segunda-feira, novembro 14, 2005

O encontro com Luiza


Cheguei, ela fez bico, não foi com a minha cara.
Eu trouxe presentes: um chocalho de cavalo-marinho, um Cebolinha, montes de chiquinhas, tecido pra fazer vestido, meia com joaninhas aplicadas, shortinho com frente única.
Mas ela só gostou da minha mala.

domingo, novembro 13, 2005

Peripécias


Perdi o vôo pra Recife. Fiquei muito puta da vida, foi por causa de uma confusão de fuso horário na hora de comprar a passagem. Era pra eu ter embarcado do dia 10 pro dia 11, e não do dia 11 pro dia 12. Quando cheguei no aeroporto, o vôo tinha sido no dia anterior e eu só poderia embarcar se pagasse R$ 430 de multa e diferença tarifária (!!!) . Depois de muito chorar, consegui uma passagem pro mesmo vôo, do sábado pro domingo - aí, "só" gastei R$ 115. Fora os táxis, que custam R$ 30 a corrida. Maior prejuízo.
Apesar de puta da vida, passei o sábado com Queops e Malu e foi divertido. Batemos perna em Santa Teresa, assistimos "Cinema, Aspirinas e Urubus" no Odeon, e ela tirou essa fotinha daí com o celular. Até que prestou...
Uma da manhã, rumei de novo pro Galeão. A sensação de déjà vu (não sei se se escreve assim...) foi incrível. Peguei o mesmo motorista de táxi da sexta-feira, na mesma hora, no mesmo lugar. Chegando no aeroporto, o funcionário da Gol que me atendeu foi o mesmo, no mesmo box. Perguntou rindo se eu tava mais calma e se tava com raiva dele - e eu respondi que a raiva não era dele, mas da situação... Foi simpático e sorridente, apesar de tudo, e na verdade não tinha a menor culpa do ocorrido. Eu tava com a mesma roupa da sexta, pois não quis mexer na mala e acabei passando o dia com uma roupa velha e feiosa que eu não trouxe na viagem.
Pois é, amigos. Enfim, cheguei. Jink deu mil pulos quando me viu, enlouquecido, e Julia já me pôs a par da vida dela. Regina, Gabi e Luiza chegam da praia à tarde e eu já tou agendando visitas a pessoas queridas, como minha vovó. Agora vou tomar banho e dormir um pouquinho, que estou um bagaço só. Entre mortos e feridos, e bastante dinheiro gasto, estou na minha terra, e meu coração canta Antonio Maria e Luiz Gonzaga.

quinta-feira, novembro 10, 2005

Consulta

Ontem fui no médico, tou com uma anemia braba. Também tou meio estressada e, se tivesse um diagnóstico pra isso, acho que ele diria que tou com banzo. Ou, como diz Evinha, 'ando negligenciando minha mulher selvagem'. Enfim, dentro das mazelas todas, ainda deu pr'eu ficar feliz de não ter nada mais alterado (nem glicose, nem colesterol, nem tireóide), mesmo tendo engordado 8kg desde março, vivendo à base de coxinha e chocolate.
"E aí, doutor, vai passar um regime pra mim?"
"Não, você tá precisando é de ser feliz".
É um homem sábio. Mas, enquanto isso, vou tomando ferro...

quarta-feira, novembro 09, 2005

Chego no sábado 12, volto no domingo 20...

Tanta saudade preservada num velho baú de prata dentro de mim ...

segunda-feira, novembro 07, 2005

Bibinha


Só de pensar que em poucos dias vou poder beijar essa coisinha, meu coração dança rumba!

sexta-feira, novembro 04, 2005

Cabeleira


Tou passando com Queops - meu hóspede por alguns dias! - no Largo do Machado, em direção ao Centro Cultural Telemar, onde o Media Sana fez show ontem. Ele, como sempre, dando uma de seu Lunga e reclamando do sotaque dos cariocas, que acha feio. Pois não é que passa um carro de som, desses que vendem pamonha, com um malandro nativo que berra na hora em que a gente tá atravessando o sinal?
"CABÊÊALOUU"
Ele tá puto até agora!

Gandaia


Esta foto aí foi tirada na véspera do feriado, no Pagode do Negão (Clube Guanabara). Mais uma comemoração Sambamante! Saibam mais e vejam fotos extras aqui!
Nesta, estou bem ladeada por Ísis e Fátima.

Tilt de novo

Aê, gente. O meu computador aparentemente pegou um vírus, não quer mais ligar e eu vou ficar sem acesso a meus emails pessoais. Recados aqui no blogue ou por telefone, ok?
Vou dar umas checadas na caixa postal de vez em quando...
Ê, saco, isso. Segunda vez que acontece em cerca de um mês. O carinha que consertou meu computador 'esqueceu' de botar anti-vírus...

Alegria


Chegou ontem o livro que Mrs. Jones, minha amiga Fá, me mandou da Inglaterra. Fala de samba e veio cheio de lindos cartõezinhos multicoloridos dentro. Papai Noel chegou mais cedo este ano, fiquei feliz da vida! Obrigada pelo presente, querida.

quinta-feira, novembro 03, 2005

Angústia


Eu machuco sem querer quem está por perto, eu me machuco de ver os outros se machucarem, eu me desespero e nem sei o motivo de estar desesperada, eu não sei nada de mim que possa usar como desculpa, eu sou um porco espinho que precisa muito de abraços.

Mariana "Rossi" - ou Meus Fãs Garçons - ou Caboco só desce com destilado

Eu não sei o que acontece, mas se tem uma categoria de gente que gosta de mim, são os garçons.

Um dos mais queridos se chama Pereira, e trabalha, ou trabalhava, no Garrafus (ô nome feio, mas dizem que tem história) – bar do lendário Sama, que fica bem pertinho da minha casa em Recife, e era um pouco minha casa, também. Pereira sempre abria o sorrisão quando me via, e perguntava: "o de sempre, Mari?" - e me trazia uma coca-light e um caldinho de feijão.
Toda quinta eu batia ponto no Garrafus, por causa da Quinta do Jazz, evento promovido pelos queridos Evandro e Thelmo e freqüentado por gente linda como meu amigo Orlando. Meus últimos ‘eventos’ em Recife – aniversário, despedida – foram todos no Garrafus.


Eu só fui entender como Pereira se importava comigo no fim do ano passado, quando passei uns dias na terrinha e enlouqueci de alegria. Era aniversário de minha amiga Andreza e tomei sete (sete!) capiroscas de vodca. Aí Pereira se desesperou quando me viu lá, malemolente e cheia de falta de juízo nas idéias. "Mari, tá dirigindo?", perguntou na quarta ou quinta dose. Quando soube que não, trouxe mais duas e depois se negou a servir mais. Não adiantou chantagear - "Pereira, vossssscê é o garxom, vôdedar vosssscê pra Tonho (Tonho é o irmão e sócio de Sama), onde xxá se ffviu deixxxar de trager o que o cliente isssssstá pedindo?" Não teve argumento. Graças a isso, eu voltei pra casa cambaleando, me segurando nos postes, mas ainda consciente dos meus atos. Quer dizer, mais ou menos. Isso só aconteceu depois da bateria da escola de samba ter ido embora (o que não me impediu de requebrar mais um dez minutos, por inércia), de eu ter enchido o saco de Tonho pra tocar "I will survive", de eu ter sentado numa mesa com completos desconhecidos que portavam uma zabumba e um pandeiro e ter puxado, cantado e dançado toooooooodos os cocos e cirandas que meus neurônios em combustão conseguiram lembrar... Vergonha total, eu sei, mas enfim, nenhum cachorro lambeu minha boca e, ao que eu me lembre, ainda posso voltar no Garrafus sem maiores sofrimentos e sem risco de ser linchada...
Outro garçom meu amigo é Baixinho, pedaço de cearense de um metro e meio que trabalha no Sonho Lindo, um pé-sujo que fica embaixo do meu prédio. Abre o riso quando me vê, toda manhã, e me dá bom-dia. À noite, se for o caso, ele dá o alarme: “não come isso não”, sussurra, se eu resolver pedir algum salgado que já foi produzido há muito tempo e está adquirindo coloração duvidosa. Quando eu volto das baladas, larga qualquer cliente pra me vender água ou coca-cola (é notório, não gosto de cerveja). E um dia desses me deu a maior prova de amor: me chamou correndo da rua, “ei, ei!”, e enfiou um taco de bolo de chocolate na minha boca – “prova aí, vê se tá bom!”
A Cinelândia, aqui no Rio, virou minha casa, graças a Duda e a Nininho, que me apresentaram ao Doradinho, que tem um espetinho legal e um banheiro pavoroso, onde as baratas morrem ao entrar (não sei se afogadas, não sei se pelo cheiro – e não sei como é que eu tenho coragem de dizer que gosto da comida de um lugar que tem um banheiro desses, mas gosto). Lá tem seu Amaro, conterrâneo que só me chama de ‘princesa’ e grita de longe "já chegaram" ou "não tão aqui ainda não", pra avisar da presença ou ausência de meus pariceiros. Quando eu não vou, pergunta por mim. E já aprendeu a não me servir mais de duas doses de gengibre por noite (é um troço à base de cachaça que desce quente; a primeira dose torna a fala mole, a segunda deixa o nariz dormente, e a terceira me faz querer ficar apostando coisas com meus amigos desesperados – quer ver como eu vou naquela mesa, dizer àquele cara que ele é gostoso?, quer ver como eu vou dançar conga-la-conga em cima da tampa daquele bueiro? – ou então entrar em crise existencial – ninguém me dá atenção, ninguém gosta de mim...).

Esses são os que me protegem da birita. Porque há os que me ajudam a cair na esparrela. E com a minha cara de pau, que tá se tornando cada dia mais notória, venho me tornando uma expert em conseguir bebida grátis. Curioso é que elas sempre têm nomes exóticos: a batida de vodca com leite condensado e licor de banana do Teatro Odisséia se chama King Kong, a mistura de vodca com limonada e licor de menta do Negro Gato se chama Diabo Verde. A primeira eu tomei no show da Comadre Fulozinha, no ano passado. Fui pedindo ‘complemento’ de vodca, na maior cara dura, e o garçom achou tão engraçado que ia pondo gelo e vodca, vodca e gelo, e no fim eu não sentia mais gosto nenhum de banana no negócio – mas também não sentia muitas outras coisas, incluindo o chão que pisava, mas abafa a história.

A segunda eu tomei dia 21 de outubro, numa festa de minha amiga Kitty. Pedi lá o troço – caro, visse?, quase dez paus – e me vem uma coisa fosforecente, linda. Quando boto na boca, quase cuspo: que gosto arretado de close-up! Reclamei, claro. Aí o garçom fez um ar de riso, trouxe uma dose nova não tão carregada no licor, mas ainda assim péssima, e o resultado é que passei a noite falando mal e fazendo a bicha render ("traz mais gelo!"). Pensem que nem assim o garçom ficou com raiva de mim! Desceu até a rua quando fui embora (pra ter certeza de que eu não ia voltar?, vai saber), apertou a minha mão e por fim ainda soltou um "tchau, Mari" – e eu nem sabia que ele sabia meu nome!
O último deles é garçom de uma casa de shows cujo nome não vou dizer, porque vai que o dono entra aqui no brógui, hehehe. Lá vende uma cachaça de banana caramelada que é simplesmente deliciosa (Evandro e Zé Vaz, dois puristas, são capazes de bater em mim por eu ventilar tais preferências). Já é a terceira vez que vou lá e morro de vergonha: o rapaz vem, cumprimenta, finge que anota e me traz a bebida de graça! Como cada dose custa mais de cinco contos, desconfio que o caba esteja a fim de me ver de pilequinho, mas enfim, não tenho certeza. Da primeira vez, ainda perguntou se sou parente de fulano, dono do bar. Certo de que não sou, é só correr pro abraço: serve a cachaça na cara dura, pra espanto de outros amigos que freqüentam o lugar há anos e nunca tiveram direito a tal cortesia.

Eu posso!

Eu mereço!

segunda-feira, outubro 31, 2005

Pinduca

Ádrea-minha-Diaba e Gustavo estiveram ontem lá em casa. É a segunda visita da semana: na sexta Thatá dormiu lá, e eu preciso tomar vergonha e arrumar o cafofo de vez! Gravei um cd pra Ádrea, pra ela matar a saudade da terra dela. Mas ela vai ter que me ensinar a dançar!
Vou ensinar Sinhá Pureza
A dançar o meu carimbó
Carimbó que remexe, mexe
Carimbó da minha vovó
Vai dançando Sinhá Pureza
Remexendo, pode requebrar
Carimbó, sirimbó é gostoso
É gostoso em Belém do Pará

Paulo e Paula

O fim de semana foi engraçado; não fiz nada de muito útil, mas me diverti com pequenas coisas. A gripe me pegou de jeito e tou meio mole, mas isso não me impediu de viver ‘pequenas aventuras’...
A sexta feira foi aquela coisa: caiu um dilúvio tremendo, mas eu não sou alfenim, feita de açúcar!Sou uma mulher de rocha!, o que eu quero eu faço!, e com isso em mente, entrei no metrô, desci na Glória e quando atravessei pra pegar um táxi, um fdap passou correndo no sinal fechado e me molhou literalmente dos pés à cabeça. Beleza, pensei. Já tava sem guarda chuva mesmo, entreguei a Deus...
Quando o táxi chegou, rumamos pra Lapa. Já quase perto dos Arcos, o carro pifou, puf-puf-puf, e ficou fumaçando, os motoristas de trás buzinando, o taxista nervoso... Eu comecei a rir, “liga não, moço, o meu uno velho lá de Recife era assim, tinha problema na cebolinha e no resto da turma da Mônica”. Aí ele riu de volta, disse que ia trocar o carro por um jegue. Eu entrei na dele, “ora essa, jegue na Bahia custa dez reais, eu mesma vou comprar um qualquer hora dessas” . “Jegue come 24h por dia, você vai dar o que pra ele?” “Alface”. Hehehehe...
O cara foi ficando meu íntimo, até me convidou pra montar uma carrocinha de cachorro-quente ‘podrão’, que segundo ele rende líquidos R$ 150 diários, ó paí, melhor que ser jornalista! Seguimos pra rua do Lavradio, onde eu ia comemorar o aniversário dos Sambamantes, assistindo ao bat-show de Nininho no Mangue Seco que, nessa hora, já tinha virado Molhado. A rua tava um rio, mas o danado do taxista meteu o carro e de pulinho em pulinho percorreu uns 200 metros e me largou na porta do bar. O piso do carro ficou alagado e eu prontamente sugeri a ele uma atividade extra: implantar um pesque-pague lá dentro. Mais risos. Na hora de descer, ele me deu um cartãozinho, uma caneta de brinde e se apresentou: Paulo Coelho.

Sábado eu resolvi cuidar de mim: primeiro fui à rua Santa Clara, comprar roupas – mas acordei tarde e aqui no Rio, essa terra provinciana (hehehe, os cariocas vão comer meu fígado!), o comércio fecha à uma da tarde. Então fui no Catete olhar uma escola de corte e costura (sim!, a maluca aqui está cogitando aprender o básico, mas ainda não decidiu se surta mesmo) e aproveitei pra fazer as unhas e a sobrancelha num salão mais baratinho (lá perto de casa é R$ 22 só pé e mão, mais R$ 10 da sobrancelha; no salão que eu fui é R$ 12 pé e mão, e R$ 5 a sobrancelha).

A manicure se chamava Paula, era negra, gordíssima, cabelo cheio de dreadlocks, com uma cara linda e um sorrisão aberto. Me diverti demais com ela, que conversa abobrinha como poucas. Me chamou pra sair, pra conhecer uma boate que só toca música angolana que fica lá na Tijuca. Vibrou quando soube que eu sou jornalista. “Você trabalha na Globo?”
Não quis destroçar o sonho dela dizendo que televisão não é minha praia, então falei que ainda tou me ambientando no Rio, etc e tal. “Ah, você tem que escrever uma carta pro Luciano Huck, mandar seu currículo pra alguém muito influente”, me explicou ela, e passou meia hora ‘traçando planos’. No final, arrematou com os olhos brilhando: “é tão bom ver as pessoas crescerem!” Fui embora feliz, com as unhas pintadas de renda e pérola, e com o beijão que ela me deu estampado na cara. “Gostei de você”, falou ao se despedir. Eu também gostei dela.

sexta-feira, outubro 28, 2005

Alegria: dois anos de Sambamantes

Hoje é o aniversário de dois anos dos Sambamantes! Apesar de só tê-los conhecido em junho, a sensação é de que eles fazem parte da minha história há muito tempo! Como conceber a minha vida aqui no Rio sem Nininho, Ádrea, Thatá Façanha, Thaís Biscoita, Zé Vaz, Tomé, Lu, Jorginho, Dayse, Serginho, Ângela, Habba, Ísis, Ingrid, tanta gente que mora no meu coração? Graças a vocês, eu posso dizer que conheço um Rio diferente da ‘bolha’ da Zona Sul. Um Rio que amo e vou amar pra sempre, ainda que me falte samba no pé...

Ps- Esta foto é do meu "batizado", não por acaso com Nininho (meu padrinho que me apresentou ao grupo!, saquem só a delicadeza dele, jogando cachaça na minha boca!) e Thatá, "Doutora Cabrocha Sambeira", eterna presidenta dos Sambamantes (que na época eu não conhecia muito, mas hoje não hesitaria em escolher como madrinha).
Mais fotos das farras aqui, aqui, aqui e aqui! Uhu, mais tarde tem gandaia!

quinta-feira, outubro 27, 2005

Abraço inesquecível

O Orkut é uma completa perda de tempo, mas tem coisas que conseguimos através dele que não têm preço. Como localizar esse menininho louro da foto. Que hoje é um homão quase sem cabelo, casadíssimo e muito simpático, que eu achei do nada, numa comunidade sobre meu antigo colégio, o Lubienska.
Miltinho, Mônica e Guilherme eram nossos vizinhos na casa das Graças, onde vivi dos meus sete aos dez anos. Dá pra escrever um mês inteiro, só contando nossas peripécias. Mas hoje eu quero falar só de Miltinho, que eu acho que foi de certa forma meu primeiro namorado. Calma!, nunca demos beijo na boca nem pensamos em nada do gênero. Sei lá também se é o caso de usar esse rótulo pra descrever o que a gente fazia. Eu era uma menina tão menina, tão desinteressada de certas coisas... Enfim, vou explicar!
É que olhando pra essa carinha da foto, eu lembrei de uma das nossas brincadeiras preferidas, que se chamava 'pai e mãe'. Eu era a mãe, ele era o pai, meu irmão Gabriel e Mônica, a irmã dele, eram os filhos. Não sei por que motivo Guilherme, o irmão Lithg mais velho, não participava da "família", já que ele sempre integrava as brincadeiras; acho que ela não acontecia todo dia, nem todo tempo, e talvez nesse período ele tenha ficado de recuperação no colégio, por exemplo. Ou estivesse com papeira (caxumba) ou alguma outra mazela normal de criança.
'Pai e mãe' era assim: a gente pegava um lençol grandão, forrava no oitão da minha casa, e deitava todo mundo juntinho. Eu tinha uns oito anos e não fazia a menor idéia de como a abelhinha polinizava as flores e outras histórias que depois li no livro De onde vêm os bebês. 'Pai e mãe' não era brincadeira de médico: a gente não estava interessado nas diferenças e sensações corpóreas. O bom era só deitar a cabeça no braço de Miltinho e ficar quietinha olhando um sabiá grandão que toda tarde vinha cantar, no pé de manga rosa.
Era uma sensação muito boa, de estar protegida e acarinhada. Tão doce, que eu guardo a lembrança até hoje. Eu, que não tive contato semelhante com meu próprio pai, devo ter valorizado muito mais esses momentos que Miltinho - que era mais novo que eu alguns meses, meio estabanado e maluco, escrevedor de poesia e inventor de brincadeiras e travessuras terríveis.
Mesmo tendo passado mais de 20 anos sem ter o menor contato com eles, tenho pelos três irmãos Lithg um carinho enorme. Mas o abraço de Miltinho o faz especial, pro resto da vida.

Tpm era pouco, então arrumei junto uma gripe cavalar. Pensem num abuso!

Sequência trash de capas de disco americanas





Vendo isso, concluo que nem só aqui são produzidas aberrações...
Confiram outras coisas incríveis aqui!

quarta-feira, outubro 26, 2005

Hey, Mrs. Jones!

Não sei se vocês têm essa informação, mas nos bosques da Inglaterra é possível se deparar com pequenos tigres, passeando com suas mães durante as tardes bucólicas...

Fá, saudade da sua presença por aqui no blogue!
Um cheiro. Bom ver uma 'prova material' da sua existência!

Beijo grande pra Regina


Gina, criatura do bem, irmã que a vida me deu, que o dia de hoje seja de pura felicidade. Que o mundo fique em festa, comemorando o dia em que você nasceu. Que Luiza te dê um beijo babado e Jink se comporte. Que Gabi seja romântico e menos peitica. Que Julia, Lindalva, Fau, tua mãe, teu pai, tua família, teus amigos, caiam na gandaia - pequena ou grande - junto com você.
Daqui de longe, eu te mando um beijo grande, pra te dizer do carinho, admiração e gratidão que sinto por você, pela sua paciência e brabeza, doçura e força. Sou sua fã de carteirinha, e você sabe disso. Quero poder passar outros aniversários aí, junto com você, e te dar ao vivo o abraço apertado que você merece. Por enquanto, faz de conta... e me aguarde, menina. Feliz aniversário!

segunda-feira, outubro 24, 2005