei longe mas me realimento das muitas migalhas que você joga em meu caminho, sempre e sempre, com constância, paciência e doçura.
Que desde janeiro espero por setembro, ou novembro, ou dezembro - pelo dia mágico em que, por obra das férias ou de uma promoção da Gol, vou poder te dar um abraço, outra vez.

terça-feira, junho 27, 2006

Ausência



Sinto a falta dele como se me faltasse um dente na frente.

segunda-feira, junho 12, 2006

Valei-me, Santo Antônio!

Pois hoje é 12 de junho e eu tou aqui mais uma vez sem namorado. Vou seguir o exemplo de minha amiga Thatá e 'emborcar' Santo Antônio, que até hoje tinha sido bem tratado e apesar de tudo fez a sacanagem de me deixar sem namorado neste dia por três anos seguidos. Então, agora, vai ficar de ponta-cabeça até arranjar alguém legal, que me complete - perfeição não existe, mas xô, malas na minha vida! E meu santo, pelamordedeus: namoro à distância não! Os dois últimos relacionamentos sérios que tive foram assim e, embora tenha um carinho imenso pelos dois rapazes, não dá pra dar beijinho e cafuné de longe! Quebra o galho, meu santinho; senão daqui a pouco, eu vou ser obrigada a arrancar lasca do seu pau...

*** NOTA: Hoje é 20 de outubro e resolvi 'desemborcar' o santinho porque a vida me fez enxergar que, apesar de estarmos longe um do outro, eu gosto mesmo é do menino que deixei no Rio, em janeiro, e com quem nunca deixei de namorar. Meu Santo, obrigada pela paciência. Querendo ajudar a gente a ficar realmente juntos, eu vou lhe agradecer encarecidamente! Hehehe.

quinta-feira, junho 01, 2006

Adivinha


O que é, o que é? Que vem recomeçando depois de concluído, que aquece a alma e o coração, que me faz dar três interurbanos num dia só, que me faz rir feito boba vendo o celular tocar no meio da aula, que me faz sair correndo e quase chorando do supermercado ao ouvir tocar Frejat e Legião - seguidos, se é que existem coincidências? O que é que nunca se acaba, por mais que se termine? O que é que mexe com a gente, mesmo que a gente não queira? O que é que transforma as nuvens em travesseiros e derrama purpurina no ar? O que é que satura o mundo de cor e faz tudo mais bonito de se ver? O que é que dá vontade de fechar os olhos e mergulhar bem dentro de mim?

sábado, maio 27, 2006

Latente


...E enquanto não sei meu tempo, meu espaço,
Enquanto sigo sendo enquanto, e no entanto,
Sonho pra nós um futuro, um quando,
Tempo de ser e não de estar.