segunda-feira, dezembro 05, 2005

The lady in red


Sábado tinha aniversário de uma amiga, Andréa. Marquei às dez, no Democráticos – um clube-salão-dançante lindo, lá na Lapa. Às nove começo a me preparar, e aí, a tristeza: nada serve. Acho que toda mulher já passou por cena semelhante e no meu caso, ela se agravou porque nada servia mesmo, porque eu engordei, e isso dá uma frustração tremenda. Voou roupa pra todo lado, e eu quase desisti de ir. Acabei pegando um vestido velho, no batente diário há mais de três anos. Aquele vestido que você não agüenta mais usar, que pode sair andando sozinho sem precisar de você como cabide. Mas é um vestido vermelho, e a gente não deve subestimar o poder da cor. Rumei pra Lapa, sozinha, passeando pela rua onde os travestis fazem ponto. Três malucos me abordaram no caminho, sendo o último um cara todo tronchinho, que grunhiu quando eu passei – “já não basta vir de vermelho, ainda bota esse batom?”. Subi rindo, dancei muito, e a noite acabou mais divertida (sem detalhes, epa!), e instrutiva. Serviu pra eu confirmar que os homens são bichos muito diferentes da gente. Eu tava preocupada de não caber na roupa nova. Mas basta usar vermelho, e passar batom. ;.)

3 comentários:

Kittyaboa disse...

Nega! Que saudades!! Vcs me abandonaram! Como foi lá na terrinha?
Baby, deixa o seu cabelo como tá! Tá maneiro! LIGA! To com saudades!
Beijocas!

Mariana Mesquita disse...

Hey, Kitty, como tá a dissertação? Cheiro!

Mariana Mesquita disse...

Não sabia, nem sabia... Foi aí que conheci Leo.