terça-feira, maio 24, 2005

Release de Ivanzinho (morri de rir)

Hoje é aniversário de Ivanzinho (parabéns, querido!) Posto aqui o release engraçadissimo que ele mandou pros amigos.Só eliminei o dia e o lugar porque não sei se o dono da festa queria que eu contasse pra todo mundo da internet. Vejam só, a capacidade do rapaz! Beijos, menino!
Extra! Extra! Extra!
Ivanzinho completa 21 anos mais uma vez! Acontece todo ano. Chega o mês de maio e, mais uma vez, Ivan Moraes Filho comemora seu 21" aniversário. O evento, que chega a sua nona edição, acontece pela primeira vez no suntuoso quintal do *** , em Olinda. A brincadeira é no dia *** de maio e começa às 11h (da manhã,viu?) e contará com a presença de vários palhaços.
As primeiras 20 pessoas que chegarem ganharão uma cerveja inteiramente grátis. Não perca. Para ‘agarantir’ a animação da moçada, haverá um som montado e, aqueles que sabem tocar instrumentos musicais deverão trazê-los (isso porque a verba acabou-se no som).
Tapioqueiras, acarajezeiras e queijeiras e cervejeiras da Cidade Alta já garantiram presença. O presente é facultativo e apreciado.
Seuvicio: O que? Festa de 21 anos de Ivanzinho
Quando? Dia *** de maio, a partir das 11h (da manhã!)

Mais um maluco


Ontem, na volta da natação, tinha um mendigo bêbado sentado na esquina. Ele me encarou e perguntou: 'você sabe o que é caviar?'

segunda-feira, maio 23, 2005

Amigo Gato


Hoje tomei coragem e, depois de quase vinte dias de ausência, fui nadar. Tinha passado o dia enfiada em casa e olhar a rua parecia algo novo, diferente. Saí meio atrasada, ainda achei de ajudar uma velhinha muito velhinha que pegou o ônibus errado e tava perdida em frente ao Pinel, e vim correndo pra piscina. Lá chegando, bem no portão de entrada, tinha um gato. No campus da UFRJ da Praia Vermelha tem muitos gatos, e quem me conhece sabe que eu não vejo a menor graça nesses felinos. Mas esse gato - rajado, feioso e viralata - tava parado no muro, na altura do meu rosto, e me encarou. Eu devolvi o olhar e ficamos nos mirando por quase um minuto, completamente parados. Aí eu peguei um papel amassado que tinha na mão e botei em cima do muro. O gato fez uma cara engraçada e veio cheirar o papel, depois se esfregou na minha mão. Fiquei lá alisando ele, por outro bom minuto, pensando com ternura como é bom a gente trocar carinho, mesmo com um GATO! Dei tchau pro novo amigo e entrei na área da piscina, onde a professora me olhava com uma cara meio estranha, embora sorrindo. Depois eu soube que, dos quase vinte gatos que perambulam na área, aquele é o mais arisco, o que nunca chega perto de ninguém, porque já foi maltratado e tem trauma de seres humanos.

Isso é um elogio?


Mensagem de Tatá:
Minha querida e estimada pseudo-conterrânea, particularmente acho que as imagens que você "bosta" no seu blog têm uma correlação perfeita com as suas mensagens. Parabéns.

Mais tirinhas...

(tira 1)
(tira 2)

Traduzir-se


Este da foto é meu primo João, retratado por Julieet no fotolog dela (www.fotolog.net/julieet21).
O poema nem é em homenagem a ele, embora eu esteja com saudade - acho que a foto ilustra o que as palavras querem dizer...

Uma parte de mim é todo mundo:
outra parte é ninguém - fundo sem fundo.
Uma parte de mim é multidão:

outra parte estranheza e solidão.
Uma parte de mim pesa, pondera:

outra parte delira.
Uma parte de mim almoça e janta:
outra parte se espanta.
Uma parte de mim é permanente:

outra parte se sabe de repente.

[ Traduzir-se, de Ferreira Gullar ]

Parquinho


Foto Mariana Newlands - http://www.interludio.net

"Meu coração está fechado para balanço.
Mas está aberto pra gangorra e escorregadeira".
Vitor Freire - http://www.cabezamarginal.org/cambalhotas/hidden/cat_microcontos.html

domingo, maio 22, 2005

A menina dança...


Quando eu tinha uns cinco ou seis anos, uma tia velha do marido de minha mãe (!) me chamou de ‘amostrada’, porque dançava alegre e inocentemente numa festinha de aniversário. Que trauma bobo que isso me causou eu não sei, mas me acompanhou durante o resto da infância e por toda a adolescência, quando eu não tinha coragem de dançar nos ‘assustados’ que a gente promovia no meu prédio. O resultado é que fiquei privada dessa alegria por muitos anos – tive até um namorado metido a dançarino de forro que ficou chateado comigo, pois quando a gente saia eu ficava sentada na mesa com os outros homens, enquanto ele requebrava com as namoradas alheias, depois de muito insistir que eu fosse com ele pro salão. Aos poucos fui aprendendo a gostar de dançar, e hoje esta é uma das coisas que mais gosto de fazer. Nada me da tanto prazer quanto o cansaço que bate, depois de uma noite dançando coco, forro, afoxé, samba, rock... Meus amigos se surpreendem, porque em qualquer show ou festa que eu vá, quero estar perto do som – e danço qualquer coisa, qualquer barulhinho que batam na lata tou lá remexendo. Danço com a alma, ‘jorrando felicidade’, como descreveu uma vez meu amigo Danilo. Isso não quer dizer que eu dance bem, mas que a dança me faz bem. Depois de velha, virei uma tímida muito afoita. E amostrada, pronto!

Dilema

André me diz reduza a quantidade e tamanho das imagens na minha página, pois é ruim de carregar e 'compromete o visual do blog'. Tatá e Mayra me dizem que adoram 'olhar as figuras' desta página. Num sei o que faço nesta vida, pra agradar a gregos e baianos...

Amiguinho

O gostosinho da foto é João Vítor, filho de meus amigos Fabiane e Fernando, lá do Recife. O danadinho tá cada vez maior e mais esperto, e Biane me manda sempre fotos. É uma vergonha, nunca o vi pessoalmente, mas fico feliz de poder acompanhar o crescimento dele e de uma série de filhos de amigos como Helder e João Pedro, filhos de Josy e Pedro, Rafael, filho de Paula e Ricardo, Ravi, filho de Olimpio e Fátima, Lili e João, filhos de Cegonha, Bia, filha de Adriana, Robertinho, filho de Luciana, Rara, filha de Evandro e Germana, Kiichi, filho de Eva, Alice e Gil, filhos de Guida, Jade, de Rosa, e Pedro, de Rosa e Xande... Italo, sobrinho de Adriano, que continua sendo meu... Minha priminha Julia e minha sobrinha Luiza... Todos esses nenes eu curti muito, e me fazem uma tia muito feliz. Beijo, João Vítor!
PS- Juça, voce me mandou uma foto da sua Bia, mas eu ainda não consegui abrir! Quero ver a carinha dela...

Dancei, dancei...

A festa de Felipe foi tudo de bom. Tomei caipivodka de tangerina e dancei muito com Mayra, a música e o astral estavam maravilhosos. O dj tocou de Secos e Molhados a Eulino Julião, passando por Pinduca e Nação Zumbi. Me esbaldei!
Fui com Delano e Adriana, mas acabei voltando sozinha. Aí a aventura ficou engraçada: como não passava táxi, peguei uma kombi até a Lapa. Lá, esperei mais de meia hora e nada de onibus nem táxi passar, naquele ponto esquisito. Aí, de repente, vejo o chevetinho branco de Geferson (o nome é com G mesmo) e Marlon gritando meu nome. Os dois são amigos de Nininho e gente boa. Acabei pegando carona com eles até o Catete, onde peguei táxi facinho e ainda economizei uns trocados...

sábado, maio 21, 2005

Ciumenta


Minha querida Bebê-Monstro escreve reclamando de mim:
"Mari, sei não, viu ? Poxa, no seu blog vc só fala das meninas, né ? Pq vc também não manda um recadinho para sua amiga Martinha Maranhão que te adora, hem ?"
Ah, danadinha. Vai aqui um arrocho grande em você, pra você deixar de ser boba e parar de duvidar do meu carinho. Um cheiro, minha flor! Que coisa boa saber que você também tem saudade de mim, dá notícias, poxa!

Circuito


Renato Félix escreve no blog dele sobre o circuito dos blogues: "aos poucos vamos ficando em dia com os amigos", disse ele. De mim, pinçou uma frasezinha que entitulou "a visão do Rio por uma recifense", mas que na verdade é a pura expressão da saudade tanto de minha terra, como de meus amigos e de um amigo, em particular. Tenho saudade da Paraíba, também, Renatinho. Aliás, é de 'paraíba' que venho sendo chamada direto, com o maior orgulho: vi tanta coisa boa sendo feita por aí, tanta gente inteligente e especial (você entre as top mais), que jamais ser 'paraíba' soará como ofensa aos meus ouvidos. Beijo muito grande pra você - o carioca mais paraíba que existe!

sexta-feira, maio 20, 2005

Festa 1


É amanhã! Tou dentro! Vou pra Santa Teresa comemorar o aniversário de meu amigo Felipe Varanda, o carioca mais sangue bom do pedaço! Pipe, me aguarde que eu tou chegando pra abalar Bangu!

Festa 2


Essa eu queria ir, mas não vou.... Bem que eu podia fazer um curso intensivo de bilocação, lá com os discípulos de frei Damião, e estar no Rio e em Recife ao mesmo tempo! Ô, saudade. Beijos, Mana, minha flor! Tudo de bom pra você.

Festa 3


Será que existe TRI-locação? Porque ainda teria o niver de Aninha Addobati e Thais Gouveia (Pipoca). 21 de maio é o dia, hehehe! Parabéns e beijão pras duas!

Festa no céu


Kesinha me manda uma notícia triste:

"Mari, já era para eu ter te escrito há exatos 15 dias, mas a correria não permitiu. Bom, não sei se você já soube que Cosme (do chorinho) morreu. Abaixo está a notícia contando um pouco o que aconteceu. Fquei muito triste. Lembrei daquele dia que estivemos lá. Ainda bem que pude conhecê-lo (agradeço a você por isso). Pelo que estou sabendo, o pessoal decidiu suspender as rodas de choro, pelo menos por enquanto. Beijos e saudades"

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Quinta-feira, 5 de maio de 2005 - Cidades

Morre Cosme Alves, famoso defensor do chorinho no Recife

Depois de uma luta que durou mais de dez anos contra um câncer, Cosme Alves Ferreira, um dos nomes que mais reverenciaram o chorinho no Recife nos últimos anos, faleceu na última quarta-feira no Hospital dos Servidores do Estado.

Cosme Alves era o dono da casa onde ocorriam as tradicionais rodas-de-samba do "Quintal do Cosme", em Porta Larga, no município de Jaboatão dos Guararapes. A cada 15 dias, grupos de chorinho e de samba de raiz se reuniam na casa do pandeirista Cosme Alves para celebrar tais ritmos.

O enterro de Cosme Alves, que tinha 70 anos, será nesta quinta, às 15h, no cemitério da Muribeca, em Jaboatão dos Guararapes.

(Fiquei aqui lembrando do velhinho gente boa, e da delícia da música e das empadinhas que alimentaram minha alma, naquele quintal onde fui duas vezes, com duas amigas queridas: com a nega Zabá, que deu show, e com Kesinha. Ê, saudade)

Pernambuco na Lapa


Ontem eu acabei na Lapa, depois de ter recebido as ilustres visitas de Tatá e Nininho. Primeiro, Camerino me chamou pra comer pizza no Largo do Machado - e a doida, morta de fome, foi! Lá estava Claudia Holanda, que fez jornalismo lá na UFPE também, e outras pessoas; entre elas, uma menina chamada Carol Pimentel, que é prima de Adriana e Fabinho Victor e também é jornalista e trabalha com cinema. Acho que todos os conterrâneos estão se mudando pra cá! Carol nos carregou pro Nova Capela, mas quando chegamos lá botei pilha pra irmos pro Arco-Íris - nós e mais uma galera que já estava no Nova Capela, entre os quais Luisa Acetti, amigona de Eva que eu só conhecia de vista. Putz, a pernambucanada se esbaldou na Lapa! Cantamos funk de Tati Quebra-Barraco, bregas de raiz e os mais-mais de Denny Oliveira, e as meninas acabaram a noite no Democráticos (eu não, tava lisa e cansada demais pra isso). Mas o encontro foi bom, engraçado e inesperado. Pra além da farra, fortaleci minha rede de contatos com pessoas e profissionais da comunicação. Valeu, né? ;.)

Auto-retrato


Valéria me pede pra fazer uma descrição de mim, pra botar na orelha do livro. Mando pra ela:
"Mariana Cunha Mesquita do Nascimento nasceu no Recife,em 1973. É jornalista e pesquisadora em comunicação, e atualmente cursa doutorado na Universidade Federal Fluminense. Não sabe cantar, não sabe dançar, mas adora estar no meio da farra, e registrar as brincadeiras da Zona da Mata pernambucana foi, para ela, um processo apaixonante, que a fez crescer como pesquisadora e como pessoa. Apesar de ser filha de classe média - uma ‘menina de granja’ criada em apartamento, como dizia seu avô - a autora sempre se sentiu próxima das culturas populares, e freqüentava as festas no terreiro de Mestre Salu muito antes de pensar em fazer uma pesquisa sobre sua família. Este é seu primeiro livro"
Ela responde que tá muito informal. Bonito pra minha cara, né? Não sei ser profissa.