quarta-feira, outubro 19, 2005

Ser humano sendo humano

Adoro Thais Façanha, médica e cabrocha sambeira, filha de Oxum com Xangô, mulher de coração grande. Pois hoje entrei na página dela e lá pelo meio de um post lindo, tava o trecho:
"...voltando às minhas histórias de ônibus, nesta última quinta, aconteceu uma que me fez lembrar bastante as que Maricota escreve em seu sítio... Ela sempre presenteia os leitores com crônicas reais que registram seres humanos sendo humanos, no sentido mais essencial da palavra. Essa moça tem um olhar diferente sobre o mundo, uma sensibilidade de arrepiar..."
Vixe, vou imprimir pra botar no currículo! Um beijo, minha linda. Boto aqui tua fotinha pra dizer que você é tudibom na face da Terra - e essa foto é especial, foi tirada por mim no dia em que a gente se conheceu e pra completar, você ainda botou minha famosa flor de guardanapo no cabelo!
Amigos, a história contada pela moça é linda, vão lá conferir. Thatá, seu relato me lembrou um 'causo' acontecido com minha mãe, que mostra como a gente não precisa de palavras pra se comunicar.
Mamãe viajou duas vezes pra Europa, sempre sozinha. Era diabética e precisava tomar injeções diárias de insulina. Um dia, sentou numa praça na Alemanha e quando estava injetando o treco na barriga, percebeu uma mulher de meia idade olhando horrorizada. Mamãe não falava inglês, tinha um francês até bom e um espanhol razoável, mas a mulher não falava nada disso. Que é que mamãe fez?, abriu um sorrisão e explicou que era diabética e não drogada (diabetes é uma palavra meio universal, e fazer mímica de drogado é moleza). A mulher riu, sentou junto, e foram conversar (!). Mamãe contou que era viúva, tinha quatro filhos, morava no Brasil. A dona falou que era casada, tinha um filho só e um netinho, mas que eles moravam longe. Juro a vocês, conversaram uns quinze minutos. Até que um casal japonês se aproximou sorridente, ofereceu uma maçã a minha mãe - porque "maçã é bom pra diabetes" - e apertou as mãos das duas.

2 comentários:

Thais Façanha disse...

Minha clona, você me emociona sempre!!!!!!!!!!!!!! Obrigada pela foto... Você está por trás (fotógrafa)e na prente (rosa)das lentes! Adorei ler as histórias de Maricota mãe... Parece coisa de filme mesmo... Um cheiro! Te adoro, amiga!

Mariana Mesquita disse...

Thatá, duas coisas:

1) A clona é vc, de que me serve ser mais velha se não for pra isso? Ou então, se preferir, digamos que sou um esboço de Deus...

2) Minha mãe não era Maricota, era Nagicina. Maricotas no mundo existem várias, Nagicinas só duas e não mais... Você gostaria de te-la conhecido.

Um beijão bem grande!