"A criação é toda abstrata. A espécie inteira é toda abstrata. A água é abstrata. O fogo é abstrato. Tudo é abstrato. Tudo que é imaginário tem, existe, é"
"Eu não vivo por dinheiro, eu faço o dinheiro. Eu que faço. É você quem faz. Eu não vivo pra isso e por isso"
"Sou louca, sou doida, sou maluca, sou avogada, sou essas quatro coisas, mas porém consciente, lúcida e ciente sentimentalmente"
"Eu escuto os astros, as coisas, os pressentimentos. Eu tenho hora que fico pensando, como é que sou lúcida? Mas não sou um robô sangüíneo, eu não sou um robô"
"Eu sou Estamira, eu não importa. Eu podia ser de qualquer cor que fosse. Bonito é o que fez e o que faz, feio é o que fez e o que faz"
Como prometi, estas são transcrições de trechos das legendas sobre dona Estamira Gomes de Souza, nascida em sete de abril de 1941 e catadora de lixo no Jardim Gramacho. A fala dela me tocou muito. Quero muito ver o documentário sobre Estamira, estava em cartaz ano passado mas não pude assistir porque o Festival de Cinema do Rio foi bem na semana da seleção do doutorado.

Um comentário:
Kesinha,
Se souber, me avisa. Tou mto a fim de ver. Saudade! Beijo, Mari
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