"Olá... É tanto nome escrito nesse campo dos endereços, e no entanto eu conheço cada um de vocês. Meus amigos. Cada um com uma história e um jeito de ser. Deixa eu contar minha historinha hoje, pra vocês.
Eu também tenho um nome. O primeiro deles começa com Maria, o que bem expressa a minha condição de brasileira, nordestina, mulher. Mas podem me chamar de Mariana, é um pouco menos comum e sofre menos preconceito. Não sou melhor nem pior que ninguém, sou só eu, uma enxerida de nascença, vocês sabem. E linguaruda também: conto um, conto dez,viva eu! Tou aqui neste mundo pra remexer bastante nele e descobrir e construir coisas.
Minha curiosidade tem sido premiada ao longo da vida, de um jeito ou de outro. Minha afoiteza, nem sempre. Mas nunca me arrependo de ir com sede ao pote e receber o que o mundo tem de bom pra me ofertar. Minha fome de saber é antiga e por causa dela me precipitei aqui pro Rio, cidade maravilhosa na lenda e na realidade, onde estou sendo bem acolhida e querida, apesar da saudade que sinto da minha terra. Aqui sou uma estrangeira, e quase ninguém sabe do que sou capaz: não comeram do meu jerimum recheado de camarão, não me viram dançar na terça negra, não sabem quem é minha avó, enfim, não acompanharam o enorme trabalho que tive pra me tornar uma pessoa, ao longo de 32 anos. Mas aos poucos, eu vou mostrando aos cariocas o tutano que esta ‘paraíba’ tem... Modéstia à parte, sou até bastante inteligente, e mesmo nos dias em quenão acredito nisso, sempre aparece um pra confirmar. Sempre estudei, pesquisei, trabalhei e me garanti, e agora continuo tentando fazer isso, mesmo estando muito longe da minha casa e de Luluca, minha sobrinha recém-nascida. Ando angustiada com a globalização, o sistema capitalista e a pós-modernidade, e não é nem porque tenho que escrever uma monografia sobre isso: é que minha conta bancária este mês tá no vermelho, e eu preciso reverter essa situação.
É por esse motivo que enchi toda essa lingüiça e tou aqui pedindo pra todos vocês verem a possibilidade de me indicar pra algum emprego, frila, tradução, pesquisa, uma ocupação qualquer que garanta, pelo menos em parte, uma graninha para que eu continue o meu doutorado e possa sobreviver de maneira decente. Não tenham pena, não sou nenhuma coitadinha, em catorze anos de formada nunca deixei de trabalhar e já fiz coisa pra caramba (podem conferir aí, nesse currículo prolixo em anexo), o que vier eu traço. Sou uma bichinha teimosa e encrenqueira, e só volto pra Recife quando terminar esse curso, e terminar bem. “Paraíba” quando vem pro Rio, malandro, pega tubarão na unha, na praia de Ipanema. O que não dá é ficar aqui de bobeira, esperando a bolsa sair indefinidamente – também não dá pra fazer as matérias de forma irresponsável, independentemente dos meus problemas pessoais, que no final das contas, nem são tão exclusivos assim. Me ajudem, então. Segue abaixo o meu currículo e contato, junto com um bocado de fé e esperança, que isso ainda vem de graça".
Eu também tenho um nome. O primeiro deles começa com Maria, o que bem expressa a minha condição de brasileira, nordestina, mulher. Mas podem me chamar de Mariana, é um pouco menos comum e sofre menos preconceito. Não sou melhor nem pior que ninguém, sou só eu, uma enxerida de nascença, vocês sabem. E linguaruda também: conto um, conto dez,viva eu! Tou aqui neste mundo pra remexer bastante nele e descobrir e construir coisas.
Minha curiosidade tem sido premiada ao longo da vida, de um jeito ou de outro. Minha afoiteza, nem sempre. Mas nunca me arrependo de ir com sede ao pote e receber o que o mundo tem de bom pra me ofertar. Minha fome de saber é antiga e por causa dela me precipitei aqui pro Rio, cidade maravilhosa na lenda e na realidade, onde estou sendo bem acolhida e querida, apesar da saudade que sinto da minha terra. Aqui sou uma estrangeira, e quase ninguém sabe do que sou capaz: não comeram do meu jerimum recheado de camarão, não me viram dançar na terça negra, não sabem quem é minha avó, enfim, não acompanharam o enorme trabalho que tive pra me tornar uma pessoa, ao longo de 32 anos. Mas aos poucos, eu vou mostrando aos cariocas o tutano que esta ‘paraíba’ tem... Modéstia à parte, sou até bastante inteligente, e mesmo nos dias em quenão acredito nisso, sempre aparece um pra confirmar. Sempre estudei, pesquisei, trabalhei e me garanti, e agora continuo tentando fazer isso, mesmo estando muito longe da minha casa e de Luluca, minha sobrinha recém-nascida. Ando angustiada com a globalização, o sistema capitalista e a pós-modernidade, e não é nem porque tenho que escrever uma monografia sobre isso: é que minha conta bancária este mês tá no vermelho, e eu preciso reverter essa situação.
É por esse motivo que enchi toda essa lingüiça e tou aqui pedindo pra todos vocês verem a possibilidade de me indicar pra algum emprego, frila, tradução, pesquisa, uma ocupação qualquer que garanta, pelo menos em parte, uma graninha para que eu continue o meu doutorado e possa sobreviver de maneira decente. Não tenham pena, não sou nenhuma coitadinha, em catorze anos de formada nunca deixei de trabalhar e já fiz coisa pra caramba (podem conferir aí, nesse currículo prolixo em anexo), o que vier eu traço. Sou uma bichinha teimosa e encrenqueira, e só volto pra Recife quando terminar esse curso, e terminar bem. “Paraíba” quando vem pro Rio, malandro, pega tubarão na unha, na praia de Ipanema. O que não dá é ficar aqui de bobeira, esperando a bolsa sair indefinidamente – também não dá pra fazer as matérias de forma irresponsável, independentemente dos meus problemas pessoais, que no final das contas, nem são tão exclusivos assim. Me ajudem, então. Segue abaixo o meu currículo e contato, junto com um bocado de fé e esperança, que isso ainda vem de graça".
Mandei essa mensagem pra um monte de amigos. Aproveito e deixo aqui um beijo pro meu anjo da guarda do msn das madrugas, que me incentivou a fazê-lo e ainda fez o primeiro esboço desse texto... Gosto muito de tu, meu amigo secreto que não gosta de aparecer no blogue!

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