quinta-feira, agosto 31, 2006

Indecente


A mulher falou bem alto no meio do ônibus: "Ah , a gente não precisa nem comer, não precisa nem tocar, basta olhar pra saber que é gostoso". Eu e mais uns cinco não resistimos e olhamos pra trás, as mentes pérfidas a mil. Mas ela tava tirando uma cocada de dentro do isopor de uma velhinha.

terça-feira, agosto 29, 2006

Oito coisas sobre mim

Tenho pé grande e orelha pequena
Falei aos seis meses e só andei de bicicleta aos 15 anos
Lavo pratos ouvindo 'Fracasso', de Núbia Lafaiete
Tenho medo de altura
Adoro cafuné e cheiro no cangote
Quando era menina, queria ser loura do olho azul, me chamar Suzana e morar no Alabama
Minha tpm dura mais de 20 dias
Meu perfume favorito: lavanda johnson's

(Isso foi pra responder à corrente encaminhada por Sean. Repasso pra Dione, Fernanda, Raimundo, Leticia, Queops e Daniel).

domingo, agosto 27, 2006

Pra Dé


Eu esqueci o aniversário dele e chega fiquei com vergonha, quando encontrei André no Bairro do Recife, no meio de um festival de poesia, em pleno domingo. "Se preocupa não, Nana, eu estou mais perto do que você pensa", ele me disse. "Acompanho sua vida pelo blogue. Adoro seus escritos e suas caretas". Ah, tá. Então tá. Cheiro, querido!

sexta-feira, agosto 25, 2006

Bebinha


Minha tia me arranja uma faxineira, eu telefono pra ela pra dar instruções à distância. "E aí, Fátima, a casa tá muito bagunçada?" E ela: "tá um pouco sim, mas nem se preocupe. Eu vou deixar sua casa nos drinks!"

quarta-feira, agosto 23, 2006

Fotos novas de Luiza


Cliquem aqui.

De família

Eu juro que, além de nós, só conheço uma pessoa que faz esse mesmo bico: minha prima Dioninha.

domingo, agosto 20, 2006

Diva


Acho que todo mundo tem um prazer ou talento pouco trabalhado. O meu, além de dançar, é cantar, cantar muito. Nunca cheguei a desenvolver de verdade essa tendência, apesar da vontade. Mas quando acho ocasião de soltar a franga, ah meu Deus, é bom demais. A última vez foi ontem à noite: me juntei com um pessoal em Olinda e cantei samba, afoxé, coco e ciranda até as 8h da manhã. Não, o prazer não é ver várias pessoas das outras mesas virem me cumprimentar pela voz bonita. É algo interno, fisiológico, transcendente. É uma felicidade que te recarrega por uma semana inteirinha.

Clarice...


Olhar-se ao espelho e dizer-se deslumbrada: Como sou misteriosa. Sou tão delicada e forte. E a curva dos lábios manteve a inocência. Não há homem ou mulher que por acaso não se tenha olhado ao espelho e se surpreendido consigo próprio. Por uma fração de segundo a gente se vê como a um objeto a ser olhado. A isto se chamaria talvez de narcisismo, mas eu chamaria de: alegria de ser. Alegria de encontrar na figura exterior os ecos da figura interna: ah, então é verdade que eu não me imaginei, eu existo.

quinta-feira, agosto 17, 2006

Nostalgia

Olhar essa foto dá tanta saudade... De Mari, que foi pro Rio... De Konny, que foi pra Belém... Do Black Diamond, bar de Diamantino, caruaruense roqueiro que vendia cachaça mineira da boa, caldinho de feijão e só tocava a (boa) música que queria...
Semana passada o bar fechou e com ele acabaram as histórias de minha primeira temporada em Caruaru - falta agora arrumar um lugar legal pra dar umas fugidas, de vez em quando.
Obriguei o pobre do Alan a ir lá comigo na véspera do fechamento, uma vez que sou mulherzinha e não me garanto de ir só pra um bar cheio de homens desconhecidos vestidos de preto, e praticamente nenhuma mulher. Foi bom, e foi triste.
Hoje futucando no celular dele, encontramos essa foto, tirada por Alan no Black Diamond, numa das várias despedidas de Melguinha. Se dane o fato deste blogue estar virando coluna social: eu tinha que partilhá-la com vocês!

quarta-feira, agosto 16, 2006

É preciso ter força, é preciso ter graça, é preciso ter manha

Todo mundo diz que pareço com mamãe, mas minha mãe sempre dizia que eu sou a cara de tia Miriam, irmã de meu pai. E eu bem que gostaria de ser mesmo herdeira das duas, que no fundo têm bastante em comum: lindas de um jeito que vai além da carcaça, declaradamente guerreiras, reputação (um pouco) exagerada de brabeza, coração generoso, grandeza intríseca. Essa mulher aí da foto, mãe do meu primo Samuca, virou minha mãe honorária desde que a minha se foi. Segura uma barra danada e nem faz idéia de como eu me orgulho dela. Pois eu aproveito a deixa do aniversário e deixo aqui um bocadinho do meu amor. Beijo, tia!

Jogo sem nenhum erro

"Pensei que passavam séculos sem a tua presença / misturada entre as pedras preciosas do mundo / com um simples olhar a você não confundo" Quem é quem nessa foto, visitantes ilustres do Sítio? Pelos óculos de Mariana Melga e pela lapa de venta de Mariana Mesquita, vocês identificarão quem sou eu e quem é a xarazinha querida que faz anos hoje - vinte e cinco, benza Deus! Mas nessa foto eu me sinto refletida num espelho: somos iguais no querer bem...
Naninha linda, queria te dar um abraço e declarar meu amor, dizer que você foi a melhor 'aquisição' de 2006, que o Rio acabou ganhando mais um motivo fortíssimo pra eu querer passear por aí, e que eu sinto tua falta muito, muito, muito, como se tivessem arrancado um pedaço bom de mim.
Como é que funcionam essas coisas de gostar, hein?, tão súbitas e certeiras.
Te cuida. Sorte, força e alegria. Festeje bastante as novas conquistas cariocas, tendo a certeza plena de que tudo de bom que é seu tá guardado pra você, aqui na terrinha. Beijo, beijo, beijo!!!

Maria vem me ver

*Poema da amiga carioca Maria Rezende, que está vindo me visitar aqui no Recife. Na foto abaixo, eu e ela fofocando, numa festa na casa do meu primo Pepê.

Uma mulher é uma mulher ainda que.
Palavras e formas não comportam o conteúdo.
Uma mulher pode ser um jeito
Uma costela, um defeito.
Uma mulher transborda pelos cantos
Enche as medidas
Contorna o desafino
Toca punheta e toca sino.
Uma mulher pode ser um grito
Uma barriga
Um precipício.
Uma mulher pode ser um abismo ou um porto
E pode ser os dois
E é.

sábado, agosto 12, 2006

Pra um amor no Rio de Janeiro

E eis que aqui estou eu.
Eu, que sempre me entrego pela metade, virgem precavida da Bíblia, que só deita com um lampião por perto.
Que sou complicada, medrosa e relutante.
Que não tive peito pra mandar o mundo às favas e dizer - fico! - ou dizer - venha!- quando tudo o que você queria era poder me
amar com coragem.
Que sinto saudade, mas não dou o braço a torcer.
Que adoro falar contigo pelas madrugadas.
Que lembro de você diante de muitas e pequenas grandes coisas.
Que chorei hoje, quando você me contou que ia andando por Santa Teresa e sentiu minha presença e meu cheiro, no sereno da ladeira deserta.
Que sorri um dia, quando você me disse que abriu um vidro de xampu no supermercado só pra se lembrar do perfume do meu cabelo.
Que me admiro de como gostar pode ser simples e perene, por tudo, e apesar de tudo.
Que não entendo como você pode ser tão leve e tão presente em minha vida.
Que voei longe mas me realimento das muitas migalhas que você joga em meu caminho, sempre e sempre, com constância, paciência e doçura.
Que desde janeiro espero por setembro, ou novembro, ou dezembro - pelo dia mágico em que, por obra das férias ou de uma promoção da Gol, vou poder te dar um abraço, outra vez.

André

Este fim de semana é só de festança, e o Sítio virou 'coluna social', hehehe. Hoje à noite a festa é de André, professor e meu ex-colega da faculdade, agora amigo pra sempre: uma das boas coisas que me aconteceram no último semestre. Ele nunca vem aqui nesta página, mas ainda assim, deixo um cheiro pra ele. E vou lá, comemorar junto.

sexta-feira, agosto 11, 2006

Kesinha


O dia foi quarta, mas a festa é amanhã. Pertinho da minha casa! E eu vou lá dar um cheiro nessa minha amiga linda, leoazinha do sorriso grande.

segunda-feira, agosto 07, 2006

Da dificuldade de ser visto


O tema 'blog' tá na pauta do dia, foi capa até da revista Época desta semana. E eu, nas minhas aulas de mídia digital, tenho como primeira proposta ensinar os alunos a fazerem um. Esta semana, um deles se saiu com essa: "professora, eu tenho três!"
"Que bom, então, passe o endereço pra gente", respondi.
Aí, ele explicou:
"Eu fiz o primeiro, escrevia o que vinha na minha cabeça, só pra mim. Botei um contador e ninguém visitava. Apaguei tudo e comecei a fazer um que só tivesse assuntos que as pessoas quisessem ler. Não adiantou. Aí fiz um terceiro só com notas jornalísticas, que também não dava ibope. Quando eu fui ver, seis meses depois, ainda estava a notícia da invasão do Iraque", contou, meio desesperado.
Tadinho do menino, querendo mostrar a cara pro mundo...
Já eu, que sempre escrevi tendo em mente umas cinco ou seis pessoas e no más, cada vez que recebo o relatório de visitas do sítio fico meio em pânico. Só esta semana foram 496, totalizando, desde abril, 2567 visitas de gente de lugares insuspeitados como Valdez, no Alasca, e Pedra Azul, em Minas Gerais.
Que diabos minha vida tem de tão interessante, eu juro que não sei!

domingo, agosto 06, 2006

Noite chuvosa de domingo

A falta maior não é sexo: é cheiro no cangote, é cutucada no pé, é mão dada no cinema, é riso cúmplice diante de piadas que ninguém mais entende, é dormir agarradinho, é mal poder esperar pra contar uma história, é estender o silêncio por horas... Acho que vou começar a barbarizar com Santo Antônio!

sábado, agosto 05, 2006

Convívio


Passei a semana me adaptando à
casinha número dois. Meu roommate Alan começou a mudança antes, e sozinho. Coitado, levou pai e mãe e carregou os trecos todos no fim de semana, e quando cheguei lá já estava tudo arrumadinho, o computador, a TV, a sala com cara de sala...
Bichinho, todo cavalheiro: me deu o único quarto que é suíte. Bichinho, todo solícito: separou um monte de livros para me ajudar nas aulas. Bichinho, todo cuidadoso: foi na hora do almoço comprar comigo bacia, pregador e outros apetrechos do nosso 'enxoval', e não quis deixar eu carregar nada pra casa - como resultado, levou um pacote enorme de cacarecos pra faculdade, porque não teve tempo de passar no apartamento após sair da agência. Bichinho, todo preocupado: perguntei a ele se precisava comprar copos e pratos e ele disse que não, que já tinha tudo... aí ficou meio sem-graça e disse, 'mas acho que você não vai gostar da cor'. Quando entrei na cozinha, caí na gargalhada: é tudo verde limão fosforecente, os pratos, os potes, até as esponjas de lavar. Exatamente a mesma cor da minha própria cozinha, famosa entre os amigos por esse motivo...
Tou descobrindo que a gente tem uma porção de coisas em comum e isso é muito legal. Por exemplo: anteontem ficamos assistindo a um programa péssimo do SBT, chamado "
Rei Majestade", que reúne cantores que já fizeram sucesso e caíram no ostracismo. Somos dois venenosos, não temos compaixão: discutimos a tonalidade e/ou nome da tinta aplicada nos cabelos de Silvio Santos e Waldick Soriano, a qualidade da chapa (dentadura, para os sulistas) de uma cantora cujo nome esqueci, nos espantamos de conhecer grande partes das músicas interpretadas (é, eu sou brega)... E por fim, numa jogada publicitária genial, descobrimos que o programa tem que mudar de nome: deve se chamar "Faraó
", pela quantidade de múmias que congrega. Bolamos a vinheta e tudo!
Alan tem um senso de humor cáustico, e a capacidade de rir é uma coisa que aprecio muitíssimo.
Eu não podia estar mais feliz após a primeira semana dividindo espaço com ele.
Agora só falta a gente arrumar uma geladeira!!!

sexta-feira, agosto 04, 2006

Nirvana

(Posto esta foto que tirei de Ravi, filho de meus amigos Fá e Olímpio, quando ele era recém-nascido - 2001). É minha homenagem à Semana Mundial de Amamentação e ao movimento de Blogagem Coletiva que está sendo feito sobre o tema)
Derramado, pingado, apojado, cheio, entregue, repleto, macio, inteiro, pleno. Peito de mãe é amor que sacia e serena.

quarta-feira, agosto 02, 2006

Fotos fofas

Estive com Luiza no domingo, e aos 16 meses está falando muito, coisas que só ela entende. Continua desconfiada e arisca, mas linda. Adora a boneca preta que a titia deu. Adora coisinhas de abrir e fechar. E tá com o cabelo joãozinho, pois Gina mandou tosar os cachinhos da minha bela. Hoje, Gabi me mandou uma série de fotos do fim de semana que passaram em Gravatá, e eu posto aqui com um beijo pra Fabiana, pra Queops e pra Itaiguara que, entre tantos amigos, acompanham o crescimento de minha sobrinha através deste blogue.