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sábado, dezembro 29, 2007

domingo, dezembro 31, 2006

Salve 2007

De sua formosura
deixai-me que diga:
é belo como o coqueiro
que vence a areia marinha.
De sua formosura
deixai-me que diga:
belo como o avelós
contra o Agreste de cinza.
De sua formosura
deixai-me que diga:
belo como a palmatória
na caatinga sem saliva.
De sua formosura
deixai-me que diga:
é tão belo como um sim
numa sala negativa.
É tão belo como a soca
que o canavial multiplica.
Belo porque é uma porta
abrindo-se em mais saídas.
Belo como a última onda
que o fim do mar sempre adia.
É tão belo como as ondas
em sua adição infinita.
Belo porque tem do novo
a surpresa e a alegria.
Belo como a coisa nova
na prateleira até então vazia.
Como qualquer coisa nova
inaugurando o seu dia.
Ou como o caderno novo
quando a gente o principia.
E belo porque o novo
todo o velho contagia.
Belo porque corrompe
com sangue novo a anemia.
Infecciona a miséria
com vida nova e sadia.
Com oásis, o deserto,
com ventos, a calmaria.

(João Cabral de Melo Neto)

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Feliz 2007


Falta muita gente querida neste vídeo tosco, feito com as fotos que tinha em mãos; ainda assim, fico feliz de agradecer aos que aparecem, pela presença constante em minha vida.

quinta-feira, novembro 16, 2006

Ano novo chegando

Mandei a imagem acima pra Denise, do blog Síndrome de Estocolmo, pra participar de um mutirão de cartões de boas-festas. É um versinho de Renato Teixeira, de uma música chamada "Antônia". Desde já, feliz ano novo pra vocês!