quarta-feira, setembro 07, 2005

Intercom


Pausinha básica na tarde do feriado, pra ir até a Uerj dar uma espiada na Intercom. Foi ótimo. Eva e eu encontramos Paula Reis, Thiago Soares, Alexandre Figueiroa, Irenilda, Adriany, Margarita, além do pessoal da UFF (Marialva, Herica, Luiz Adolfo) e de Marques de Melo. Senti falta de Salett, Tina, Valmir, Ronaldo, Brás, Wilma, Virgínia..., gente que eu pensava encontrar.
Foi bom, há tempos não participava do ambiente acadêmico.
Mas não fiquei muito tempo e não comprei um só livro...
PS- Eva, essa menina mais baixinha junto de mim, está aqui em casa, desde sábado. Estripulias várias, como de praxe, pra quem é leitor assíduo deste 'brógui'. Depois eu conto, em posts futuros. Aguardem cenas dos próximos capítulos...

Ai, que loucura...

Não espalhem, mas sou uma mulher falada aqui no prédio. Queria só que metade da fama se justificasse! Ontem de noite recebi duas visitas queridas, Nininho e Delano. Um chegou dez minutos depois do outro, e eu tava tomando banho. Desci junto com eles, de cabelo molhado. O porteiro maldoso botou cada butuca de olho pra cima de mim, que foi um negócio sério. Olhaí, minha gente, como tou bem servida! Ahahaha.

(Acima, mais um registro junto com Delano, meu rei...)

Lauro Müller - visão geral


Foram cinco dias muito frios, ilhada num lugarzinho distante de tudo. Mas no fim das contas, acho que valeu a pena esse tempo por lá...
Fiquei pilotando uma camerazinha digital e trouxe várias fotos pra casa, algumas das quais vocês podem ver abaixo. Juntou tudo: secura de quem não tem máquina digital em casa e está com uma à disposição; e a paisagem linda daquele lugar. Espero que gostem das imagens!

terça-feira, setembro 06, 2005

Lauro Müller - detalhes que atraem meu olhar

A flor da vitória-régia do açude...

os pinhões que lembram Natal, mesmo pra quem nasceu no Nordeste...


A flor mimosa da laranjeira...


O sol derretendo a geada sobre as marias-sem-vergonha

Lauro Müller - instalações I

Pavilhão da cozinha e sala de aula
Horta e prédio da administração
Entrada, com pés de pinheiro
Açude, em frente ao pavilhão da sala de aula

Ladeira e prédio da administração

Lauro Müller - instalações II

Dormi uma semana, com quase dez mulheres, neste alojamento onde costumam ficar os jovens do Cedejor. Ruim pela falta total de privacidade, bom porque foi engraçado.

Aí em cima, detalhe da entrada do alojamento...
... e a visão externa dele.

Esta foto acima é da biblioteca dos jovens, achei bem bonitinha.

Lauro Müller - o trabalho

Era esse o tipo de coisa que ficamos lá fazendo todo dia, das 8h da manhã às 22h: lendo, escrevendo e discutindo questões variadas. O pessoal todo é muito interessante, vem dos três estados do Sul do Brasil. Pena que não dá pra apresentar a todos, aqui.


Lauro Müller - alongamento

Paradinha básica durante o seminário, pra dar uma esticadinha! Hmmmmmmmmmmmmmf...


segunda-feira, setembro 05, 2005

Lauro Müller - meu amigo 'Pinker'

Não sei em que língua é isso, mas o nome do viralata destas fotos é 'Pinker'. Ele é filho de uma das cozinheiras do Cedejor de Lauro Müller, que ficou morta de ciúme da amizade dele comigo. "Ele é brabo, não chega junto de ninguém", foi logo reclamando no dia em que viu nossa alegria. No dia seguinte, deixou o bichinho amarrado, pra aprender a não fazer festa pra estranhos. E só no dia da partida teve pena e trouxe meu amigo pra se despedir de mim. Feio, doido e fedorento. E gente boa por demais! ;.)


Lauro Müller - farra no pomar

Nada mais gostoso que fruta no pé. Aqui pra vocês, uma foto-reportagem: primeiro, eu e Jovani tirando umas mexericas-ponkã indescritíveis, direto do pé...
... eu segurando uma das bichinhas, doce, doce como mel...

... Ieda e eu nos fartando...
... e 'la siesta' junto com Leticia, depois de encher o bucho. Tão bom, tomar um solzinho assim...

Quem coleciona selos para o sobrinho; quem acorda de madrugada e estremece no desgosto de si mesmo ao lembrar que há muitos anos feriu a quem amava; quem chora no cinema ao ver o reencontro de pai e filho; quem segura sem temor uma largatixa e lhe faz com os dedos uma carícia; quem se se detém no caminho para contemplar a flor silvestre; quem se ri das próprias rugas ou de já não agüentar subir uma escada como antigamente; quem decide aplicar-se ao estudo de uma língua morta depois de um fracasso amoroso; quem procura numa cidade os traços da cidade que passou, quando o que é velho era frescor e novidade; quem se deixa tocar pelo símbolo da porte fechada; quem costura roupas para os lázaros; quem envia bonecas às filhas dos lázaros; quem diz a uma visita pouco familiar, já quebrando a cerimônia com um início de sentimento: " Meu pai só gostava de sentar-se nessa cadeira"; quem manda livros para os presidiários; quem ajuda a fundar um asilo de órfãos; quem se comove ao ver passar de cabeça branca aquele ou aquela, mestre ou mestra, que foi a fera do colégio; quem compra na venda verdura fresca para o canário; quem se lembra todos os dias de um amigo morto; quem jamais negligencia os ritos da amizade; quem guarda, se lhe derem de presente, a caneta e o isqueiro que não mais funcionam; quem, não tendo o hábito de beber, liga o telefone internacional no segundo uísque para brincar com amigo ou amiga distante; quem coleciona pedras, garrafas e folhas ressequidas; quem passa mais de quinze minutos a fazer mágicas para as crianças; quem guarda as cartas do noivado com uma fita; quem sabe construir uma boa fogueira; quem entra em ligeiro e misterioso transe diante dos velhos troncos, dos musgos e dos liquens; quem procura decifrar no desenho da madeira o hieróglifo da existência; quem não se envergonha da beleza do pôr-do-sol ou da perfeição de uma concha; quem se desata em riso à visão de uma cascata; quem não se fecha à flor que se abriu de manhã; quem se impressiona com as águas nascentes, com os transatlânticos que passam, com os olhos dos animais ferozes; quem se perturba com o crepúsculo; quem visita sozinho os lugares onde já foi feliz ou infeliz; quem de repente liberta os pássaros do viveiro; quem sente a pena da pessoa amada e não sabe explicar o motivo; quem julga perceber o "pensamento" do boi e do cavalo; todos eles são presidiários da ternura e, mesmo aparentemente livres como os outros, andarão por toda parte acorrentados, atados aos pequenos amores da grande armadilha terrestre.


Paulo Mendes Campos. "O amor acaba" - crônicas líricas e existenciais. RJ, Civilização Brasileira, 2001. O texto foi 'roubado do blogue lindo do meu amigo Sama, http://www.estuariope.blogspot.com.

domingo, setembro 04, 2005

De volta...


Depois eu escrevo contando detalhes. Agora, só vou postar uma única foto esclarecedora, que mostra o frio miserável que andei enfrentando.
Graças a Deus, tou de volta ao climinha ameno do Rio de Janeiro...

quinta-feira, setembro 01, 2005

Gaúchos


Estou começando a pensar se aquelas descrições estereotipadas não deixam de ter um fundo de verdade. Tipo, baianos são malemolentes, cariocas são mulherengos, pernambucanos são desbocados, paulistas são workaholics...
Sempre achei que não havia um traço em comum entre eles, mas os gaúchos... Bom, não sei o que dizer dos gaúchos, defini-los num termo único. Mal estava me acostumando com o jeito de ser de Gilberto, e me vi rodeada deles. São pelo menos seis, e me lembram imediatamente de Jink, o cachorro labrador de meu irmão. São bichinhos de raça, grandes, estabanados, leais, fiéis, carinhosos, sempre alegres e risonhos, diretos, festeiros, sem malícia. Falam besteira o dia todo, e me irritam e enternecem ao mesmo tempo.
Ontem fomos jantar na cidade vizinha, a mais de 20km de distância, numa trattoria que só servia pizza de calabresa. Uma verdadeira operação de guerra. Fui num carro com três gaúchos que pareciam os três cachorros bobos do desenho animado, sabem qual?, e mais uma paranaense que olhava a minha cara e só fazia rir. Putz. Cada piada tão sem graça, cada cantoria desafinada, cada coisa que eles diziam e faziam, que eu não consegui ficar de mau humor: me estourei de rir e embarquei na deles. Lembrei até da musiquinha que meu tio Vadico ensinou, da época em que morou em Porto Alegre: "o gaúcho desde piá vai aprendendo /A ser valente, não ter medo, ter coragem / Em manotaços dos tempos e em bochinchos / Retempera e moldura a sua imagem... / Não podemos se entregar pros home /Mas de jeito nenhum, amigo e companheiro / Não tá morto quem luta e quem peleia / Pois lutar é a marca do campeiro"... (É, eu sei essa e outras de cor. Cantei pra Gilberto, no dia em que eu conheci ele, num show de samba. Ele viu de cara que não tenho juízo e vai que por isso gostou de mim).
Bom: me integrar com os gaúchos aqui foi um tiro que saiu pela culatra. De noite, eles deram um pontapé de propósito na parede onde eu durmo encostada, num alojamento com mais quinze mulheres. A casa é de madeira, então podem imaginar o barulhão e o meu susto. Bando de f da p.
Hoje de manhã, no café, Jovani - um dos três gaúchos ex-seminaristas que conheci no último mês, será que tudo que é gaúcho tem vocação pra padre, meu Deus do céu? - me disse a frase que sintetiza tudo que posso dizer a respeito desse jeito deles serem: "bem aventurados os bobos, que são mais fáceis de se fazer felizes". É isso.

Ciclone

Aqui continua chovendo, e a ameaça de um ciclone está cada vez maior. Ciclone pra mim é lenda: um grupo de meninos bregas que parodiavam o Menudo na década de 80. Mas aqui é de verdade, ventos a mais de 100km por hora que arrastam com tudo...
Ainda assim, momentos de bom humor: a gente tá meio ilhado, sem ver tevê nem nada, mas ontem os meninos conseguiram um radinho pra ouvir notícias do mundo. Aí o repórter falou de Nova Orleans, completamente alagada, no meio do caos. "Toda a região do Mississipi está em alerta", completou. Aí Eliandro, um menino aqui de Lauro Müller, respirou aliviado. Quando o povo entendeu, foi uma risadaria só: a cidadezinha aqui vizinha, a 20km de distância, se chama Orleans. Deve ter sido por causa dela que os Estados Unidos batizaram a de lá, ahahahaha.

terça-feira, agosto 30, 2005

Eu aqui...

Cheguei bem em Santa Catarina, carregada de roupas de frio. E o calor que tá aqui, gente? Dormi de camiseta, maldizendo a vida. Aí de madrugada começou a ventar e chover e agora tá um frio tão incrível, que tou me sentindo a própria mulher cebola: duas calças, duas meias, camiseta, moletom, casaco, luva e cachecol. E ainda assim, tremendo de frio. Ô, vida!
Fora isso, vai tudo indo bem, o lugar é lindo e o trabalho, legal. Depois posto fotos! Ruim é não ter acesso a telefone nem computador, mas a gente se resolve...

domingo, agosto 28, 2005

Criminosa


Como já é público e notório (vide o post h
ttp://marimesq.blogspot.com/2005/04/borboletas.html ), eu amo as borboletas. Deve ter sido por isso que eu fiquei tão triste, sábado de manhã.
Eu tava sentada numa mureta no Aterro, perto de uma árvore, esperando Tati e Silvio, que vinham me buscar pra gente ir a um 'mercado de pulgas', feirinha de troca-troca, brechó, sei lá..., no centro do Rio.
De repente, uma borboleta igual a essa ai da foto arremessou-se pra cima de mim, grudando no meu casaco. Lembro que eu senti uma urgência no bichinho, até ri e perguntei se ela queria me servir de broche e passear comigo, mas achei que devia soltá-la de lá. Deu trabalho, parecia que ela se prendia em mim de propósito, mas a pobre não teve abrigo nem por dez segundos: foi pousar em mim e eu a fiz voar de volta. Aí eu vi uma sombra escura e veloz passar rente a mim. Era um passarinho enorme, que espreitava de longe e na certa tinha ficado com medo. Abocanhou a coitada de uma vez só, e eu fiquei me sentindo uma assassina involuntária.

Saudade e parabéns


Se tem uma coisa que me dá pena de viajar nesta segunda, é não poder dar os parabéns ao vivo a Gilberto (um negro gaúcho, expressão que pra mim parecia um paradoxo, mas não é) e agradecer de perto os quinze dias em que mais me senti cuidada, neste Rio de Janeiro. Mas eu volto... ;.) Um beijo bem grande, do tamanho do seu coração.

Aniversário de Naidinha


Trabalhei quase três anos com essa menina, na Câmara Municipal do Recife. Quem me conhece e não a conhece vai achar difícil de acreditar, mas ela é muito mais dada e tagarela do que eu. Ficava boba como ela se comunica com o mundo! Hoje é aniversário dela, e deixo um beijo pra essa figura leve, linda e companheira. Saudade, mulherzinha! O mundo é mais legal porque você existe.

Recado de Dioninha


Maricota, tentei deixar um post no seu blog, mas definitivamente não nos entendemos... É prá dizer que o seu cantinho no trabalho não tem nada de ridículo, muito pelo contrário está bastante charmoso e tem a sua cara!!! Adorei os cangaceiros e os bonequinhos na parede! Bjs

sábado, agosto 27, 2005

Minha mesa...

Meus amigos têm achado muito engraçada a minha reação ao fato de agora ter uma mesa e um armário com chave, só pra mim. Pois tremam de inveja, reles mortais! Aí está a foto do meu cantinho, que estou customizando de forma ridícula. E tenho dito!

Detalhes tão pequenos: gente e coisas de que gosto, perto de mim.