Hoje confirmei a idéia de que às vezes a melhor coisa é estar aberta pro mundo e pro novo, e desfrutar disso. Saí 40 minutos atrasada pro show do Coco de Raízes, crente que não ia dar tempo. As pessoas que tinham marcado comigo, furaram. Aí resolvi ligar o foda-se, e ir de qualquer jeito.
Cheguei lá e o porteiro abriu um sorrisão (acho que lembrou de mim, ontem) e disse "corre, tá perdendo a canja de Lirinha". É, a galera do Cordel do Fogo Encantado tava lá, inclusive Leandra Leal, aos beijos com o namorado-vocalista. Lá dentro, encontrei um monte de gente: Erika, Amelia, Rafa, Dani Kucera, Dani Lopes, Aline, Mayra, Felipe, Ceiça, Rafa, Danilo, Malu, Helder (do Mestre Ambrósio)... E um menino cearense e simpático chamado Gil, com quem eu já tinha dançado ontem e que me chamou pro show dele, amanhã (ele toca numa banda chamada Soul Zé). Dancei como nunca, porque não tinha ninguém reparando se danço bem ou mal. Dancei com a alma, a ponto de seu Assis Calixto cantar três ou quatro músicas olhando pra mim e até sambar junto comigo. Danilo olhava e ria e dizia: 'tá com a gira, nega!', enquanto eu rodava a saia e deixava o suor pingar.
Na saída, fui até o camarim e cantei "Acorda Criança" e seu Assis virou pra mim e perguntou se eu era cantora. Quando neguei, fez tsc-tsc com a boca e falou: "que desperdício!" Eu fui às nuvens com o elogio...
Por fim, fui tomar um guaraná com Malu e encontrei com Marcelo França, um cabra gente boa que eu tinha conhecido no São João 2004, lá em Arcoverde. Na mesa dele tinha um casal, que depois eu descobri que eram Junior Tolstoi, guitarrista de Lenine, amigo de meu primo Pepê e de Kuzka e um dos músicos da trilha de 'Fabio Fabuloso', e Ana Paula Veríssimo, jornalista, pernambucana e amiga de vários amigos meus. O Rio também é um ovo, ora essa.
Acabamos voltando amontoados no carro de Junior - eu, ele, Ana, Marcelo, Malu e Gil. Tou com o coração quente, de tão divertida, leve e inesperada que a noite foi. Adoro me sentir assim.