domingo, outubro 23, 2005

Parabéns

Eu tinha sete anos e reinava absoluta – ou quase – quando ela nasceu. Filha de um tio que eu adorava, primeira menina a disputar o título de queridinha na família. Ainda por cima, mal aprendeu a falar ela me botou logo o apelido de maria gordinha. Claro que eu odiava Dioninha! Acho até que foi um pouco por isso que, aos doze anos, tio Vadico me fez madrinha dela: pra eu achar aquela pirralha menos chata, menos encrenqueira.
Também não sei precisar quando foi que esse ciúme todo se transmutou em amor. E, ao longo da convivência, em afinidade e admiração – porque às vezes a gente ama simplesmente, gosta por gostar, mas não tem praticamente nada em comum com o outro.
Minha prima hoje é uma mulherona linda, que me faz encher a boca com orgulho, cada vez que falo dela - apesar de criar gatos que me dão alergia e de me roubar os paqueras (fazer o que, eles têm bom gosto, hehehe).
Di, minha fiada: quero ser igual a você, quando eu crescer! Feliz aniversário.

4 comentários:

Anônimo disse...

Maroca, que lindo, que bom receber estas palavras!!!
Não há como expressar o carinho que tenho por você, minha primona e madrinha que me fazia passar horas treinando minha caligrafia para ficar com a letra parecida com a sua...
Bem, a letra eu não sei (acho até que ficou meio parecida mesmo), mas vc é sempre um referencial em muitas coisas minhas...
Bjs com gosto de brigadeiro,
Dioninha

Anônimo disse...

Só para esclarecimento: eu treinava a caligrafia espontaneamente, incentivada única e exclusivamente pela admiração e carinho que sempre tive pela minha "maria gordinha" (não lembrava dessa não, até vc me contar! ahahah...)

Bjs

Mariana Mesquita disse...

Eu te amo, fiada!

Mariana Mesquita disse...

Essa história da letra que Dioninha admirava é engraçada: eu quando tinha uns 15 anos li uma matéria não sei onde, falando de grafologia. E minha letra, de acordo com a matéria, mostrava alguém infantil, inseguro, tímido, introspectivo e depressivo (coisa que sou, mas as pessoas não se dão conta).
Aí, de propósito, 'inventei' uma letra do jeito que eu achava que devia ser.
Coincidência ou não, foi na época em que entrei na faculdade e mudei bastante meu humor e modo de ser, me tornando a criatura mais comunicativa do universo...