terça-feira, setembro 20, 2005


(...) Eterna é a flor que se fana
se soube florir
é o menino recém-nascido
antes que lhe dêem nome

e lhe comuniquem o sentimento do efêmero
é o gesto de enlaçar e beijar na visita do amor às almas
Eterno é tudo aquilo que vive uma fração de segundo
mas com tamanha intensidade que se petrifica

e nenhuma força o resgata
É minha mãe em mim que a estou pensando
de tanto que a perdi de não pensá-la (...)

(Carlos Drummond de Andrade)

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