sábado, abril 26, 2008

Flores


Quando eu era pequena, no meu aniversário de sete anos, me deram flores e eu tive um acesso de choro. De lá pra cá, conto nos dedos as vezes em que recebi flores - não sei porque, mas foram poucas. Ontem fiz 35 anos, e ganhei um
buquê virtual que vou lembrar pra toda vida, com os olhos cheios d'água mas muita alegria no coração. Beijo, Ana, minha flor.

quarta-feira, março 26, 2008

Novo empreendimento


É com orgulho e prazer que apresentamos aos amigos nossa nova idéia maluca... Torcendo pra que dê certo. Beijos!

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

A nova paixão de Luiza


Esta menina tão pequenina quer ser bailarina
Não conhece nem dó nem ré,
mas sabe ficar na ponta do pé
Não conhece nem mi nem fá,
mas inclina o corpo para cá e para lá
Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os olhos e sorri
Roda, roda, roda com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.
Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.
Esta menina tão pequenina quer ser bailarina
Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir como as outras crianças

(Poema de Cecilia Meireles)

sábado, fevereiro 09, 2008

Tempo


Hoje Antonio fez quatro meses de nascido.

Hoje fez seis anos que minha mãe morreu.

Passei o dia inteiro com a sensação agridoce de que a vida escorre pelos dedos da gente - e não se consegue reter o que se vai, nem deter o que virá.

Como essa ausência faz falta!, mas olhando pra Luiza e Antonio, o processo dói mas faz sentido. E é bonito ver mamãe renascendo tão nitidamente nessas duas criaturas que não conheceram aquela que seria a avó favorita de ambos, mas que trazem um pouco dela nas células e no jeito de ser e estar no mundo...

Saudade


Olinda não vai ser a mesma sem o riso de França. Ontem eu chorei de saber que há quase quatro meses ele não está neste mundo - e eu não sabia. Tem gente que a gente não precisa encontrar, mas precisa saber que existe e que se tiver sorte vai esbarrar, aqui e acolá, nessas esquinas da vida.
Dançar com França. Ouvi-lo recitar Isadora. Dar um abraço apertado nele, olhando no olho bem fundo como a gente faz com quem não tem medo de mostrar a alma...
Vi esse menino três vezes nos últimos meses: quando soube que tinha tido alta do hospital, "vencido" a leucemia, e de repente passou todo de branco pelos Quatro Cantos, como uma aparição, e Olinda inteira banhou-se de luz. Quando Leo chegou do Rio e a gente foi ao forró do Xinxim, e eu pedi licença a meu namorido recém-chegado e parti pra uma contradança com meu amigo, porque dançar com França era uma espécie de ritual de compromisso com a alegria. E quando, de mãos dadas com Leo, já em agosto ou setembro e com uma barriga gigante, dei de cara com ele na UFPE e ele me deu um abraço e abençoou meu filho, com os olhos brilhando. Morreu uma semana depois que Antonio nasceu, e ainda que eu passasse anos sem encontrá-lo, a consciência de sua ausência dói dentro de mim.

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Folião



Antonio na web


Olha que gracinha meu filhote, na página de Marília, da Fuzuê, e também no blog de Jim, aqui e aqui. Ambos são amigos virtuais e sempre presentes em minha vida, e que conheci graças a este sítio...

sábado, dezembro 29, 2007

segunda-feira, dezembro 24, 2007

Feliz Natal!

my pimped pic!
Pois que reinaugurando essa criança
pensam os homens reinaugurar a sua vida
e começar novo caderno, fresco como o pão do dia;
pois que nestes dias a aventuraparece em ponto de vôo, e parece
que vão enfim poder explodir suas sementes:
que desta vez não perca esse caderno
sua atração núbil para o dente;
que o entusiasmo conserve vivas suas molas,
e possa enfim o ferro comer a ferrugem
o sim comer o não.
(João Cabral de Melo Neto)

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Comemoração

Há exatos dois anos, nós nos conhecemos. Hoje, estamos tão cansados e presos em casa, que nem fizemos nada especial. Ou, melhor dizendo, a coisa especial já está feita, e dormindo ali no berço...
De todo jeito, três de dezembro é um dia feliz pra gente e eu não poderia deixar de reafirmar essa alegria...

quinta-feira, novembro 22, 2007

Antonio, enfim


Sim, ele nasceu, e já tem mais de quarenta dias.

Eu devia ter passado aqui antes, mas o trabalho que ele dá, e a vontade de estar corujando esse menino, realmente não deixaram.

Leiam aqui como foi a espera...

Vejam aqui como foi a chegada...

Confiram como ele está fofo, nas fotos e vídeos dos links listados ao lado desta página.

Eu juro que não sabia que ia ser tão bom passar madrugadas em claro, olhando para um sorriso banguela.

quarta-feira, outubro 03, 2007

Fotolog

Esta é minha equipe médica "dos sonhos". Acima, da esquerda para a direita, Leila, Daniela e Melania. Abaixo, Thaysa, Leila (com Kael, filho de Thaysa, nos braços), Dan e Melania. Essa mulherada toda (!), mais Leo, devem estar presente no parto de Antonio: Leila e Melania são obstetras, Dan e Thay são doulas. Pensem, que vai ser uma festa.



segunda-feira, outubro 01, 2007

Felicidade


Não, essa foto não é minha - mostra o nascimento de Artur e Marina, filhotes de Andréa e de meu amigo Duda Teodósio, no último dia 26. Deixo aqui um cheiro bem grande pros quatro!

É tanta gente conhecida que está botando menino no mundo, que começo a acreditar na superstição chinesa sobre 2007 ser o "ano do porco", propício à fertilidade...

Enquanto isso, meu bacurinho faz doce e mistério sobre a hora de vir ao mundo: a mãe de primeira viagem sente coisas, alarmes falsos, e ele continua no bem-bom, quentinho e protegido. De bobo, não tem nada!

domingo, setembro 23, 2007

A busca

Preciso de uma empregada para me ajudar, e há três meses que procuro. Não pode dormir em casa, porque aqui não tem espaço. Não pode morar longe, porque além do alto custo das passagens, como trabalho à noite, ela vai precisar ficar com Antonio até tarde, vários dias por semana, e a maioria dos ônibus de Recife só circula até 22h. Não precisa ser nenhum ás na cozinha nem craque na arrumação, mas tem que gostar muito de criança e estar disposta a respeitar e cumprir minhas decisões a respeito do meu filho.

Semana passada, veio uma candidata.

Janaína, dezenove anos (ui). Já tomou conta de vários sobrinhos e dos meninos da vizinhança, mas nunca trabalhou em lugar nenhum. Não tem carteira, nunca tirou, e não se incomoda se eu assinar ou não (tou fora). Fala como uma matraca, a 78 rpm. As unhas vermelhas têm uns dez centímetros de comprimento. Compareceu à "entrevista" de short curto e blusa decotadíssima, com o material quase todo de fora (Antonio provavelmente iria apreciar, mas Leo não gostou). Esperou Leo se retirar (impaciente com tanta falação) para me explicar que ainda não teve filhos porque toma pílula desde os 13 anos e por isso as tetas assim, salientes (?). Pode trabalhar todos os dias, de manhã, de tarde e à noite, sem folga se for o caso (ahã). Gosta muito de crianças, mas elas têm que ser bem treinadas desde pequenas e assim EU TENHO que comprar desde já um quadrado (cercadinho) para acostumar Antonio a ficar sozinho e quieto, sempre. Nada de pegar criança no braço, bebê tem que ser criado sem frescura, o primo dela come feijão desde os três meses.
Depois que saiu, disse à colega que tinha dado a dica do emprego que EU TENHO que comprar um quadrado (fiquei só pensando que, no mínimo, Antonio iria chorar quatro horas diárias seguidas, quando ela estivesse sozinha e completamente responsável por ele) e que está procurando vaga como vendedora no shopping aqui perto, e que assim que a vaga saísse, iria me dar um pé na bunda.

Cheguei a combinar que começaria amanhã, mas depois juntamos nossas impressões e o resumo não deu em boa coisa.

Leo não a quis.

Eu não a quero.

Estamos tão felizes de continuarmos sozinhos...

segunda-feira, setembro 17, 2007




Baixou a revolta em mim, nestes últimos dias: depois de meses sendo enrolada, sofrendo, e faltando apenas quatro semanas pra o nenê nascer, larguei a terceira médica consecutiva do meu plano de saúde fuleiro. Motivo: há semanas ela vinha me torturando, tentando encontrar uma doença que justificasse a cesariana eletiva / prévia que queria realizar em mim.


Só Deus sabe como não fiquei me sentindo uma doente terminal, ao longo desse processo. O "diagnóstico" é que estou com diabetes gestacional (embora como filha de diabética eu saiba interpretar um exame e meu índice de glicose tenha ficado sempre em torno dos 75, quando o normal é de 60 a 130) e também hipertensa (tirando um pico de pressão 15x9 plenamente justificável, nunca vou além dos 12x8). Ainda assim, para me "acompanhar" a contento, ela passou umas dez ultrassonografias (que mostram o filhote saudabilíssimo e encaixadinho à esquerda, pronto pra nascer sem problemas, mas que precisam ser autorizadas uma a uma na central do plano de saúde, e isso é um saco), solicitou parecer especializado (me obrigando a ser acompanhada por um cardiologista que me recebeu, disse que estou ótima e não recomendou nenhuma outra atitude/atividade, muito menos remédio) e passou "apenas" cinco perfis glicêmicos (ou seja, por cinco vezes fui furada em jejum, depois do café, depois do almoço e após o jantar, sem nenhuma necessidade).


Na última consulta, usou esses "dados científicos" pra justificar a necessidade de marcar uma cesárea de urgência (!), já esta semana, sem se importar sequer se Antonio ia nascer ou não prematuro. Claro que não podia ser no fim de semana, afinal médico também é ser humano e só deve trabalhar nos horários convenientes a ele. Claro que não podia ser no hospital melhor, que fica longe de minha casa - a cirurgia tinha de ser no mais próximo e mal-falado, com alto índice de infecção hospitalar, porque assim era melhor pra ela... Claro, claro. Perfeitamente compreensível. Eu só preferia que ela fosse sincera e confessasse, de repente, que meu plano paga mal e ela não queria perder tempo me atendendo de madrugada, por exemplo. Que ganha na quantidade de mulheres que atende diariamente. Que em Recife, 95% dos partos realizados em hospitais privados são cesarianas. Que o Ministério Público está realizando esta semana uma audiência pública para investigar o fato escandaloso de que no Brasil, fora do SUS, mais de 80% dos partos realizados são cesáreas, contra o máximo de 10% preconizado como realmente necessário pela Organização Mundial de Saúde.


Fiquei com tanta raiva que acabei recorrendo à médica particular que me tinha sido recomendada desde sempre, e que o liseu e a vontade de usar os recursos do plano de saúde não me permitiam utilizar. Ela deu desconto na consulta, combinou de parcelar os honorários em zentas vezes, e agora meu filhote pode nascer no dia em que quiser, e se Deus quiser, de parto normal.


Ainda estou meio abismada com a reação das pessoas a meu "radicalismo" (a maior parte das futuras mamães prefere fazer cesárea direto, sem qualquer indicação, e acha que essa preocupação é frescura minha). mas eu não tenho a menor vontade de fazer uma cirurgia de grande porte sem necessidade, e é isso que esta cesárea ia ser - ainda mais se fosse pra meu filho nascer já, cheio de possíveis mazelas por ser tirado da barriga fora do tempo.


A equipe médica que está me atendendo agora é tudo de bom: Leila Katz e Melania Amorim, e mais uma doula, Dan Gayoso. Sonho de consumo total. Já escrevi meu plano de parto e estou tranquila e feliz. Não me perguntem quando meu filhote nasce, porque agora quem decide é ele. Tem até 20/10 pra se desenvolver bastante e resolver qual é a boa hora.


quarta-feira, agosto 29, 2007

Oito meses


Pra os que reclamavam da ausência de fotos, segue este link aqui ... A previsão de nascimento é no início de outubro, e o monstrinho não pára de pular, principalmente à noite. Acho que vai gostar de raves, capoeira ou bungee-jump.

terça-feira, agosto 21, 2007

Matéria na Continente Multicultural


Nas bancas, o último exemplar da revista Continente Multicultural, que traz uma matéria sobre Mestre Salustiano - escrita por Samarone Lima e com duas páginas citando esta blogueira que vos fala.

sexta-feira, agosto 10, 2007

Dica infantil

Ando cascavilhando coisas, e descobri este blog maravilhoso, onde a gente pode baixar tudo que é tipo de música infantil - de Henri Salvador a Mara Maravilha. Vale a pena visitar, já comecei a coleção de Antonio...

quarta-feira, agosto 08, 2007

Mais uma de ônibus


Estou bem distraída, voltando com Leo do obstetra, quando ouço a pérola: "Ah, eu não pude sair porque precisei ajudar minha mãe. Ela fez uma vasectomia ontem". Olhei pra trás no mesmo instante, contendo o riso ao me deparar com um grupinho de três adolescentes de uns 11, 12 anos. O filho do fenômeno ainda completou: "Coitada, ela passou o dia todo dormindo. Vocês sabem que vasectomia deixa a gente mole, não é?"

quinta-feira, agosto 02, 2007

Videozinho


Uma das coisas que se devem tolerar nas grávidas e mães em geral é a corujice, e eu preciso exercitar a minha. Taí uma "fotinha" do bacuri... Nariz de batatinha e bochechão não me impedem de achá-lo lindo e de "assassinar" a Nação Zumbi neste videozinho disponível no You Tube...