terça-feira, março 07, 2006

Desassombro


Imaginassem as amendoeiras
que estamos em pleno outono.
Vestem-se como.

Púrpura, ouro,
estão perfeitas como estão:
erradas.

Pudesse um poema, um amor,
pudesse qualquer esperança
viver assim o engano:

beleza, beleza,
beleza,
mais nada.


Eucanaã Ferraz (roubado de Dé)

domingo, março 05, 2006

Morta viva


Meu Deus, como tou horrorosa! Essa foto aí foi tirada no aniversário de Martinha, na última sexta, depois que cheguei adoidada de Caruaru, onde fui dar aula. Um repuxo! Posto ela aqui porque reflete bem o momento agoniado que ando vivendo. Quando vim pra Recife, trouxe trabalho acumulado (frila pra fazer e artigo do doutorado pra escrever) e não imaginava encontrar serviço assim, de cara. Mas arrumei. Aula toda noite. E aí tenho tido que me virar em mil, achar jeito de escrever sem ter acesso a computador, e ao mesmo tempo fazer minha mudança... Inferno.
Ontem consegui terminar minha última grande pendência e estou mais aliviada. Mas a semana do carnaval parece que foi pior que nunca: na sexta, fui instalar meu pc e burramente não prestei atenção no estabilizador, que vinha preparado pra voltagem do Rio. Resultado: queimei a fonte do bicho, e na hora pensei ter perdido mais coisa. Fumaçou e o escambau. Aí tive que correr atrás de técnico, bem na hora em que ia pegar o ônibus pra Caruaru. Inferno! Cheguei lá, não teve aula, mas precisei ficar "na função" das 16h às 0h, que é a hora que chego de volta a Recife. No sábado um bom samaritano foi olhar o bicho, e passei o dia tentando achar uma loja que estivesse aberta, em pleno dia do Galo da Madrugada. Paguei o triplo do preço, comprei uma fonte, no domingo à tarde o rapaz foi lá e eu achei que como filha de Deus merecia dar uma espiada na festa - que amo, e não tinha curtido nada... Pois bem: fui, foi bom, mas teve briga na rua e peguei uma gripe. Ah-ham. Só na quarta me senti melhorzinha e fui escrever o bendito artigo, que tinha amanhã como prazo irrevogável (terminei ontem, como disse. Afe, ufa!).
Na quinta, completamente lisa, fui à Caixa Econômica tentar trocar um cheque que recebi. Duas horas na fila. Na hora de pagar, o filha da puta do caixa resolveu contar todo o dinheiro que tinha na gaveta. Três vezes. Saí de lá bufando e, quando cheguei ao ponto do ônibus da faculdade, ele estava dobrando a esquina. Peguei o primeiro táxi que passou (mas demorou a passar) e persegui o ônibus até gastar os R$ 50 que tinha em mãos (e ainda fiquei devendo R$ 20 a um taxista não muito feliz). Na sexta, dia de receber, meu contracheque não saiu. Estou pensando seriamente em tomar um banho de arruda! Dá pra entender a minha cara na foto, agora?
Bom, pelo menos estou de volta à minha casinha, embora lá ainda não tenha acesso à internet. Dormindo meio cercada de caixotes, mas no meu espaço, e isso é uma delícia de se saber... No meio de tanta confusão, não tenho conseguido atualizar o blogue mas, quando dá, espio os recadinhos - e fico sempre feliz de me sentir visitada e querida. Acho que minha vida se normaliza dentro dos próximos quinze dias. E aí o fluxo aqui, certamente, também. Beijos pra vocês...

Um cheiro pra Leo


Quinta feira foi aniversário dele, e eu aqui tão longe. Deixo aqui meu beijo pra esse menino grande e maluco, que tem um sorriso maior que ele. Gosto de tu, viu? Muito, muito. Tou morrendo de saudade de você.

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

A coisa mais linda que vem e que passa num doce balanço a caminho do mar...

Essa (vocês sabem!) é Luiza, em fotos tiradas no fim de semana que passou em Pitimbu, com os pais, Gabriel e Regina, e os tios e avós maternos. Eu sou coruja sim, mas não sou cega, ela tá muito linda! Confiram minha fofa.

Esse gostar de praia é de família - que o digam Pepê e Manolo, surfistas de carteirinha; Gabriel, que adorava pescar de arpão e caçar lagosta; minha mamãezinha, que nadava comigo no bucho no alto mar de Boa Viagem até dias antes de dar à luz; e esta que vos fala, que só desistiu de ser afoita após essa leva de tubarões assolando a costa pernambucana. Quando eu era menina, era queimadíssima de sol e a brincadeira legal era ficar nadando de barco em barco, na praia de Candeias, pegando jacaré e arrancando os ouriços dos recifes de coral, ou então construindo na areia castelos imensos ou pessoas esquisitas com cabelo de sargaço e olhos de marisco.

sábado, fevereiro 11, 2006

Se?

Sentimentozinho de alegria triste, de culpa. Saiu o resultado do concurso do Incra, para o qual eu não tive a capacidade de estudar uma linha. Uma vaga para Recife, fiquei em terceiro lugar. Na minha frente, uma moça desconhecida e meu amigo Tarta.

Pior foi o jeito que eu fiquei sabendo: na fila pra Trashdance, pro show de Luiz Caldas (!!!). Ele e Cecília vieram me cumprimentar e eu, com a maior cara de bunda, nem aí. Foi quando realizaram que, apesar de ter pago e participado, eu não tava nem aí pra ir atrás do resultado. Que vergonha, que vergonha, eu sou lesa assim mesmo.
A vaga é uma só e eu dificilmente devo entrar. O castigo é o mesmo de sempre: a tortura de ficar pensando - e se eu tivesse estudado?


sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Meu próximo sobrinho


Ele (ou ela) tá no bucho de Dadá. Vai se chamar Ana Beatriz, se for menina. Ou Ailton, que nem o avô, pai de Rilton, se for menino. E eu tou babando previamente porque, além de tia, serei a madrinha dessa figurinha que já se mexe e faz presente em nossas vidas.

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Variações sobre o mesmo tema


Duas frases lindas tiradas de dois textos lindos, e que eu quis partilhar com vocês:

Amigo é o que fica depois da ressaca (
Fabrício Carpinejar)

O que sobra das derrotas é a vida (
Samarone Lima)


(Não deixem de ler os textos na íntegra, clicando nos nomes dos rapazes!)

"Fotolog"

Esta é Janine, de Curitiba; amiga virtual que virou real. Está segurando meu "filho"... Espero que ela goste do bichinho, e me dê retorno dizendo o que achou. Beijo, querida!
PS- Dona Fá, também preparei um kit pra você; ainda não mandei porque vai uma surpresa extra (que é surpresa, não digo o que é!) e eu ando tão doida no mundo, que ainda não dei conta de preparar tudo. Muito legal saber que se pode fazer presente e importante na vida de outra pessoa, sem jamais ter estado na presença dela, não é?

Linda da titia




Esse vestidinho verde, que quase nem cabe nela, foi comprado em Caruaru anteontem, comemorando minha contratação. Vejam só a bibinha como tá linda!

É impressão, ou parece?

Mariana, 1973


Luiza, 2006

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Alegria

Ontem fui contratada para dar aulas numa segunda faculdade, o que fecha meu horário: vou trabalhar à noite, diariamente, de segunda a sexta, e ficar com o dia livre para frilas, para iniciar (finalmente!) minha pesquisa e, se Deus quiser, para viver.

Isso me deixa tranquila, pois meu maior receio ao regressar para Recife era ficar sem trabalho.

Coincidência ou não, o lugar que vou ocupar era de Florilton. No dia em que escrevi sobre ele, me telefonaram da faculdade, e ontem fui lá participar da banca. Nervosa, até porque estou sem meus livros (ainda em trânsito, entre o Rio e Recife). Mas deu tudo certo, graças a meus amigos Sérgio e Antônio, a quem aporrinhei bastante... e que, não por coincidência, eram amigos de Flô. Pensei nele, quando estava lá. Achei bonito, os alunos já rebatizaram o DCE da faculdade com o nome dele. Senti as pessoas chocadas com a brutalidade que é o falecimento de um jovem de 30 anos, por mais que ele tenha morrido feliz, após realizar um sonho...

Mas não quero falar de tristeza aqui: eu estou muito feliz. E me diverti pra caramba ontem, até conseguir chegar na faculdade. Durante o período letivo eles têm um ônibus gratuito próprio, para servir aos professores; mas ontem eu tive que ir by myself. Peguei dois ônibus, metrô, depois um ônibus intermunicipal (ela fica em Caruaru, a 1h30 de distância de Recife). Chegando lá, a orientação era pegar um táxi, "mais ou menos R$ 20". Ora, R$ 18 é a passagem Recife-Caruaru!, achei desaforo e peguei... um mototáxi, a R$ 3 - meio de transporte comuníssimo no interior, mas eu fui com um certo medo, pois só tinha andado de moto uma vez. Lá, depois do processo todo (banca, entrevista, departamento pessoal...), teria que pegar um táxi até a rodoviária e lá, a condução para Recife, mas peguei dois ônibus locais e na rodoviária, embarquei numa "lotação" que por R$ 25 me deixou na porta de casa, em Setúbal. Faltou só andar de jegue e de bicicleta. Pra completar, conheci uma figuraça na "lotação" de volta - uma moça chamada Katherine, que faz esse trajeto diário e que pegou meu telefone, pra gente gargalhar mais vezes juntas.

Juízo, hein? Ê, vida.

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Programa Quintal


Sábado foi minha última entrevista sobre o livro, no Programa Quintal (Rádio Folha). Ri muito com Catarina e Karlilian e falei sobre meu trabalho. Já tou quase ficando acostumada (ainda é difícil falar, principalmente se for na televisão, mas tou me desenrolando). Fica aí um registro pra vocês. Tem uma imagem parecida no fotolog delas. O tragicômico é que eu fui com uma roupa velha e largada, crente que não ia aparecer. Aí, quando eu vejo, sacam a máquina... É o vestidinho vermelho fazendo história! Hahahaha.

domingo, fevereiro 05, 2006

Ádrea manda mais fotos...

Estas são algumas das fotos do churrasco de despedida, no meu último fim de semana no Rio de Janeiro. Foi na casa de Ruani, essa lindona simpática de cor de rosa. Fica em Santa Teresa. Dia pra rir muito, reunir amigos que até então não se conheciam, e já ficar com saudade prévia!
Para conferir mais imagens desse dia, clique aqui.

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Fatumbi

Deixo aqui uma flor para Florilton, que eu só conheci de fama, por ser amigo de tantos amigos - e como reza a lei da matemática, quem gosta de quem eu gosto, merece o meu gostar. Sei que era engraçado, competente e um ótimo jornalista. Vinha torcendo por ele desde que soube estava internado num hospital, após voltar da África debilitado, depois de uma viagem de safári antropológico que ele, fã de Pierre Verger, resolveu fazer. Ouvi os boatos mais loucos, de que pegou uma doença tropical fulminante, que estava na quarentena. Ouvi que já vinha com os pulmões meio ruins e o clima lá foi fatal. Não sei, não quero saber.
Me impressiona que tenha partido justamente ontem, dia de Iemanjá. Espero que como Verger ele tenha renascido no Ifá, que tenha encontrado algo de belo e importante nesta viagem. Que leve com ele o carinho de muita gente que o amava. Que leve a minha rosa branca e a minha promessa de que se existirem outras vidas, e a gente um dia se cruzar, não vou perder a chance de me fazer sua amiga.

Feira 'dos Paraíbas'

Chegaram hoje as primeiras fotos, justo quando começo a sentir mais saudade - e aí elas funcionam como faca de dois gumes, atenuando e atiçando minha vontade de estar com gente de que gosto MUITO. Não contei pra vocês, mas os últimos dias no Rio foram infernais, tentando finalizar trabalhos e embalar minha mudança (tadinho de Leo, que foi quem mais me suportou, num sentido duplo e óbvio).

Na sexta-feira, que era feriado (dia de São Sebastião, padroeiro do Rio), fui com ele à feira de São Cristóvão, acertar os últimos detalhes na transportadora (essa é outra longa história, fiz inúmeras cotações de preço e para trazer de lá uma geladeira, uma máquina de lavar, uma tevê, um sofá-cama e dez caixas de trecos, me pediram de R$ oito mil - sim, oito mil!- até os R$ 900 em que acabei morrendo, contrariada). Claro que, já estando lá, e morrendo de fome, chamamos a Diaba e a Diabinha pra nos fazerem companhia. Eram quase três da tarde quando sentamos numa barraca, comemos uma galinha à cabidela borrachenta e horrorosa, e Ádrea e Jade chegaram por lá - a mãe com uma máquina digital na mão, a filha com um riso empoleirado na cara.

Minha primeira providência como deseducadora foi aproveitar uma distração da Diaba e passar R$ 10 pra Diabinha - "é nosso segredo, é pra você comprar o que quiser". Isso melhorou bastante o humor e a disposição da criatura, que apesar de gente boníssima tem apenas seis anos e odeia programa de adulto, ainda mais quando inventam de beber cerveja que nem Leo faz. E começaram as compras: ... um passarinho azul e pulador a R$ 2...

...dez minutos de cama elástica... ....potes de sorvete de açaí (ela é do Pará, dá pra notar?) e um pintinho de corda. Jade é o cão em figura de gente e logo nos mostrou que sabe usar os recursos da máquina digital melhor que qualquer adulto. Quando, me digam, a gente ia descobrir essa moldura brega-mimosa de florzinhas, que ela fez o favor de inserir em todas as fotos que bateu?

Mas a parte mais engraçada do dia foi quando já estávamos indo embora. Ouvimos uns gritos horríveis, como um porco que estivesse sendo sacrificado, uma coisa pavorosa e indescritível. Aí, percebemos que era uma pessoa cantando. Não resistimos e fomos ver a cara de tal criatura. Era essa aí: Se vocês estão achando a roupa dela engraçada, é porque não viram o sapato da moça - alto, e de oncinha! Uma coisa! Quando entramos no recinto do karaokê, a garçonete veio correndo com um olhar de súplica e falou: "Por favor, ajudem meus ouvidos, ela é uma ótima cliente, mas da última vez que veio aqui botou 30 fichas na máquina!" Hahaha. Diante do pedido, cada um se sentiu obrigado a cantar uma música. O problema é que a cantora acima não podia esperar quatro pessoas passarem à frente dela, e enfiava as próprias fichas correndo, na hora em que a gente ainda estava de microfone na mão.

Teve um momento em que os trinados ficaram piores e Jade arregalou os olhos, soltando a melhor do dia: "MÃE! Vamos embora, que meus olhos vão estourar! Essa mulher vai destruir a camada de ozônio!"

Por fim, pra alegria da artista que ficou com a máquina só pra ela, nós fomos embora mesmo. No carro, fui tentar imitar os zurros que ela dava, e a mulher que dirigia o automóvel de junto quase bate (cena hilária, juro por Deus). A última visita a São Cristóvão foi um jeito legal de me despedir de um pedacinho do Rio, e as fotos estão aí como testemunhas! Falta só a Diaba me mandar as restantes (surpresa, só falo delas na hora de postar). Beijo, Jade! Beijo, Ádrea! Beijo, Leo! Saudade enorme de vocês.

sexta-feira, janeiro 27, 2006

A grande noite

Quem estava lá sabe, e viu como eu estava feliz! Meu livro foi lançado na quarta, dia 25 de janeiro, na Livraria Cultura, em Recife (confiram as fotos aqui). Mas desde a terça que estou numa badalação só: dei entrevista pra Globo, pra TV Universitária (que retransmite a TVE e a Cultura, aqui em Pernambuco), saiu matéria impressa nos jornais, ontem falei na rádio, o escambau, tô chique no úrtimo, e até com assessor de imprensa!, um cabra lindo e gente boa chamado Marcelo, meu mais recente amigo.
A noite da quarta foi mágica, chorei feito doida ao microfone: não dava pra controlar a emoção, era tempo demais esperando por este momento. E se eu estava alegre por ver tanta gente querida reunida, sentia falta de vários seres amados que já não estão comigo neste mundo, e que com certeza estariam lá, orgulhosos, na primeira fila me aplaudindo.
Mais de uma pessoa veio me dizer que eu estava iluminada, radiante, e é esse o termo mesmo, alegria grande a gente sente de longe e transmite pra quem nos cerca. Não vou citar aqui quem foi lá, porque muitos estavam só em pensamento mas estiveram presentes; outros mal me cumprimentaram, mas eu pude sentir a torcida... Não quero correr o risco de omitir ninguém... Só sei que poucas vezes na vida me senti tão cercada de amor, e isso é inesquecível, e eu agradeço a cada um de vocês por esta dádiva.

sábado, janeiro 21, 2006

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Bibinha

Olhem só como ela tá uma mocinha! Luluca, tou chegando, pra arrochar bem muito você e te defender das coisas ridículas que teu pai burro-negro faz contigo!!!

Declaração de... amor?


(Postada por Nininho, em 16 de janeiro de 2005)

terça-feira, janeiro 17, 2006

Ganhando o mundo



Encerrei hoje mais uma etapa da minha vida profissional: terminei meu contrato com o Instituto Souza Cruz e, embora ainda vá fazer um frila pra eles, este mês, estou oficialmente desempregada. Pra falar a verdade, não estou triste, embora vá sentir falta do convívio pessoal com meus colegas (Gi e Lu, se estiverem lendo aqui, recebam um beijo!). Estou voltando pra Recife cheia de gás, coisas boas têm me acontecido, e de certo já tenho pelo menos uma disciplina para oferecer, à noite, numa faculdade de comunicação. Faz tempo que eu não me sinto tão bem e tão estimulada, por paradoxal que seja. E enquanto esvazio montes de gavetas e desmonto meu cantinho, não acho espaço pra tristeza, só pra esperança.

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Hummm...

Eu sei que a maior parte dos meus amigos odiava a fase em que eu postava minhas previsões astrológicas aqui no sítio. Mas essa aqui, sinceramente, eu tinha que partilhar. Tomara, meu Deus, tomara...

Brilho pessoal! Sol em conjunção com Lua natal
Todos os anos, sempre entre os dias 14/01 às 07:48h e 31/01 às 00:52h, o Sol em trânsito se conjuga à Lua do seu mapa, Mariana. Este tende a ser um período feliz e de particular brilho pessoal, mas só se você estiver colaborando para esta felicidade. Traduzindo em miúdos, este ciclo age como uma espécie de “catalisador” para aqueles que vêm tomando atos construtivos e que estão se empenhando em algum projeto que envolva o próprio desenvolvimento. Para aqueles que se encontram na inércia, este ciclo também não deixa de ser positivo, e tem a ver com uma “sacudida” que o Universo dá na pessoa, estimulando-a a despertar, a acordar pra vida. O efeito deste trânsito é o de uma “lua nova pessoal”, um período propício para os novos inícios, para lançar-se em projetos novos. A sensação associada é a de renovação. Procure dar atenção aos seus impulsos de alma neste momento, pois, por mais “loucos” que lhe pareçam, eles estarão provavelmente lhe revelando os seus caminhos naturais para este período. O Sol ilumina a Lua, Mariana, o que sugere um período de maior consciência pessoal, uma fase de descobertas pessoais importantes; é provável que você venha a “se tocar” de aspectos de sua vida que estavam particularmente inertes e que você precisa se livrar. Neste período, cuja palavra-chave é a consciência, você se apercebe de hábitos e comportamentos que talvez tenham lhe agradado por muito tempo, mas que você precisa deixar para trás, a fim de se tornar uma pessoa melhor. E o mais interessante é que sua alma estará propensa a este ato de renovar-se. Aproveite!
E mais, Mariana: atente bem para os acontecimentos que ocorrerão em alguns dias específicos, pois nestes momentos é bem provável que você venha a receber boas notícias ou tomar atitudes altamente resolutivas em sua vida. A Lua estará se harmonizando com o Sol do seu mapa de nascimento, possibilitando horas extremamente construtivas e positivas para iniciar novos projetos, resolver problemas que antes lhe pareciam insolúveis, etc. Os dias são os seguintes: entre 17/01 e 18/01 e 26/01 e 27/01.

Ao pé do ouvido


Eu procuro um amor que ainda não encontrei
diferente de todos que amei
Nos seus olhos quero descobrir uma razão para viver
e as feridas dessa vida eu quero esquecer
Pode ser que eu a encontre numa fila de cinema
numa esquina ou numa mesa de bar
Procuro um amor que seja bom pra mim
vou procurar, eu vou até o fim
E eu vou tratá-la bem pra que ela não tenha medo
quando começar a conhecer os meus segredos
Eu procuro um amor, uma razão para viver
e as feridas dessa vida eu quero esquecer
Pode ser que eu gagueje sem saber o que falar
mas eu disfarço e não saio sem ela de lá
Procuro um amorque seja bom pra mim
vou procurar, eu vou até o fim

"Segredos", Frejat
*Obs.: cantaram essa musiquinha pra mim...

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Diaba: minha anja

No dia em que eu me senti mais triste e sozinha aqui no Rio, ela soube sem que eu dissesse, e veio até minha casa ficar comigo e me ver chorar. No dia em que ela soube que eu não ia mais ficar no Rio, ela disfarçou e foi chorar sozinha. Não consigo acreditar que só fazem seis meses que conheço essa mulher, esse riso largo, esse colo fácil, essa ginga maluca, esse juízo ora grande ora pequeno demais. Porque meu amor por ela é muito, é pra sempre, é de verdade. E foi construído sobre alicerces fortes, à custa de muita conversa e muito silêncio - acima de tudo, muita cumplicidade.
Minha linda, eu sei que neste aniversário você está triste por uma série de razões mas eu te digo, Ádrea, que tua força e tua doçura tudo podem e tudo vão vencer. E hoje e sempre, meu carinho e minha amizade são seus, e isso nem tempo, nem distância, nada, ninguém arranca do meu coração.

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Em memória de um elefante

“Fabrico um elefante de meus poucos recursos. Um tanto de madeira tirado a velhos móveis talvez lhe dê apoio. E o encho de algodão, de paina, de doçura”Carlos Drummond de Andrade


Eu já vi tubarões amestrados, formigas gigantes, caranguejos dançarinos, jacarés no guarda-roupa, lobos que se disfarçavam de chinelo. Eu já criei sapos numa gamela de barro, construí uma cidade no quintal, cavei um buraco de três metros de fundura e lá enterrei todos os meus míseros brincos e anéis. Minha infância foi uma festa preciosa de sofrimento e magia, durante a qual fui podada em muitas coisas, mas nunca na imaginação. A presença do meu pai quando criança também era uma coisa complicada, Sama, e minha mãe achava que Papai Noel era uma invenção pequeno burguesa, mas ao ler a tua história senti pena dos adultos que matam a infância em si e nos outros, e que não sabem rir, e que não sabem enxergar com os olhos de ver. Será que uma dose maciça de Chagall, Amélie Poulain e García Marquez ajudam? Ou será que eles estão destinados à pobreza de ver apenas com os olhos da cara? Que bom que você ainda lembra do elefante, e que ele era azul, e se fez memória e história. Que bom que mesmo te faltando o pedaço tirado pelo beliscão, você é assim tão grande. Um beijo.

Ah, o amor...


Eu sempre achei ela linda. Mas de uns tempos pra cá, Thais está luminosa.
Eu sempre achei ele alegre. Mas de uns tempos pra cá, Tomé está radiante.
Coisa boa que é achar a tampa da panela da gente, não? Mesmo que a panela cozinhe bem destampada, mesmo que o amor seja só um quê a mais que é aquele quê a mais que faz a vida da gente valer a pena! Porque Thais já era bonita, e Tomé já era feliz. Mas o que eu vejo nos olhos deles é uma plenitude que transborda em qualquer foto, em qualquer lugar - coisa serena que dá vontade de sair dançando, alvoroço que aconchega e enternece quem vê.

terça-feira, janeiro 10, 2006

E se?


E se eu contar que seu sorriso é o espelho do meu coração / E que o coração é um baú inatingível pela mão / E se eu contar que a soma das estrelas resulta um número redondo e exato / E que a exatidão são todos os retratos possíveis de um mesmo fato /E se eu contar que a saudade é uma lembrança que sempre acontece /E que a lembrança veste girassóis quando anoitece
(Trecho de poema de Alisson Villa)

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Delicadeza


Passei pela sala com a juba em crise, esse meu cabelo maluco que eu só desembaraço mal e mal quando lavo, e que freqüentemente fica parecendo um vespeiro. “Vem cá”, ele falou pra mim. E me fez sentar em frente dele, feito uma menininha. E pegou um troço pequenino, imprestável, e passou uns quinze minutos dedicado à tarefa inglória de desembaraçar ela, a moita, com aquela escovinha mísera. Quase que eu disse “não”, diante do presente inesperado que me fez sentir como se tivesse cinco anos. Depois, me entreguei à experiência inesquecível. Foi como uma bênção, carinho escorrendo em cada madeixa e fluindo através de duas mãos grandes, estabanadas e levíssimas - como se ele beijasse cada pedacinho de mim.