
Mandei cartas de todas as cores e sobre todos os assuntos pra meu amigo Queops, mas nenhuma chegou até agora: nada da foto da festa julina, nada dos adesivos do Bob Esponja, nada do postal da Candelária, nada do tudo que é surpresa e eu não vou falar aqui, ora essa! Deve ser por causa da greve dos Correios. Mas quando a coisa normalizar, acho que vai chegar um malote completo, só meu, inteirinho pra ele.
Não sei vocês, mas eu adoro o ato físico de escrever e receber cartas. Eu sei, é completamente anacrônico. Por isso mesmo, é tão bom escolher um envelope, um papel, fazer o troço à mão, levar na agência, comprar um selo bem bonito e depois esperar um tempão, pra ver se a resposta chega. E quando chega... você sabe que aquele mesmo objeto esteve nas mãos daquela pessoa, lá longe. E você pode ler e reler e carregar com você, dias a fio, ou então botar fora numa faxina uns meses depois, ou guardar dentro de uma caixinha bonita, ou esquecer dentro de um livro e redescobrir, anos depois, pra ler novamente com o mesmo prazer.
11 comentários:
A senhora é uma pessoa sensível e observadora quando quer (vide que descobriu que não sou quem achava que eu era), mas poderia ser menos passional. Tem horas que isso aqui parece as páginas da Capricho escrita por alguém com mais de trinta, porém com estilo particularmente melhor, ainda que na mesma linha sentimentalóide aborrecente. A coisa mais verdadeira que te vi postar nesses dias foi sobre a ausência da sua mãe. Universal, simplesmente. Tenho mãe, mas desde o ano passado o meu pai se ausentou definitivamente da minha vida e diferentemente de você, não deixou tantas memórias que me acalentassem no futuro ou que eu pudesse contar aos filhos e netos que um dia eu possa vir a ter. já você pode se dar ao luxo de escolher várias muitas lembranças dela. Sorte sua. E quanto ao post, éééééé... cartas tramsmitem vida e acredito ser felizardo quem pode se corresponder com voc, desde que você não esteja vivendo uma daquelas infinitas angústias que você nos compartilhar diuturnamente.
AFE!
Vc é o que? Um psicanalista disfarçado que aparece aqui pra bizoiar o que escrevo? Não consigo saber se me fez elogios disfarçados de crítica, ou vice versa. Trunfa... tá bom.
Mas tá bonito o que falou, então, obrigada!
Quanto a ser menos passional... eu tento, mas não consigo. Sou passional, carente, bocuda, grossa, fico irritada fácil, choro com qualquer bobagem, sou angustiada permanentemente... Ainda bem que tem gente que me atura, apesar de ser chata. Aliás, ser chato não é privilégio meu. Pelo menos eu sou chata mas tenho algumas qualidades pra contrabalançar...
Falou?
;.)
pouts,
eu de vez em quando retomo uns contatos por cartas e postais, que se transformam em ótimos marcadores de livros, faço isso com fotos também.
Psicanalista não sou, talvez a senhora é que seja fácil de decifrar. Não, não tinha nada disfarçado de nada no que escrevi, esqueça esses vícios academicistas de querer achar sentidos ou mensagens no que se lê e apesar do fato de você ter achado o texto bonito me lisonjear, prefiro mais que você assimile dele alguns conselhos ali escritos, coisa que a senhora não fez, o que mostram as últimas linhas de sua resposta ao meu comentário, inclusive, agradeço a delicadeza de se importar tanto com o que escrevo, mas aproveite esse tempo para outras coisas, como por exemplo, estar com os pacientíssimos que você mesma disse que te aturam, pois "extremamente emocional " do jeito que você é, parece que só com eles, mesmo.
Amiga, manda seu endereço pra mim, que eu te mando um postal de Barra Mansa quando eu for lá. Queops é aquele maluco cabeludo que gosta MUITO de rockin roll e pega onda? Conheço. Heheheheheh... Concordo com você, amiga. A tal da carta é muito melhor do que o e-mail. Mas quando é por endereço terrestre, configura energias físicas... a gente coleciona "coisas".
Eu mesma já mandei uma carta para Peixinho cheia de anzóis dentro.
Beijo!
"Desconjumina", que bom vc por aqui... Sabe, eu leio as coisas lá no teu blogue e fico achando que vc deve ser um puta cara legal!
Kitty: manda sim, uai. Adoro cartas! E só assim pra eu conhecer Barra Mansa... ahahaha. Qto a Peixinho, ele mordeu a isca? ;.)
Sr. Trunfa... Acho que já sei quem o senhor é... Vou me abster de comentários, o sr. usa tudo que digo contra mim. Vou procurar algum chato bem chato que me ame e me ature, combinado?
Fala, amiga,
Adorei este post, me trouxe lindas recordações e me fez lembrar da caixinha com cartas, cartões, bilhetinhos que guardo como um tesouro.
Mesmo fissurada por e-mail, a verdade mesmo é que uma carta "palpável" é algo mais.
Agora, me diz uma coisa: que comentários são esses, hem? Acho um absurdo a falta de senso de pessoas que se arvoram no direito de sair julgando, criticando, condenando, comparando. Ser(á)humano?
Angelita,
Isso tá com cara de ser gente conhecida querendo me aperrear, mas eu vou descobrir quem é!
Meu sítio é um saco de gatos, um entra e sai de gente que nunca vi. Vem amigo, parente, conhecido, desconhecido; gente que chega porque eu chamei ou que viu o link por acaso na página de alguém e baixou por aqui; até gente que me acha no mecanismo de busca do Blogger...
Você vê, até um fã americano eu arrumei! Não me incomodo (muito) não.
Mudando de assunto: QUE DELÍCIA TER VOCÊ POR AQUI!
Um cheiro, minha flor. Domingo estamos no Rena?
"eu sou , eu sou"
(desconjumina, pulando no fundo da sala com a mão levantada)
AHAHAHA!
Um cheiro, menino. Queria saber teu nome. Ou não. Fico sempre achando que você é um amiguinho de Dani que eu conheci há uns dez anos, na época em que eu morei em SP e ele colecionava latinha de refrigerante, jogava rpg e comia kinderovo o dia todinho! Eitcha!
;.)
meu nome é bruno,
não sou o mesmo garoto que você conheceu, conheci o dani há 5 anos, na faculdade e até que joguei RPG, mas faz um tempão, kinderovo não gosto,
é muita surpresa pra minha cabeça
latinha, só de cerveja e vazia,
beijo grande
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