
Este é meu sítio, onde espero plantar e colher coisas boas. Desde abril de 2005, tenho postado minhas besteirinhas aqui, sem ordem cronológica nem temática - mais ou menos um baú de quinquilharias. Fique à vontade e me dê um alô... PS- Os posts são arquivados por semana. Se quiser olhar os antigos, tem os links lá embaixo, mês a mês.
segunda-feira, janeiro 29, 2007
Notícias - 2

sexta-feira, janeiro 12, 2007
sexta-feira, dezembro 08, 2006
Rotina

segunda-feira, dezembro 04, 2006
terça-feira, novembro 14, 2006
Eternamente responsável
- Bom-dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho. Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
(...)
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo (...) Se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse mágica. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
-É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é um dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
quinta-feira, novembro 02, 2006
domingo, outubro 29, 2006
quarta-feira, outubro 25, 2006
Mia Couto
segunda-feira, outubro 23, 2006
Hum, hum, hum...

quinta-feira, outubro 19, 2006
terça-feira, outubro 17, 2006
As maldades de que eu sou capaz

Leo me liga.
Ele tem me ligado umas quinze vezes por dia, e eu acho que se juntássemos o que a gente anda gastando em telefone, dava pra um dos dois visitar o outro, no fim do mês.
Ele me fala mil coisinhas bonitinhas.
Ele se despede e diz baixinho que gosta de mim.
"Só 'gosta'?", provoco.
"Eu te amo", sussurra.
"Hein?"
"Eu te amo", diz meio sem graça.
"Fala mais alto que não tou escutando nada..."
"EU TE AMO!", berra.
E eu desligo morrendo de rir, depois de ter ouvido o corinho das risadas dos colegas de trabalho dele.
segunda-feira, outubro 09, 2006
Trilha sonora
e as feridas dessa vida eu quero esquecer
Procuro um amor que seja bom pra mim: vou procurar, eu vou até o fim 


segunda-feira, setembro 25, 2006
Contagem regressiva

sábado, agosto 12, 2006
Pra um amor no Rio de Janeiro
E eis que aqui estou eu.Eu, que sempre me entrego pela metade, virgem precavida da Bíblia, que só deita com um lampião por perto.
Que sou complicada, medrosa e relutante.
Que não tive peito pra mandar o mundo às favas e dizer - fico! - ou dizer - venha!- quando tudo o que você queria era poder me amar com coragem.
Que sinto saudade, mas não dou o braço a torcer.
Que lembro de você diante de muitas e pequenas grandes coisas.
Que chorei hoje, quando você me contou que ia andando por Santa Teresa e sentiu minha presença e meu cheiro, no sereno da ladeira deserta.
Que sorri um dia, quando você me disse que abriu um vidro de xampu no supermercado só pra se lembrar do perfume do meu cabelo.
Que me admiro de como gostar pode ser simples e perene, por tudo, e apesar de tudo.
Que não entendo como você pode ser tão leve e tão presente em minha vida.
Que voei longe mas me realimento das muitas migalhas que você joga em meu caminho, sempre e sempre, com constância, paciência e doçura.
Que desde janeiro espero por setembro, ou novembro, ou dezembro - pelo dia mágico em que, por obra das férias ou de uma promoção da Gol, vou poder te dar um abraço, outra vez.
terça-feira, junho 27, 2006
segunda-feira, junho 12, 2006
Valei-me, Santo Antônio!

quinta-feira, junho 01, 2006
Adivinha








