domingo, março 05, 2006

Morta viva


Meu Deus, como tou horrorosa! Essa foto aí foi tirada no aniversário de Martinha, na última sexta, depois que cheguei adoidada de Caruaru, onde fui dar aula. Um repuxo! Posto ela aqui porque reflete bem o momento agoniado que ando vivendo. Quando vim pra Recife, trouxe trabalho acumulado (frila pra fazer e artigo do doutorado pra escrever) e não imaginava encontrar serviço assim, de cara. Mas arrumei. Aula toda noite. E aí tenho tido que me virar em mil, achar jeito de escrever sem ter acesso a computador, e ao mesmo tempo fazer minha mudança... Inferno.
Ontem consegui terminar minha última grande pendência e estou mais aliviada. Mas a semana do carnaval parece que foi pior que nunca: na sexta, fui instalar meu pc e burramente não prestei atenção no estabilizador, que vinha preparado pra voltagem do Rio. Resultado: queimei a fonte do bicho, e na hora pensei ter perdido mais coisa. Fumaçou e o escambau. Aí tive que correr atrás de técnico, bem na hora em que ia pegar o ônibus pra Caruaru. Inferno! Cheguei lá, não teve aula, mas precisei ficar "na função" das 16h às 0h, que é a hora que chego de volta a Recife. No sábado um bom samaritano foi olhar o bicho, e passei o dia tentando achar uma loja que estivesse aberta, em pleno dia do Galo da Madrugada. Paguei o triplo do preço, comprei uma fonte, no domingo à tarde o rapaz foi lá e eu achei que como filha de Deus merecia dar uma espiada na festa - que amo, e não tinha curtido nada... Pois bem: fui, foi bom, mas teve briga na rua e peguei uma gripe. Ah-ham. Só na quarta me senti melhorzinha e fui escrever o bendito artigo, que tinha amanhã como prazo irrevogável (terminei ontem, como disse. Afe, ufa!).
Na quinta, completamente lisa, fui à Caixa Econômica tentar trocar um cheque que recebi. Duas horas na fila. Na hora de pagar, o filha da puta do caixa resolveu contar todo o dinheiro que tinha na gaveta. Três vezes. Saí de lá bufando e, quando cheguei ao ponto do ônibus da faculdade, ele estava dobrando a esquina. Peguei o primeiro táxi que passou (mas demorou a passar) e persegui o ônibus até gastar os R$ 50 que tinha em mãos (e ainda fiquei devendo R$ 20 a um taxista não muito feliz). Na sexta, dia de receber, meu contracheque não saiu. Estou pensando seriamente em tomar um banho de arruda! Dá pra entender a minha cara na foto, agora?
Bom, pelo menos estou de volta à minha casinha, embora lá ainda não tenha acesso à internet. Dormindo meio cercada de caixotes, mas no meu espaço, e isso é uma delícia de se saber... No meio de tanta confusão, não tenho conseguido atualizar o blogue mas, quando dá, espio os recadinhos - e fico sempre feliz de me sentir visitada e querida. Acho que minha vida se normaliza dentro dos próximos quinze dias. E aí o fluxo aqui, certamente, também. Beijos pra vocês...

4 comentários:

Desconjumina disse...

estava com saudade!

Anônimo disse...

Viva você ta viva!!!
Janine

Anônimo disse...

Oi, Maricota Cheirosa.
Recebi teu recado e também estou mortinho de saudades.
Mas como sou um "grandessíssimo" filha da puta (e vc bem sabe disso), nem te respondi.
Estamos todos, aqui, sentindo muito a tua falta.
O Carnaval por aqui, como não podia deixar de ser, foi do "caraio"!!!!!
Acabei de chegar da despedida do Pai Davi de Aruanda. Tudo muito lindo.
Quando vc volta? Nem que seja pra ficar um único e solitário dia.

"Volta / vem viver outra vez ao "nosso" lado / Não "conseguimos" dormir sem seu braço / pois "nosso" corpo está acostumado..."

TE AMAMOS ! ! !

Mariana Mesquita disse...

Que bom sentir a constancia do carinho de vcs! Beijos, Bruno... Nininho Cabeção... Janine... Tomé... Fá... Danico...
Um cheiro pra cada um!