
Sean me pediu pra falar dos livros/autores que desisti de ler... Então, lá vai.
O primeiro, e é uma pena, é Guimarães Rosa. Não consigo ir além da terceira página de "Grandes Sertões: Veredas". Em compensação, adoro os continhos mais curtos e palatáveis. Como o bom mineiro escreveu num deles, "todo abismo é navegável a barquinhos de papel"...
Outros da mesma linha: Euclides da Cunha. James Joyce. Alguns romances de Umberto Eco - que, paradoxalmente, ao escrever sobre comunicação e ciência consegue ser preciso e precioso.
Leio de tudo e o tempo todo: de bula de remédio a revista Sabrina. Clarice Lispector, Carlos Drummond, Graciliano Ramos, Fernando Pessoa, José Saramago, Machado de Assis, Mia Couto e Carlos Pena Filho para mim são geniais.
A relação com a palavra escrita entranhou-se em mim bem antes de eu me alfabetizar sozinha, aos cinco anos. Vem talvez da forma como meu nome foi escolhido: mamãe tirou o nome da personagem de um romancezinho chato de Jorge Amado, chamado "Subterrâneos da Liberdade", na moda entre a galera de esquerda nos anos 70 por mostrar o cotidiano da clandestinidade. Nesse sentido, meu irmão Gabriel deu mais sorte: ela leu "Cem Anos de Solidão" bem na época em que ele nasceu!


Sem divulgação nem nada do gênero, estou prestes a completar sete mil visitas ao sítio, desde abril - que foi quando 






Teve maracatu...
Teve samba de coco...
E teve ciranda.