Este é meu sítio, onde espero plantar e colher coisas boas. Desde abril de 2005, tenho postado minhas besteirinhas aqui, sem ordem cronológica nem temática - mais ou menos um baú de quinquilharias. Fique à vontade e me dê um alô... PS- Os posts são arquivados por semana. Se quiser olhar os antigos, tem os links lá embaixo, mês a mês.
domingo, outubro 23, 2005
Parabéns
Eu tinha sete anos e reinava absoluta – ou quase – quando ela nasceu. Filha de um tio que eu adorava, primeira menina a disputar o título de queridinha na família. Ainda por cima, mal aprendeu a falar ela me botou logo o apelido de maria gordinha. Claro que eu odiava Dioninha! Acho até que foi um pouco por isso que, aos doze anos, tio Vadico me fez madrinha dela: pra eu achar aquela pirralha menos chata, menos encrenqueira.sábado, outubro 22, 2005
sexta-feira, outubro 21, 2005
Diário de um apaixonado (sintomas de um bem incurável) - continuação
O apaixonado não deixa seu par terminar de falar. Ele interrompe e vive pedindo desculpas.* * *
Quer agradar a qualquer custo. Pode inclusive negar sua personalidade para convencer. O problema é que a mulher pode se apaixonar por outro que não é ele. Das duas uma: ele será obrigado a assumir o papel a vida inteira ou será desmascarado ao assistir futebol.
* * *
O apaixonado cisca o prato em jantares românticos, não põe uma vírgula na boca. Aliás, por que os apaixonados saem para jantar se não comem nada? Eles passam a imagem de educados e contidos na hora para assaltar a geladeira de madrugada.
* * *
O apaixonado esperando no cinema ou no bar queima como um incenso. Não há como disfarçar seu perfume exagerado.
* * *
Quando o apaixonado diz uma frase de efeito, repete duas ou três vezes até provocar impacto (ou tédio).
* * *
O estômago pode ficar embrulhado, mas ele não tem direito a ir no banheiro. Todo apaixonado sofre de prisão de ventre.
* * *
O apaixonado é o maior fazedor de escândalos que existe. Cobra o que ainda nem começou.
* * *
A paixão - platônica ou não - prova que a realidade não faz a menor diferença.
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O apaixonado infantiliza a linguagem, carrega no diminutivo, dá apelidos ridículos e usa expressões de casa de bonecas.
* * *
Ciúme é charme para o apaixonado. Depois de casado, é doença.
* * *
O apaixonado jamais usa pijama para dormir.
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Calcinha cor de pele está fora de cogitação. É reencontrar a avó entre as pernas.
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O apaixonado gagueja quando tenta consertar uma grosseria.
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O apaixonado só gosta de reprises.
(Autor: Carpinejar)
quinta-feira, outubro 20, 2005
Diário de um Apaixonado - Sintomas de um Bem Incurável






quarta-feira, outubro 19, 2005
Todo amor que houver nessa vida...

"Mari, assim vc mata minha esposa do coração! Ela ficou super emocionada com que vc escreveu no Sítio da Maricota. Até os olhos dela marejaram após ter lido o seu texto. Mas a verdade é que ela é um orgulho para todos nós; uma pessoa que é difícil não se apaixonar, que merece receber esse tipo de homenagem e muito mais, por tudo que ela faz. Estou te agradecendo pelas palavras na qual vc descreveu tão bem as ações dela, tanto profissionais como afetivas.
Aproveito para dizer que independente de tudo que foi escrito, nós te amamos muito e saiba que, no que precisar estaremos aqui. Assim como Dadá, você é uma pessoa belíssima. É doce, gentil, simpática, inteligente,bonita (fisicamente também) e outros adjetivos meigos, bondosos e gentis. Já disse uma vez que vc é tão minha irmã quanto Isaar e Auristela, por exemplo.
Tá bom, essa mensagem tá ficando muito melosa.
Muitos beijos e te amamos muito. Rilton"
Ser humano sendo humano


Fome de quê?

Apetite

terça-feira, outubro 18, 2005
Dadá escreve pra mim
Falar da emoção que senti ao ler teu texto no blog é pouco, ou desnecessário, você bem sabe o quanto te acho especial e te admiro por essa intimidade tão grande com as palavras. A impressão que tenho é que vcs têm uma ligação fortíssima, na verdade são uma só. Obrigada pela linda amizade que temos e que tenho certeza nunca se acabará, nem com o tempo e muito menos com a distância. Beijos, que Deus, todos os astros, espíritos protetores te protejam e cuidem de ti no meu lugar, já que estou tão longe.
Aniversário de Gabriel
Ternura

segunda-feira, outubro 17, 2005
Dia dos professores
(Estes não são alunos dela - espero que tenham a sorte de ter uma professora parecida)Dadá tem duas turmas. Uma, num colégio particular do Recife, que apesar de pagar mal aos funcionários já foi premiado pela metodologia inovadora de alfabetização, sendo considerado exemplo em construtivismo, novas perspectivas de educação e outros bichos. A outra turma é num colégio pobrezinho, da Prefeitura, para onde ela foi concursada há cerca de dois anos.
Eu ainda morava no Recife quando ela começou a trabalhar nessa escola. Parecia um furacão. A primeira providência foi fazer uma campanha com os amigos, providenciando escovas de dente para distribuir entre os alunos: alguns nunca tinham escovado os dentes (!), outros dividiam a escova com o restante da família (!), a maioria esmagadora não trocava a dita cuja há vários meses.
Pois semana passada liguei pra ela, que me contou as boas novas: vai construir uma horta, e estava organizando uma visita à Bienal do Livro, em Olinda (cá comigo, fiquei pensando: que merda, não vão ter dinheiro pra comprar nem um exemplarzinho, do jeito que livro é caro neste país).
(Meia noite)

No new years's day to celebrate
no chocolate covered candy hearts to give away
no first of spring, no song to sing
in fact here's just another ordinary day
No April rain, no flowers bloom
no wedding saturday within the month of June
But what it is
Is something true
Made up of these three words that I must say to you
I just called to say I love you
I just called to say how much I care
I just called to say I love you
And I mean it from the bottom of my heart
No summer's high, no warm July
No harvest moon to light one tender August night
No autumn breeze, no falling leaves
Not even time for birds to fly to southern skies
No libra sun, no Halloween
No giving thanks to all the Christmas joy you bring
But what it is
Though old so new
To fill your heart like no three words
Could ever do
I just called to say I love you
I just called to say how much I care
I just called to say I love you
And I mean it from the bottom of my heart
domingo, outubro 16, 2005
Sobrinhada
de Beatriz, filhota de Juscélio, lá em Fortaleza;
de Thiago, filho de Dudah, lá em Salvador;
e de Pedro, filho de Aline e Marco, que já fez três meses e mora aqui pertinho - mas eu, desnaturada, ainda não fui visitar!
Show do Cordel
Eles cantaram de tudo, até minhas favoritas - Pedrinha, Os Oim do Meu Amor, Poeira e Na Veia - mas quando começaram Chover, foi demais pra mim: no meio do povo pulando, de repente lá tinha uma nordestina chorando, desmamada da vida... Da lágrima rolar, sem controle.
O sabiá no sertãoQuando canta me comove
Passa três meses cantando
E sem cantar passa nove
Porque tem a obrigação
De só cantar quando chove
Chover, chover
Valei-me Ciço o que posso fazer
Chover, chover
Um terço pesado pra chuva descer
Chover, chover
Até Maria deixou de moer
Chover, chover
Banzo Batista, bagaço e banguê
Chover, chover
Cego Aderaldo peleja pra ver
(...)
Pela Itapemirim
Pois mesmo perto do fim
Nosso sertão tem melhora
O céu tá calado agora
Mas vai dar cada trovão
De escapulir torrão
De paredão de tapera
Bombo trovejou a chuva choveu
Choveu, choveu
Lula Calixto virando Mateus
Choveu, choveu
O bucho cheio de tudo que deu
Choveu, choveu
suor e canseira depois que comeu
Choveu, choveu
Zabumba zunindo no colo de Deus
...
sábado, outubro 15, 2005
Minha casinha
Acima, a entrada da minha casa. Não dá pra ver porque não tenho ângulo pra fotografar, mas à esquerda ficam as portas da cozinha, logo que abro a casa, e em seguida a do banheiro. A cozinha é tão mínima que mal dá uma pessoa em pé dentro, logo, a geladeira fica na sala, como vocês podem ver. Esse quadro do corredor foi meu primo Pepê quem me deu de presente.
Esta é minha cama. Não se enganem: é mínima, mas se abre e multiplica e dá lugar para até três pessoas dormirem superconfortavelmente. Atentem para as caixinhas porta-cd que trouxe de Recife. Aquele 'troço' colorido à direita é um origami de borboletas "brancas, azuis, amarelas e pretas" que Eva fez pra mim.
Talismã 1: ursinho que Virgínia me deu de presente.
Outra visão do quarto-sala: minha cama, geladeira, tv e som. Ao fundo, armário com uma fantasia de carnaval no topo. Eitcha!!!
Meu computador, onde estou escrevendo. Este espelho vermelho lindo-lindo, com moldura de rosas, foi presente de Bettina. Um luxo!, me sinto a dona do cabaré.
Mais à esquerda, estante com um mínimo de livros e minha coleção de tatus.
Mais talismãs: bruxinha que tia Cristina deu, gordinha que pertenceu a Antonio Carlos e, abaixo, minha boneca Emília, que está comigo desde que tenho cinco anos e cuja história merece ser contada, qualquer dia desses...
Os livros são poucos, não pude trazer muita coisa. A maioria está encaixotada, em Recife, junto com móveis e outros cacarecos.
Minha imprescindível máquina de lavar quase toma o banheiro inteiro! Trouxe de Recife, junto com a geladeira. Tive que comprar transformador, uó. O varal é suspenso, armado dentro do box do chuveiro. Na porta, não dá pra ver, mas tem uma tábua de passar pendurada.
Detalhe da minha pia, com a cortininha de banheiro de florzinhas ao fundo. Andei que só pelo Saara, até achar uma que gostasse! Em cima da pia, vocês não vêem, mas tem uma saboneteira em forma de sapo. Ô, mulher brega. E minha colônia Johnson de que gosto tanto.
Minha cozinha, minúscula e interditada. Em cima do meu saudoso fogãozinho bege, o forninho elétrico que minha amiga Ticia emprestou. Aí não cabe nem pensamento, a gente entra de banda no cubículo! Abaixo, só na vontade: porta-temperinhos que comprei, pensando que poderia cozinhar. O gás continua cortado, só em janeiro deve acabar a obra.




